Tuesday, April 21, 2026

Protocolo CML - Rock in Rio


















Câmara aprova protocolo com Rock in Rio para edições de 2008 e 2010

«Lisboa, 09 Jan (Lusa) - A Câmara de Lisboa aprovou hoje o protocolo com a organização do festival de música Rock in Rio, que prevê o pagamento pela promotora de 800 mil euros de contrapartidas, que incluem a construção de uma ponte.

A proposta, que dá luz verde à realização das edições de 2008 e 2010 do Rock in Rio, foi aprovada com os votos contra do movimento Cidadãos por Lisboa e do PCP e as abstenções dos vereadores independentes Carmona Rodrigues e José Ramos Ascensão, e os votos favoráveis do PS, PSD e Bloco de Esquerda.

A Better World, organizadora do evento, pagará à autarquia lisboeta um total de 800 mil euros como contrapartida pela realização dos dois festivais de música no Parque da Bela Vista, de acordo com o protocolo.

A contrapartida da edição de 2008 será aplicada nomeadamente na construção de uma ponte de ligação entre a zona sul do Parque e o Bairro das Olaias.

Esta ponte foi pensada para a futura utilização do parque, que albergará as novas instalações do Instituto Português de Oncologia (IPO).

Segundo o protocolo, a autarquia isenta a Better World do pagamento de "todas as licenças camarárias necessárias à realização do evento" e do pagamento de "taxas de aluguer de equipamentos e materiais da Câmara Municipal de Lisboa".

A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Helena Roseta contestou a ausência na proposta do valor das isenções e a falta de garantias para que a organização deixe o coberto vegetal do parque como o encontrou.

Helena Roseta questionou ainda a forma como as contrapartidas serão aplicadas na construção da ponte para peões e bicicletas, que durante três anos terá publicidade da organização, considerando que a infra-estrutura será transformada num "outdoor".

O ex-presidente da Câmara e vereador independente Carmona Rodrigues também considerou que "fica por definir o universo de patrocinadores que durante três anos vão beneficiar daquele espaço [ponte] para fazer a sua publicidade".

"Achamos que deveria ser feito o protocolo para 2008 e depois ser feita a avaliação de como correu para poder ser rectificado ou melhorado em 2010", afirmou, contestando que o acordo abranja as duas edições do evento.

Pelo PSD, o vereador Fernando Negrão frisou que "se o protocolo foi negociado com contrapartidas foi porque houve um protocolo em 2006", quando os sociais-democratas governavam a Câmara sob a liderança de Carmona Rodrigues.

A vereadora comunista Rita Magrinho contestou igualmente a publicidade ao Rock in Rio e às marcas associadas ao evento que constarão da ponte, considerando que transforma a infra-estrutura num "painel de publicidade".

Rita Magrinho criticou ainda o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes (BE), por não ter divulgado um relatório sobre o estado do Parque da Bela Vista após a última edição do festival.

O vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, esclareceu que consta das regras de utilização do Parque da Bela Vista que a organização deixe inalterado o coberto vegetal da zona.

Sobre a isenção de taxas municipais, que criticou no mandato anterior, Sá Fernandes sublinhou que contestou que essa isenção se realizasse sem a existência de contrapartidas para a cidade.

"Pela primeira vez, o Rock in Rio vai ter contrapartidas que se vêem e notam, e que têm a ver com a estrutura ecológica da cidade. Pela primeira vez, ficam marcadas as regras para dois anos, o que é também uma inovação positiva", defendeu.

O presidente da Câmara, António Costa (PS), sublinhou que o acordo alcançado "é melhor que o anterior", que "isentou de taxas e nada exigiu de contrapartidas".

A terceira edição do Rock in Rio - Lisboa realiza-se nos dias 30 e 31 de Maio e 06, 07 e 08 de Junho deste ano e a quarta edição durante os dias 28 e 29 de Maio e 04, 05 e 06 de Junho de 2010.

ACL.

Lusa»

E pronto. Portas abertas e passadeira vermelha. Quem dá mais? Pobre terra.

Cidadãos por Lisboa contra isenção de 6,5 milhões em taxas municipais à promotora do Rock in Rio

In Público (15/1/2008)
Luís Filipe Sebastião

«Os vereadores da lista Cidadãos por Lisboa consideram que a autarquia não está em condições de prescindir de 6,5 milhões de euros de receitas de taxas de que ficará isenta a organização do festival Rock in Rio-Lisboa, que se realiza entre 30 de Maio e 8 de Junho no Parque da Bela Vista.
A Câmara de Lisboa aprovou na semana passada uma proposta do seu presidente, António Costa, com a minuta do protocolo com a empresa Better World para duas novas edições do Rock in Rio, em 2008 e 2010. Os votos a favor do PS, PSD, Lisboa com Carmona e BE viabilizaram ainda que a assembleia municipal delibere sobre a isenção do pagamento de taxas das licenças municipais necessárias para a realização do festival.
A vereadora Helena Roseta justifica o seu voto contra - com o outro eleito dos Cidadãos de Lisboa e dois autarcas do PCP - por a proposta não apresentar "os custos reais que a CML suportou nas anteriores edições, nem o valor das isenções de taxas concedidas". A autarca contesta uma cláusula no protocolo em que as partes se comprometem a não divulgar os termos do acordo, "os quais são confidenciais, em especial o valor financeiro das contrapartidas".
"Esta cláusula parece-nos de todo inaceitável, tanto mais que estão em causa isenções de taxas a deliberar pela assembleia municipal que não podem, de modo algum, ser confidenciais", considera Helena Roseta, para quem os 400 mil euros de contrapartida por cada edição do festival "não é suficiente face aos encargos que a CML prevê ter". O festival custou à câmara 2,2 milhões de euros em 2004 e 512 mil euros em 2006. Isto sem contabilizar os gastos com policiamento - 256 mil euros (2004) e 129 mil na segunda edição. A autarquia, este ano, deve suportar 373 mil euros em material e pessoal, não estando apurado o montante da segurança.
O valor da isenção de taxas concedida à promotora ascendeu a cerca de seis milhões de euros (2004) e de 6,5 milhões (2006). Para este ano prevê-se um valor próximo da edição anterior, não existindo estimativas para 2010. Perante estas contas, Roseta entende que a precária situação financeira do município não permite "prescindir de 6,5 milhões de euros de receita, em troca de um evento cuja relevância cultural é, no mínimo, questionável".
António Costa argumenta, na proposta, que as duas edições do Rock in Rio divulgaram Lisboa "a nível nacional e internacional com mais-valias significativas" e diz que o "impacto e relevância económica" do evento, "nomeadamente no sector do turismo, são essenciais para a dinâmica da cidade". O protocolo admite que a Better World não realize o festival em 2010 caso este seja "contrária à sua estratégia de negócio".
"Se a câmara cobrasse as taxas, não havia Rock in Rio", contrapõe o vereador José Sá Fernandes, que justifica o apoio ao festival pelas contrapartidas da promotora e por ter que deixar o parque em condições. O eleito do BE não atribui importância à cláusula de confidencialidade, pois 400 mil euros serão aplicados numa ponte entre o parque e as Olaias.
Roseta estranha cláusula confidencial no protocolo. Sá Fernandes minimiza porque contrapartidas são públicas

O ponto 7 da cláusula 5 do Protocolo CML-Rock in Rio


Não sei se é para rir se é para chorar. De entre as várias curiosidades do protocolo, como seja, a porta deixada aberta a mais RinR no Pq. Bela Vista para além de 2010; a primeira tranche do total a pagar pelo organizador a ser paga em ... 31/12/2007 (!) - semelhanças com os contratos dos clubes com futebolistas, por ex. -; e a isenção de taxas mediante construção de pontes (pelo que se aconselha aos vendedores ambulantes a renunciarem ao pagamento de taxas à CML, desde que construam pontes para um outra margem...); é na cláusula 7 que reside o mistério. Porquê?

(obrigado, JPS)


Texto editado

Câmaras de Lisboa e de Loures avaliam novo espaço para receber a cidade do RockInRio

Público (1/6/2008)
Vítor Belanciano e Catarina Prelhaz


«Com a anunciada construção de uma unidade hospitalar na Bela Vista em 2012, a organização do festival já pensa em mudança. Parque das Nações é solução em cima da mesa


O festival Rock in Rio no Parque da Bela Vista tem os dias contados. Em causa está a instalação do Hospital de Todos-os-Santos nas imediações do recinto em 2012, processo que vai inviabilizar a construção da cidade do rock naquele local.
Embora já tenha garantido a edição de 2010, Lisboa poderá mesmo perder o festival de música para o município vizinho de Loures. O anúncio foi feito anteontem pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, durante uma visita à terceira edição do Rock in Rio.
Confrontada com as afirmações de António Costa, a autarquia de Loures já confirmou que foram estabelecidos contactos entre autarcas para a organização do Rock in Rio, mas negou que tenha sido tomada qualquer decisão. Em cima da mesa está um terreno do Parque das Nações onde se realiza um outro festival de música, o Super Bock Super Rock.
"Já houve contactos ao nível dos vereadores, mas não está nada decidido", sublinhou fonte da Câmara de Loures. Por seu lado, o PCP de Lisboa também apresentou ao executivo uma proposta para que a autarquia venha a negociar a transferência da Feira Popular para o mesmo espaço junto ao Trancão.
O promotor do Rock in Rio, Roberto Medina, reiterou a intenção de construir de raiz um equipamento para o festival, mas admitiu que só pensará em mudanças depois de 6 de Junho, o último dia do evento. "Conheço bem Lisboa, mas ainda não pensei muito nisso. Há Monsanto, há a zona da Expo, várias hipóteses onde colocar essa infra-estrutura", sublinhou, citado pela agência Lusa.
Rock em toada lenta
Misto de parque temático, escaparate para marcas e entretenimento para toda a família, o Rock In Rio apostou este ano também na ecologia, assumindo a responsabilidade de compensar - ou reduzir - as emissões de CO2, através de medidas ambientais.
Mas o primeiro dia do festival acabaria por ficar marcado pela lotação esgotada no recinto. Um aglomerado de pessoas de tal forma numeroso, que as filas foram uma constante no final da tarde e, em especial, à noite. No recinto propriamente dito, apesar da generosa oferta de restauração, só quem se predispunha a passar um tempo considerável nas filas enormes é que conseguia petiscar. Também o acesso aos equipamentos de entretenimento não era fácil, principalmente para quem quisesse tentar a roda ou a pista de neve. Mas, apesar da demora, tudo decorreu sem incidentes.
Com tal multidão, também não foi fácil chegar ao Parque da Bela Vista. Quem optou pelo metro teve que lidar com alguns contratempos ao final da tarde. Na estação da Bela Vista, apesar dos protestos para que fossem abertas as portas laterais, a saída decorria um a um, com grande lentidão. Já depois do concerto de Lenny Kravitz ter encerrado as actuações do palco principal, e quando a maior parte do público abandonou o recinto, também se registaram grande enchentes nos transportes, com inevitáveis demoras. Com L.F.S.
A Brigada de Trânsito da GNR deteve 24 condutores nas principais vias de acesso a Lisboa durante a madrugada de ontem, sobretudo devido ao excesso de álcool (21). Dos 663 condutores testados entre as 3h e as 7h00, 77 apresentaram níveis de alcoolemia acima do permitido, números que a GNR não estranha. "São valores semelhantes aos de operações de rotina", admitiu o oficial de dia da BT, tenente Barreto. A operação Stop abrangeu o IC19, Auto-estrada Lisboa Cascais (A5), Auto-estrada do Norte (A1), Ponte Vasco da Gama e IC2. C.P. »

A questão é: qual dos dois estraga mais o parque, o RinR ou o IPO?

Mais uma: Vodafone constrói hotel no recinto do Rock in Rio Lisboa

Rock in Rio é o patrocínio com a maior fatia do orçamento de comunicação da operadora: cerca de 10%.
Ir ao Rock in Rio e dormir no recinto mas no conforto de um quarto de hotel. É esta a proposta do Vodafone Hotel, a maior novidade com que a operadora de telecomunicações vai estar presente no próximo festival no parque da Bela Vista.
Mas este hotel tem ‘check-in' reservado aos clientes da marca e vencedores de um passatempo que arranca em Abril. A "chave" será entregue a quem encontrar uma carrinha completamente descaracterizada mas que recria no interior um quarto do hotel. Para a encontrar, os concorrentes têm de seguir as pistas dadas ao longo do dia no ‘site' do evento.
Patrocinadora do festival desde a primeira edição, em 2004, uma das preocupações da Vodafone é criar acções diferentes dos outros patrocinadores, para capitalizar o investimento no patrocínio. Dados da Memorandum cedidos pela Vodafone revelam que em 2006, no primeiro fim-de-semana do evento, o ‘top of mind' foi liderado pela Vodafone, com 34%, um valor que se aproximou dos 100% no conjunto dos dois fins-de-semana. Em 2008, e ainda segundo a mesma fonte, a operadora voltou a liderar o ‘ranking' de notoriedade.
António Carriço, director de marca e CRM da Vodafone, não revela o investimento neste patrocínio que se mantém inalterável desde 2004. "É o investimento em que apostamos mais e para onde vai cerca de 10% do orçamento de comunicação. É um investimento pesado mas que compensa muito", garante António Carriço.
A pouco menos de dois meses do Rock in Rio, a Vodafone já definiu a presença dentro do recinto. O Best Seat Vodafone - espaço com vista privilegiada para o palco mundo onde os vencedores da Corrida de Sofás têm tratamento VIP - bem como a Fábrica de Sofás, estão de regresso. E há ainda a Yorn Head, onde os participantes recebem um prémio ou um castigo, uma loja para venda de produtos e demonstração de serviços, bem como seis pontos de ‘bluetooth', que servem de ponto de encontro ou de informação.
Nos planos da operadora está o lançamento de duas campanhas publicitárias - uma para dar a conhecer o Vodafone Hotel com a assinatura "Adormece com o Rock in Rio Lisboa", e outra para a Corrida de Sofás. Será também desenvolvida uma campanha específica associada a equipamentos vocacionados para a música e comercializados em exclusivo pela Vodafone, bem como uma campanha em ‘mupies' nas estações de Metro a assinalar a estação da Bela Vista, que estará decorada com materiais da marca.
Outra das novidades é o serviço de ‘mobile ticketing', que permite comprar e receber os bilhetes no telemóvel, e garante o acesso ao recinto por uma entrada exclusiva.
in Diário Económico

Apoio ao Rock in Rio contestado por Roseta

In Notícias da Manhã (15/1/2008)

«O movimento Cidadãos por Lisboa contesta o valor das isenções de taxas ao Rock in Rio, de cerca de 6,5 milhões de euros, considerando que a autarquia não está em condições de prescindir desse montante. A isenção de taxas concedida à organização do festival de música, que se realiza no Parque da Bela Vista, foi aprovada na última reunião do executivo municipal, com a abstenção dos vereadores independentes Carmona Rodrigues e José Ramos Ascensão e os votos contra do PCP e dos Cidadãos por Lisboa, que questionaram igualmente desconhecerem o valor dessa isenção. O movimento liderado por Helena Roseta divulgou a declaração de voto, em que afirma que “o valor das isenções concedidas à entidade promotora do Rock-in-Rio foi de cerca de 6 milhões de euros em 2004, de 6,5 milhões de euros em 2006, prevendo-se em 2008 um montante próximo do de 2006”. “A contrapartida da empresa promotora, no valor de 400 mil euros por cada edição, não é suficiente face aos encargos que a CML prevê ter com o evento”, consideram ainda os vereadores. Segundo os Cidadãos por Lisboa, a autarquia “terá tido custos aproximados de 2.211 mil euros em 2004, 512 mil euros em 2006 e prevê ter custos de 373 mil euros em 2008”.»

Protocolo Rock-in-Rio/Resposta do Vereador Sá Fernandes

Caros Senhores dinamizadores do
Observatório do Parque da Bela Vista,

Em resposta ao Vosso e-mail, endereçado ao gabinete do Vereador José Sá Fernandes, a 8 de Janeiro de 2008, incumbe-me o Senhor Vereador de agradecer o vosso contacto e de lhes endereçar, tal como solicitado, a minuta do protocolo (em anexo) de acordo celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa e a organização do Festival Rock en Rio, a cargo da empresa "Better World", que foi aprovada por maioria na sessão da CML do passado dia 9 de Janeiro de 2008.

Sem que este documento fosse analisado pelos elementos do Executivo e votado na CML não poderiamos, como facilmente compreenderão, torná-lo público, uma vez que de trata de um documento interno na autarquia que está ao abrigo da normal confidencialidade de um documento deste tipo.

Em relação às vossas críticas sobre a forma como o processo de elaboração do documento em causa foi conduzido, refutamos a acusação de que o "Pelouro dos Espaços Verdes" o tenha anunciado "à imprensa" como se já estivesse concluído.

Pelo contrário, aquilo que foi feito foi dar a conhecer a posição da CML de que, para existir uma nova edição deste festival em Lisboa, a autarquia teria de ter garantidas, pela primeira vez na história deste evento, um conjunto de contrapartidas concretas.

E assim foi. Pela primeira vez, ao abrigo do protocolo agora firmado, Lisboa terá, com a realização deste festival, contrapartidas reais e quantificáveis em termos financeiros, assim como ganhará uma infra-estrutura nova no Parque da Bela Vista, que muito beneficiará a cidade, nomeadamente ao nivel da mobilidade pedonal e do contacto entre duas zonas que actualmente estão esquecidas e algo isoladas.

Por forma a esclarecermos todas as dúvidas por vós suscitadas, gostariamos de vos manifestar a nossa disponibilidade para vos receber num futuro encontro.

Aguardamos pois a vossa resposta que desde já agradecemos.

Ao vosso dispor, com os meus melhores cumprimentos,

Pelo Gabinete do Vereador José Sá Fernandes
Catarina Oliveira

Próxima sessão da AML:

Aviso
INTERVENÇÃO DO PÚBLICO NA SESSÃO ORDINÁRIA
DE 19 DE FEVEREIRO DE 2008


LOCAL E HORA DAS INSCRIÇÕES


Avisam-se os interessados que, nos termos do Regimento, a Sessão desta Assembleia Municipal de Lisboa, que se realizará no Fórum Lisboa – Av.ª de Roma nº 14, terá início às 15 horas, com um período não superior a 45 minutos de intervenção do público, para apresentação de assuntos de interesse municipal e pedidos de esclarecimento, dirigidos à Mesa.

As inscrições para este período devem ser feitas no dia 19 de Fevereiro de 2008, das 14,00 às 15,00 horas, nas instalações do Fórum Lisboa, Av.ª de Roma, 14, 1º andar – Lisboa.
Assembleia Municipal de Lisboa, em 8 de Fevereiro de 2008


45ª Sessão (Ordinária) da AML
CONVOCATÓRIA

Nos termos do art.º 49.º e da alínea b) do n.º 1 do art.º 54.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, convoco uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de Lisboa, para o dia 19 de Fevereiro de 2008, pelas 15 horas, no Fórum Lisboa – Av. de Roma n.º 14, a qual, de acordo com o n.º 2 do art.º 69.º do Regimento, se iniciará com o período de intervenção do público para apresentação de assuntos de interesse municipal e pedidos de esclarecimentos, dirigidos à Mesa, a que se segue, nos termos do art.º 39.º do Regimento, o Período de Antes da Ordem do Dia, que se inicia com a apreciação e votação das Actas nºs 40, 41, 42 e 43.

1. Apreciação da informação escrita do Presidente da C.M.L. acerca da actividade municipal, feita nos termos da alínea e) do n.º1 do art.º 53.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro;

2. Proposta nº. 2/2008
Aprovar a isenção do pagamento de taxas para as licenças municipais respectivas, relativas à realização do Festival Rock in Rio – Lisboa, nos termos da proposta, ao abrigo da alínea e) do nº 2 do art.º 53º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro.

Assembleia Municipal discute isenção de taxas ao festival Rock in Rio

In Sol Online (19/2/2008)

«A Assembleia Municipal de Lisboa reúne-se hoje para discutir a isenção do pagamento de taxas municipais ao festival Rock in Rio nas edições de 2008 e 2010 (...)»

E o Observatório do Parque da Bela Vista será representado, e muito bem, por Carlos Moura. Aguardemos os argumentos dos poderes, actual e passado, da CML.

Intervenção de Carlos Moura, na AML de ontem:

Ex.ma Sr.ªa Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa
Ex.mos Sr.s Secretários da Mesa
Ex.mo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Sr.s Vereadores
Srs Deputados Municipais
Minhas Senhoras e Meus Senhores


O Observatório do Parque da Bela Vista foi constituído por um grupo de pessoas e Associações, cuja actividade e interesse pelos problemas da Cidade em geral e dos espaços verdes em particular, levou a que, em conjunto, assumissem uma tarefa cívica de monitorização destes espaços e, pela relevância, do Parque da Bela Vista em especial.

A situação da cedência do Parque da Bela Vista, a fim de instalar neste eventos musicais, vem sendo para esta organização motivo de preocupação e contestação dada a degradação que, consideramos, é causada ao local, à qual se junta a perda de fruição pública e os inconvenientes para a vizinhança.

Sempre contestámos que a organização do Rock in Rio fosse dispensada do pagamento das respectivas taxas municipais. Mesmo porque todas as contrapartidas anunciadas para este festival, não vêm cobrindo, nem de perto nem de longe, o custo do plano de reabilitação, ou sequer do gradeamento previsto para o espaço.

A recente sugestão de que os € 800.000,00 previstos por duas edições, são condições mais favoráveis que os € 400.000,000 previstos por uma edição, durante a anterior gestão camarária, é para nós surpreendente pois falha-nos o entendimento matemático desta melhoria.

Além disso se os espaços publicitários cedidos pela própria Câmara podem ser utilizados para angariar publicidade para pagar à Câmara as contrapartidas devidas, resulta como a se esta prescindisse de receita própria para receber o mesmo ou ainda menos como contrapartida, vantagem que a nós, pobres mortais, escapa.

As taxas municipais, neste caso, representam um valor francamente superior às contrapartidas propostas, e nenhum argumento pode justificar a sua isenção, garantindo largamente, se cobradas, a viabilização económica do plano de recuperação.

Apelamos assim a todos os grupos municipais para que não seja aprovada esta isenção de taxas municipais, não só pelo que esta isenção representa para a imagem do município, mendigando eventos internacionais, sem impor a cidade por mérito próprio, mas principalmente por este ser um principio errado a prosseguir com mega-organizações, com vastas capacidades financeiras.


Obrigado

Rock in Rio: CDS-PP vota contra

A sessão da Assembleia Municipal de Lisboa da passada terça-feira discutiu o protocolo da Câmara Municipal com a Better World, empresa responsável pela organização do Rock in Rio 2008 e 2010.
Pelo CDS-PP, o líder da bancada José Rui Roque manifestou que o "protocolo não traz nada de novo em relação a 2006", afirmando que o actual documento estipula uma contrapartida para o município no valor de 800 mil euros, classificando-o como valor baixo em comparação ao valor que a CML isentará para o evento.
Mais, o deputado interroga a CML o porquê de não se quantificarem os valores de isenção em taxas e licenças, bem como em serviços prestados, valor esse que deverá ascender na casa dos milhões de euros. Dirigindo-se ao PS, partido ora no executivo camarário, afirma-se surpreso em como é que em 2006 exigiam saber o valor das isenções e agora nem sequer interrogam o valor das mesmas.
No seguimento das linhas orientadoras da bancada do CDS-PP, o Partido votou contra, lembrando que sempre alertou a edilidade para o facto de não haver regras para a isenção de taxas.
Quanto à Better World, solicitou à CML informações sobre o cumprimento das cláusulas contratuais de 2006, nomeadamente no que respeita à recuperação dos espaços verdes do Parque da Bela Vista danificados pela montagem de estruturas de apoio ao evento.
A proposta foi aprovada com os votos do PS e PSD, os votos contra do CDS, PCP e PEV e a asbtenção do BE.
in CDS Lisboa

Para a posteridade, aqui fica a votação sobre as taxas do RinR:

Votação da passada 3ª Feira na AML:

Favor: PS e PSD
Contra: CDS-PP, PCP, PEV
Abstenção: BE

Ou seja, a CML está em crise mas dispensa taxas a mega-concertos. Curiosidades: o PS que tinha votado contra a isenção nas edições passadas

Mas, em 30 de Maio de 2006 tinha sido:

Favor: PSD e CDS
Contra: PCP, PEV e BE
Abstenção: PS

Descubra as diferenças, ao sabor das conveniências.

Quem ganha sempre, quem é?

A verdade é que, aconteça o que acontecer, parece que a Better World, da família Medina, ganha sempre e muito. Umas pessoas simpáticas qjue vieram do calor brasileiro enfiar o gorro aos europeus espertalhões. E parece que as benesses à sua empresa não param, não param, não param: a Cidade paga sempre a factura...
Entendemos que festivais como o Rock-in-Rio podem ser um factor de dinamização da cidade de Lisboa, desde que organizados em local apropriado, e efectivamente monitorizados por quem de direito, da CML aos cidadãos em geral. Daí a criação do presente Observatório, cujo âmbito, estrutura e objectivos apresentaremos aqui, à medida das nossas possibilidades.