Tuesday, April 21, 2026

Feira Popular deve partir de privados

In Jornal de Notícias (30/6/2011)
Por Cristiano Pereira


«Lisboa António Costa diz estar à espera de propostas

O presidente da Câmara de Lisboa encara com agrado a ideia de uma nova Feira Popular na cidade, mas lamenta que ainda não tenha recebido qualquer proposta de privados. O PSD defende que o equipamento devia ser montado no Parque da Bela Vista.

Volvidos quase oito anos desde que Santana Lopes encerrou a Feira Popular de Lisboa em Entrecampos, a necessidade de um novo parque de diversões foi ontem a ser discutida em reunião de Câmara.

A ideia partiu dos vereadores do PPD/PSD que anunciaram estar a trabalhar numa proposta de anteprojecto para uma nova Feira Popular no Parque da Bela Vista - o local onde se realiza o Rock in Rio - considerando ser "uma prioridade estratégica para a zona oriental de Lisboa". "É uma instalação que acreditamos", afirmou o vereador João Navega, referindo que "a cidade precisa de uma parque desta natureza".

O presidente da Câmara, António Costa, explicou que Lisboa está sem feira popular por duas razões: "A primeira é porque alguém acabou com a que havia; a segunda é que desde então ainda não vi nenhum projecto a dar entrada na Câmara para a instalação de uma feira popular onde quer que seja".

O autarca sublinhou que a construção de um parque de diversões nunca partirá da Câmara "No dia em que me ocorra que a Câmara deva financiar uma acção dessas eu agradecia que me chamassem um médico", comentou. Na sua óptica, o papel da autarquia será "acarinhar qualquer privado que deseje instalar um parque de diversões". "Eu apoio de braços abertos", continuou, "e até acho que é do interesse do município disponibilizar terrenos municipais". António Costa não o disse directamente mas deu a entender que o Parque da Bela Vista não será, contudo, o local ideal.

Já a vereadora Helena Roseta, do Movimento Cidadãos Por Lisboa, descartou a hipótese do Parque da Bela Vista "Pode ser uma solução estudada entre as câmaras de Lisboa e de Loures para a zona do Trancão", disse, salientando que "não seria correcto termos um parque de diversões aqui no centro".

O vereador do PCP, Rúben de Carvalho, alertou para a necessidade de se realizar "um estudo prévio com vertentes de ordem cultural, social e até antropológica" para definir o tipo e a localização do equipamento. Victor Gonçalves (PSD) apelou a mais acção da parte de Costa "Podemos estar à espera que chova ou podemos rezar para que chova", afirmou.»

Contrapartidas pela realização do Rock in Rio vão pagar parte de ponte ciclável na Belavista

In Público (2/10/2010)
Por Inês Boaventura

Depois de quatro edições e muitas críticas de cidadãos e eleitos, arrancou ontem a primeira obra em Lisboa financiada pela organização do festival


O Rock in Rio já teve quatro edições em Lisboa, cada uma delas com isenção do pagamento de taxas municipais no valor de vários milhões de euros, mas só agora começam a materializar-se as contrapartidas há muito reclamadas por cidadãos e eleitos da câmara e assembleia municipal junto da organização do festival. Na zona Sul do parque, para onde chegou a estar prevista a deslocação do Instituto Português de Oncologia, foi ontem assinalado o início da construção de uma ponte que vai fazer a ligação às Olaias.

Esta ponte ciclável e pedonal, com quase 177 metros de extensão, terá um custo superior a 1,2 milhões de euros e deverá estar pronta dentro de 182 dias. No protocolo assinado com a organização do Rock in Rio em 2007 dizia-se que esta ia entregar à Câmara de Lisboa 800 mil euros, como contrapartida pela realização das edições de 2008 e de 2010, valor que seria aplicado, "nomeadamente, na construção de uma ponte". Afinal o montante acordado nem para isso foi suficiente, obrigando a autarquia a investir 400 mil euros neste projecto.

Já o protocolo de 2006, que previa uma contrapartida não especificada (mas que oralmente se acordou que seria uma nova vedação para a zona central do Parque da Belavista), nunca saiu do papel. O então vereador dos Espaços Verdes, António Prôa, aponta o dedo ao Rock in Rio, mas também ao executivo liderado por António Costa: "Na minha opinião, a Better World não cumpriu, mas também lamento que não tenha havido a preocupação da câmara em fazer cumprir o compromisso", acusa aquele que é hoje o líder da bancada do PSD na assembleia municipal.

Questionada sobre o assunto, Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, descartou qualquer responsabilidade, dizendo que as contrapartidas acordadas em 2006 não se materializaram porque a câmara não concretizou os projectos respectivos. Já António Costa recusou falar do passado, dizendo apenas que, "desde 2007, tudo o que tem sido combinado tem sido cumprido".


Tanto o presidente da autarquia como o vereador José Sá Fernandes destacaram a importância da ponte ciclável e pedonal para a freguesia de Marvila e para promover a sua ligação às Olaias e daí, através da Alameda D. Afonso Henriques, à Avenida Duque d"Ávila e ao centro da cidade.

Assinatura do Protocolo do Rock in Rio-Lisboa 2012

Chegado por e-mail:

«Dia 20 de Outubro às 16 horas, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, o vereador do Ambiente Urbano, José Sá Fernandes, e a Vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, vão assinar o Protocolo que confirma a realização da 5ª edição portuguesa do maior evento de música e entretenimento do mundo e estabelece as obrigações e contrapartidas que lhe estão associadas.

Neste momento estarão também presentes os representantes dos parceiros e patrocinadores que já garantiram a sua presença no Rock in Rio-Lisboa 2012.

* Rua Arlindo Vicente – Pórtico Principal

Agradecemos a confirmação de presença para:
Patrícia Gonçalves | 918 655 074 | patricia.goncalves@frontpagecc.com
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Rock in Rio financia vedação e ciclovia na Bela Vista

In Público (21/10/2010)
Por Inês Boaventura

«O festival Rock in Rio 2012 vai contribuir com "cerca de 400 mil euros" para a Câmara de Lisboa. Será esta a contrapartida pela cedência do Parque da Bela Vista para a realização da próxima edição (em Maio e Junho de 2012). A verba vai ser canalizada para a substituição de parte da vedação daquele espaço verde e à construção de uma ciclovia.

O protocolo que confirma a realização da quinta edição do Rock in Rio em Lisboa - dias 25, 26 e 31 de Maio e 1 e 2 de Junho) foi ontem assinado, numa cerimónia que contou com muitos moradores da zona de Marvila. Alguns aproveitaram a presença da comunicação social para darem conta da sua indignação com as horas de sono que o festival lhes rouba e com o lixo que segundo dizem se acumula no parque. Mas também houve aplausos à iniciativa e sugestões feitas ao vereador José Sá Fernandes, responsável pelos Espaços Verdes, sobre como melhorar este parque.

António Costa sublinhou a importância do Rock in Rio por ter permitido a "descoberta" do parque por muitos lisboetas mas também pelas obras concretas que vai permitir realizar na cidade. Entre elas está a substituição, já em curso, das chapas opacas junto à Avenida Doutor Arlindo Vicente por uma vedação que permite ver o interior do parque.

Ainda este ano, diz Sá Fernandes, avançará a ciclovia que fará a ligação à Avenida Gago Coutinho. Há três semanas arrancou a construção de uma ponte ciclável e pedonal, comparticipada pelo Rock in Rio, para ligar a Bela Vista às Olaias.»

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Só espero que desta vez a contrapartida da substituição da horrorosa vedação verde seja de facto um ... facto.

Obra do primeiro centro de acolhimento para crianças refugiadas arranca em Lisboa

In Jornal de Notícias (21/11/2010)


«O Parque da Bela Vista, em Lisboa, recebe na segunda-feira a primeira pedra do único centro português de acolhimento temporário para crianças refugiadas, que o Conselho Português para os Refugiados espera ver concluído até ao final de Junho.

O projecto, que envolve a recuperação de instalações municipais degradadas, foi apresentado há um ano, quando o CPR, a câmara, a Swatch Tempus Internacional e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) assinaram um protocolo para a criação de uma casa com condições específicas e adequadas para os refugiados até aos 18 anos.

Desde então, estiveram a ser desenvolvidos os projectos de arquitectura e especialidades e a angariação de financiamento.

Segundo Alexandra Carvalho, do CPR, a maior fatia das verbas foi obtida com vendas da Swatch, mas surgiram também apoios financeiros de outros parceiros.

A responsável adiantou que a casa poderá receber até 13 crianças ou jovens e terá uma equipa que inclui um assistente social e um psicólogo, até porque estes menores chegam habitualmente sem familiares.

Desde 2005, o CPR registou a chegada de 30 crianças, fruto de "pedidos de asilo espontâneos", sem ser ao abrigo de protocolos.

O seu acolhimento tem ocorrido num outro centro na Bobadela, no concelho de Loures, onde também são recebidos os refugiados adultos.

"O que se passa com este novo centro é que o CPR vai estabelecer parcerias com o ACNUR [Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados] para que crianças que estão em campos refugiados ou noutras situações com necessidade venham para Portugal", explicou Alexandra Carvalho.

O projecto conta com o alto patrocínio da primeira dama, Maria Cavaco Silva.

Na apresentação da iniciativa, no ano passado, a presidente do CPR, Teresa Tito de Morais, informou que a obra estava orçada em 850 mil euros, 600 mil euros dos quais angariados pela marca de relógios.

Ao Ministério da Administração Interna (através do SEF) e à autarquia cabia uma participação individual de 125 mil euros.»

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F-I-N-A-L-M-E-N-T-E.

Wednesday, May 16, 2012

Uma Casa para o Mundo

«Inaugurou no passado dia 15 de maio, no Parque da Belavista, um novo centro de acolhimento para crianças refugiadas. Entre várias figuras públicas e os representantes das entidades envolvidas nesta iniciativa, estiveram presentes a primeira-dama Maria Cavaco Silva, o Presidente da Câmara de Lisboa António Costa e a presidente do Conselho Português para os Refugiados Teresa Tito de Morais [...]»

Mais info em http://www.cm-lisboa.pt/?idc=88&idi=59768.