In Jornal de Notícias (30/6/2011)
Por Cristiano Pereira
«Lisboa António Costa diz estar à espera de propostas
O presidente da Câmara de Lisboa encara com agrado a ideia de uma nova Feira Popular na cidade, mas lamenta que ainda não tenha recebido qualquer proposta de privados. O PSD defende que o equipamento devia ser montado no Parque da Bela Vista.
Volvidos quase oito anos desde que Santana Lopes encerrou a Feira Popular de Lisboa em Entrecampos, a necessidade de um novo parque de diversões foi ontem a ser discutida em reunião de Câmara.
A ideia partiu dos vereadores do PPD/PSD que anunciaram estar a trabalhar numa proposta de anteprojecto para uma nova Feira Popular no Parque da Bela Vista - o local onde se realiza o Rock in Rio - considerando ser "uma prioridade estratégica para a zona oriental de Lisboa". "É uma instalação que acreditamos", afirmou o vereador João Navega, referindo que "a cidade precisa de uma parque desta natureza".
O presidente da Câmara, António Costa, explicou que Lisboa está sem feira popular por duas razões: "A primeira é porque alguém acabou com a que havia; a segunda é que desde então ainda não vi nenhum projecto a dar entrada na Câmara para a instalação de uma feira popular onde quer que seja".
O autarca sublinhou que a construção de um parque de diversões nunca partirá da Câmara "No dia em que me ocorra que a Câmara deva financiar uma acção dessas eu agradecia que me chamassem um médico", comentou. Na sua óptica, o papel da autarquia será "acarinhar qualquer privado que deseje instalar um parque de diversões". "Eu apoio de braços abertos", continuou, "e até acho que é do interesse do município disponibilizar terrenos municipais". António Costa não o disse directamente mas deu a entender que o Parque da Bela Vista não será, contudo, o local ideal.
Já a vereadora Helena Roseta, do Movimento Cidadãos Por Lisboa, descartou a hipótese do Parque da Bela Vista "Pode ser uma solução estudada entre as câmaras de Lisboa e de Loures para a zona do Trancão", disse, salientando que "não seria correcto termos um parque de diversões aqui no centro".
O vereador do PCP, Rúben de Carvalho, alertou para a necessidade de se realizar "um estudo prévio com vertentes de ordem cultural, social e até antropológica" para definir o tipo e a localização do equipamento. Victor Gonçalves (PSD) apelou a mais acção da parte de Costa "Podemos estar à espera que chova ou podemos rezar para que chova", afirmou.»
Tuesday, April 21, 2026
Contrapartidas pela realização do Rock in Rio vão pagar parte de ponte ciclável na Belavista
In Público (2/10/2010)
Por Inês Boaventura
Depois de quatro edições e muitas críticas de cidadãos e eleitos, arrancou ontem a primeira obra em Lisboa financiada pela organização do festival
O Rock in Rio já teve quatro edições em Lisboa, cada uma delas com isenção do pagamento de taxas municipais no valor de vários milhões de euros, mas só agora começam a materializar-se as contrapartidas há muito reclamadas por cidadãos e eleitos da câmara e assembleia municipal junto da organização do festival. Na zona Sul do parque, para onde chegou a estar prevista a deslocação do Instituto Português de Oncologia, foi ontem assinalado o início da construção de uma ponte que vai fazer a ligação às Olaias.
Esta ponte ciclável e pedonal, com quase 177 metros de extensão, terá um custo superior a 1,2 milhões de euros e deverá estar pronta dentro de 182 dias. No protocolo assinado com a organização do Rock in Rio em 2007 dizia-se que esta ia entregar à Câmara de Lisboa 800 mil euros, como contrapartida pela realização das edições de 2008 e de 2010, valor que seria aplicado, "nomeadamente, na construção de uma ponte". Afinal o montante acordado nem para isso foi suficiente, obrigando a autarquia a investir 400 mil euros neste projecto.
Já o protocolo de 2006, que previa uma contrapartida não especificada (mas que oralmente se acordou que seria uma nova vedação para a zona central do Parque da Belavista), nunca saiu do papel. O então vereador dos Espaços Verdes, António Prôa, aponta o dedo ao Rock in Rio, mas também ao executivo liderado por António Costa: "Na minha opinião, a Better World não cumpriu, mas também lamento que não tenha havido a preocupação da câmara em fazer cumprir o compromisso", acusa aquele que é hoje o líder da bancada do PSD na assembleia municipal.
Questionada sobre o assunto, Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, descartou qualquer responsabilidade, dizendo que as contrapartidas acordadas em 2006 não se materializaram porque a câmara não concretizou os projectos respectivos. Já António Costa recusou falar do passado, dizendo apenas que, "desde 2007, tudo o que tem sido combinado tem sido cumprido".
Tanto o presidente da autarquia como o vereador José Sá Fernandes destacaram a importância da ponte ciclável e pedonal para a freguesia de Marvila e para promover a sua ligação às Olaias e daí, através da Alameda D. Afonso Henriques, à Avenida Duque d"Ávila e ao centro da cidade.
Por Inês Boaventura
Depois de quatro edições e muitas críticas de cidadãos e eleitos, arrancou ontem a primeira obra em Lisboa financiada pela organização do festival
O Rock in Rio já teve quatro edições em Lisboa, cada uma delas com isenção do pagamento de taxas municipais no valor de vários milhões de euros, mas só agora começam a materializar-se as contrapartidas há muito reclamadas por cidadãos e eleitos da câmara e assembleia municipal junto da organização do festival. Na zona Sul do parque, para onde chegou a estar prevista a deslocação do Instituto Português de Oncologia, foi ontem assinalado o início da construção de uma ponte que vai fazer a ligação às Olaias.
Esta ponte ciclável e pedonal, com quase 177 metros de extensão, terá um custo superior a 1,2 milhões de euros e deverá estar pronta dentro de 182 dias. No protocolo assinado com a organização do Rock in Rio em 2007 dizia-se que esta ia entregar à Câmara de Lisboa 800 mil euros, como contrapartida pela realização das edições de 2008 e de 2010, valor que seria aplicado, "nomeadamente, na construção de uma ponte". Afinal o montante acordado nem para isso foi suficiente, obrigando a autarquia a investir 400 mil euros neste projecto.
Já o protocolo de 2006, que previa uma contrapartida não especificada (mas que oralmente se acordou que seria uma nova vedação para a zona central do Parque da Belavista), nunca saiu do papel. O então vereador dos Espaços Verdes, António Prôa, aponta o dedo ao Rock in Rio, mas também ao executivo liderado por António Costa: "Na minha opinião, a Better World não cumpriu, mas também lamento que não tenha havido a preocupação da câmara em fazer cumprir o compromisso", acusa aquele que é hoje o líder da bancada do PSD na assembleia municipal.
Questionada sobre o assunto, Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, descartou qualquer responsabilidade, dizendo que as contrapartidas acordadas em 2006 não se materializaram porque a câmara não concretizou os projectos respectivos. Já António Costa recusou falar do passado, dizendo apenas que, "desde 2007, tudo o que tem sido combinado tem sido cumprido".
Tanto o presidente da autarquia como o vereador José Sá Fernandes destacaram a importância da ponte ciclável e pedonal para a freguesia de Marvila e para promover a sua ligação às Olaias e daí, através da Alameda D. Afonso Henriques, à Avenida Duque d"Ávila e ao centro da cidade.
Assinatura do Protocolo do Rock in Rio-Lisboa 2012
Chegado por e-mail:«Dia 20 de Outubro às 16 horas, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, o vereador do Ambiente Urbano, José Sá Fernandes, e a Vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, vão assinar o Protocolo que confirma a realização da 5ª edição portuguesa do maior evento de música e entretenimento do mundo e estabelece as obrigações e contrapartidas que lhe estão associadas.
Neste momento estarão também presentes os representantes dos parceiros e patrocinadores que já garantiram a sua presença no Rock in Rio-Lisboa 2012.
* Rua Arlindo Vicente – Pórtico Principal
Agradecemos a confirmação de presença para:
Patrícia Gonçalves | 918 655 074 | patricia.goncalves@frontpagecc.com»
Rock in Rio financia vedação e ciclovia na Bela Vista
In Público (21/10/2010)
Por Inês Boaventura
«O festival Rock in Rio 2012 vai contribuir com "cerca de 400 mil euros" para a Câmara de Lisboa. Será esta a contrapartida pela cedência do Parque da Bela Vista para a realização da próxima edição (em Maio e Junho de 2012). A verba vai ser canalizada para a substituição de parte da vedação daquele espaço verde e à construção de uma ciclovia.
O protocolo que confirma a realização da quinta edição do Rock in Rio em Lisboa - dias 25, 26 e 31 de Maio e 1 e 2 de Junho) foi ontem assinado, numa cerimónia que contou com muitos moradores da zona de Marvila. Alguns aproveitaram a presença da comunicação social para darem conta da sua indignação com as horas de sono que o festival lhes rouba e com o lixo que segundo dizem se acumula no parque. Mas também houve aplausos à iniciativa e sugestões feitas ao vereador José Sá Fernandes, responsável pelos Espaços Verdes, sobre como melhorar este parque.
António Costa sublinhou a importância do Rock in Rio por ter permitido a "descoberta" do parque por muitos lisboetas mas também pelas obras concretas que vai permitir realizar na cidade. Entre elas está a substituição, já em curso, das chapas opacas junto à Avenida Doutor Arlindo Vicente por uma vedação que permite ver o interior do parque.
Ainda este ano, diz Sá Fernandes, avançará a ciclovia que fará a ligação à Avenida Gago Coutinho. Há três semanas arrancou a construção de uma ponte ciclável e pedonal, comparticipada pelo Rock in Rio, para ligar a Bela Vista às Olaias.»
...
Só espero que desta vez a contrapartida da substituição da horrorosa vedação verde seja de facto um ... facto.
Por Inês Boaventura
«O festival Rock in Rio 2012 vai contribuir com "cerca de 400 mil euros" para a Câmara de Lisboa. Será esta a contrapartida pela cedência do Parque da Bela Vista para a realização da próxima edição (em Maio e Junho de 2012). A verba vai ser canalizada para a substituição de parte da vedação daquele espaço verde e à construção de uma ciclovia.
O protocolo que confirma a realização da quinta edição do Rock in Rio em Lisboa - dias 25, 26 e 31 de Maio e 1 e 2 de Junho) foi ontem assinado, numa cerimónia que contou com muitos moradores da zona de Marvila. Alguns aproveitaram a presença da comunicação social para darem conta da sua indignação com as horas de sono que o festival lhes rouba e com o lixo que segundo dizem se acumula no parque. Mas também houve aplausos à iniciativa e sugestões feitas ao vereador José Sá Fernandes, responsável pelos Espaços Verdes, sobre como melhorar este parque.
António Costa sublinhou a importância do Rock in Rio por ter permitido a "descoberta" do parque por muitos lisboetas mas também pelas obras concretas que vai permitir realizar na cidade. Entre elas está a substituição, já em curso, das chapas opacas junto à Avenida Doutor Arlindo Vicente por uma vedação que permite ver o interior do parque.
Ainda este ano, diz Sá Fernandes, avançará a ciclovia que fará a ligação à Avenida Gago Coutinho. Há três semanas arrancou a construção de uma ponte ciclável e pedonal, comparticipada pelo Rock in Rio, para ligar a Bela Vista às Olaias.»
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Só espero que desta vez a contrapartida da substituição da horrorosa vedação verde seja de facto um ... facto.
Obra do primeiro centro de acolhimento para crianças refugiadas arranca em Lisboa
In Jornal de Notícias (21/11/2010)
«O Parque da Bela Vista, em Lisboa, recebe na segunda-feira a primeira pedra do único centro português de acolhimento temporário para crianças refugiadas, que o Conselho Português para os Refugiados espera ver concluído até ao final de Junho.
O projecto, que envolve a recuperação de instalações municipais degradadas, foi apresentado há um ano, quando o CPR, a câmara, a Swatch Tempus Internacional e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) assinaram um protocolo para a criação de uma casa com condições específicas e adequadas para os refugiados até aos 18 anos.
Desde então, estiveram a ser desenvolvidos os projectos de arquitectura e especialidades e a angariação de financiamento.
Segundo Alexandra Carvalho, do CPR, a maior fatia das verbas foi obtida com vendas da Swatch, mas surgiram também apoios financeiros de outros parceiros.
A responsável adiantou que a casa poderá receber até 13 crianças ou jovens e terá uma equipa que inclui um assistente social e um psicólogo, até porque estes menores chegam habitualmente sem familiares.
Desde 2005, o CPR registou a chegada de 30 crianças, fruto de "pedidos de asilo espontâneos", sem ser ao abrigo de protocolos.
O seu acolhimento tem ocorrido num outro centro na Bobadela, no concelho de Loures, onde também são recebidos os refugiados adultos.
"O que se passa com este novo centro é que o CPR vai estabelecer parcerias com o ACNUR [Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados] para que crianças que estão em campos refugiados ou noutras situações com necessidade venham para Portugal", explicou Alexandra Carvalho.
O projecto conta com o alto patrocínio da primeira dama, Maria Cavaco Silva.
Na apresentação da iniciativa, no ano passado, a presidente do CPR, Teresa Tito de Morais, informou que a obra estava orçada em 850 mil euros, 600 mil euros dos quais angariados pela marca de relógios.
Ao Ministério da Administração Interna (através do SEF) e à autarquia cabia uma participação individual de 125 mil euros.»
...
F-I-N-A-L-M-E-N-T-E.
«O Parque da Bela Vista, em Lisboa, recebe na segunda-feira a primeira pedra do único centro português de acolhimento temporário para crianças refugiadas, que o Conselho Português para os Refugiados espera ver concluído até ao final de Junho.
O projecto, que envolve a recuperação de instalações municipais degradadas, foi apresentado há um ano, quando o CPR, a câmara, a Swatch Tempus Internacional e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) assinaram um protocolo para a criação de uma casa com condições específicas e adequadas para os refugiados até aos 18 anos.
Desde então, estiveram a ser desenvolvidos os projectos de arquitectura e especialidades e a angariação de financiamento.
Segundo Alexandra Carvalho, do CPR, a maior fatia das verbas foi obtida com vendas da Swatch, mas surgiram também apoios financeiros de outros parceiros.
A responsável adiantou que a casa poderá receber até 13 crianças ou jovens e terá uma equipa que inclui um assistente social e um psicólogo, até porque estes menores chegam habitualmente sem familiares.
Desde 2005, o CPR registou a chegada de 30 crianças, fruto de "pedidos de asilo espontâneos", sem ser ao abrigo de protocolos.
O seu acolhimento tem ocorrido num outro centro na Bobadela, no concelho de Loures, onde também são recebidos os refugiados adultos.
"O que se passa com este novo centro é que o CPR vai estabelecer parcerias com o ACNUR [Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados] para que crianças que estão em campos refugiados ou noutras situações com necessidade venham para Portugal", explicou Alexandra Carvalho.
O projecto conta com o alto patrocínio da primeira dama, Maria Cavaco Silva.
Na apresentação da iniciativa, no ano passado, a presidente do CPR, Teresa Tito de Morais, informou que a obra estava orçada em 850 mil euros, 600 mil euros dos quais angariados pela marca de relógios.
Ao Ministério da Administração Interna (através do SEF) e à autarquia cabia uma participação individual de 125 mil euros.»
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F-I-N-A-L-M-E-N-T-E.
Wednesday, May 16, 2012
Uma Casa para o Mundo
«Inaugurou no passado dia 15 de maio, no Parque da Belavista, um novo centro de acolhimento para crianças refugiadas. Entre várias figuras públicas e os representantes das entidades envolvidas nesta iniciativa, estiveram presentes a primeira-dama Maria Cavaco Silva, o Presidente da Câmara de Lisboa António Costa e a presidente do Conselho Português para os Refugiados Teresa Tito de Morais [...]»
Mais info em http://www.cm-lisboa.pt/?idc=88&idi=59768.
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