Friday, September 12, 2008
Futuro negro para o Parque?
- IPO na parte Sul;
- Continuação de mega-concertos ad-aeternum;
- Possibilidade real de alargamento do clube de golfe ao topo norte do Parque.
Começo a ficar sem paciência.
Concerto de Madonna altera trânsito em Lisboa
JOÃO MOÇO
«Música. Um espectáculo de Madonna é sempre algo mais que um mero concerto. Envolve centenas
de pessoas, desde os músicos aos bailarinos e passando por todo o pessoal técnico. O Parque da Bela Vista, em Lisboa, está há uma semana a preparar-se para receber a rainha da pop.
60 bilhetes foram apreendidos por todo o País
É já no domingo que Madonna volta a Portugal, num concerto que tem gerado uma febre nos portugueses, já que apenas em seis dias esgotaram-se os 75 mil ingressos colocados à venda. Isto fez criar uma rede de mercado negro, onde vários bilhetes, já apreendidos, estavam a ser vendidos ilegalmente. (...)»
Wednesday, June 4, 2008
Que futuro para o Parque da Bela Vista? (*)
Ora, goste-se ou não de concertos, é inadmissível que eles se realizem no PBV e não num parque temático criado de raiz. Os espanhóis fizeram-no em Arganda del Rey. Porque nos mantemos no ‘pelotão de trás’? Isso e a manifesta tibieza da CML para com o cumprimento dos protocolos com o organizador do RinR (do festival ‘Creamfields’ ignora-se qualquer protocolo): onde está o sistema de vigilância do PBV? A nova vedação? Já retiraram o alcatrão da zona do palco central? E a Qtª do Pombeiro, quando será um espaço social? Taxas municipais? nem vê-las. Anuncia a CML que a contrapartida de 2008 será uma ponte; por acaso com publicidade ao organizador! Haverá outro RinR em 2010, segundo diz o actual Vereador dos Espaços Verdes, novamente sem o discutir publicamente. Em Setembro virá Madonna…
No Outono passado, a CML resolveu declarar, apressadamente (porque em compita com Oeiras) e mais uma vez sem debater com os cidadãos, que o novo Instituto Português de Oncologia irá para a zona sul do Parque, ‘roubando’ cerca de 8ha classificados como verdes no PDM. Mas que não nos preocupemos, pois serão criadas zonas verdes!
Que futuro para o Parque da Bela Vista?
(*) In Revista Focus
Tuesday, June 3, 2008
A propósito da realização do Rock in Rio 2008 no Parque da Bela Vista
Contudo, não foi esta a política seguida pela Câmara Municipal de Lisboa a partir de 2004, quando permitiu a realização do primeiro Rock-in-Rio. A partir daí sucederam-se os mega-espectáculos, numa sequência pré-defenida, sem consulta à população, o que seria democraticamente aconselhável, tudo acontecendo como se de um destino inexorável se tratasse.
Foi assim com os Rock-in-Rio 2004 e 2006, Creamfields 2007 e será agora com o Rock-in-Rio 2008, que deverá acontecer nos próximos dias 30 e 31 de Maio e 6,7 e 8 de Junho.
Tais espectáculos de “massas”, com um impacto brutal sobre ambientes naturais sensíveis não devem realizar-se em espaços verdes, mas sim em Parques temáticos criados de raíz para o efeito. É o que está a acontecer na nossa vizinha Espanha, país que tanto gostamos de usar como termo de comparação, onde, em Arganda del Rey, perto de Madrid, está a nascer a cidade do rock, para albergar o ”Rock in Rio-Madrid” 2008 e outros eventos musicais que, por certo, se lhe seguirão.
Acresce que da realização de tais espectáculos não advém nenhuma vantagem para a cidade, uma vez que a Câmara Municipal de Lisboa isenta os promotores do pagamento das taxas municipais devidas à obtenção das licenças indispensáveis e não têm sido cumpridas as contrapartidas a que estão obrigados pela assinatura dos protocolos com a Câmara Municipal de Lisboa.
É bom realçar que a promessa de um novo gradeamento, permeável à vista, para maior segurança de todos quantos usufruem do parque, nunca foi concretizada desde essa primeira edição. Apesar de representar uma parcela quase insignificante das taxas municipais, se estas tivessem sido cobradas.
Também a população da zona de Marvila, sujeita a um ruído intolerável durante a duração dos Festivais, que lhe impossibilita o descanso a que tem direito e se vê impedida do usufruto integral do Parque, nada lucra com tais eventos.
Conscientes dos factos apontados, e procurando em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa a salvaguarda do Parque da Bela Vista, como zona verde, dada a sua relevante importância para a população da cidade, foi criado, em Março de 2007, o denominado Observatório do Parque da Bela Vista, movimento cívico que engloba Associações ambientalistas e cidadãos em nome individual, que tem acompanhado atenta e activamente tudo o que ao referido Parque diz respeito.
Contudo, a colaboração entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Observatório do Parque da Bela Vista que havia sido estreitada, com proveito para a cidade de Lisboa, quando em 2007, por altura da realização do Creamfields, foi nomeado um seu representante que, integrado na Comissão de Acompanhamento assistiu à montagem e desmontagem do Evento e elaborou um relatório, torna-se agora mais difícil dada a posição assumida pelo actual vereador do Ambiente e Espaços Verdes, que se recusa a reconhecer a nossa existência e portanto em dialogar cnnosco.
É com grande pena que registamos a atitude prepotente e agressiva do titular da actual vereaçâo, demonstrando um recuo muito preocupante no que respeita às relações entre o poder político e os cidadãos que o elegeram, tanto mais partindo de quem já foi um paladino da cidadania.
Não baixaremos, contudo, os braços, na nossa luta por uma Lisboa melhor para os lisboetas. Sabemos que os detentores dos cargos políticos têm uma vida efémera como tal. O Observatório da Bela Vista continuará.
João Pinto Soares
Uma só noite de Rock in Rio produz 14 toneladas de lixo
LICÍNIO LIMA
«Dia nasce no parque como se nada tivesse acontecido
"Isto, hoje, é uma brincadeira", diz- -nos Jorge Almeida, o responsável operacional da Câmara Municipal de Lisboa (CML) pela limpeza do parque da Bela Vista, onde decorre o Rock in Rio. Eram quase duas da manhã e o concerto Rod Stewart, no domingo, tinha terminado há pouco mais de uma hora. Todo o espaço em volta do Palco do Mundo, a tribuna principal, encontrava-se coberto de lixo. Mas, nem metade era comparado com o final do concerto de Amy Winhouse, na sexta-feira, em que foram recolhidas mais de 14 toneladas, observa o técnico municipal. (...)»
Monday, June 2, 2008
RiR: Costa, Sá Fernandes e o Corredor Verde...
O festival Rock in Rio regressa a Lisboa dentro de 727 dias, a 29 e 30 de Maio de 2010, foi hoje anunciado pela organização que garantiu as parcerias já tradicionais de empresas e também da Câmara de Lisboa.
Esta ponte permitirá a ligação a partir das Olaias à Alameda D. Afonso Henriques e desta a Monsanto através da avenida Duque de Ávila. "Um corredor verde", como lhe chamou António Costa, "que é mais uma concretização do Rock in Rio", enfatizou.
Referindo-se ao festival, que "é já um extraordinário sucesso", António Costa afirmou que é também uma forma de "internacionalizar Lisboa" e deu como exemplo a expansão do Rock in Rio para Madrid, onde este ano também se realiza.
Fonte da organização disse à Lusa que em 2010 o Rock in Rio decorrerá também em dois fins-de-semana, o primeiro em Maio , dias 29 e 30, e o segundo a começar sexta-feira, dia 04 de Junho.
O presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, sublinhou hoje no seu discurso que "o astro é o cidadão". Referindo-se às parcerias comerciais Medina afirmou: "Dizem que o Rock in Rio é um grande centro comercial, com muito marketing, e é. Aqui o astro é o cidadão, também".
Entre os parceiros, pelo Millennium BCP falou Armando Vara, que sublinhou "a importância do Rock in Rio para a afirmação da marca Milleninium" e como se tornou numa "referência para a juventude e para as famílias".
João Mendes Dias da Vodafone, outro parceiro do festival, destacou o entendimento de objectivos nomeadamente "a aposta na inovação".
Os outros parceiros já tradicionais do Rock in Rio são o Grupo Renascença, a SIC, o portal Sapo, a Toyota, e a 7Up
Hoje encerra a primeira parte do Rock in Rio que volta a animar o Parque da Bela Vista no próximo fim-de-semana, dias 05 e 06 de Junho com nomes como os Metallica, Moonspell, Kaiser Chiefs, The Offspring e Linkin Park.
Sexta-feira, dia da abertura houve "casa cheia", como disse hoje a vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina. Segundo dados da organização deram entrada mais de 90.000 pessoas. Amy Winehouse foi um dos nomes de cartaz responsável por esta afluência de público. Sábado, assistiram aos vários concertos 74.000 pessoas, e hoje, à hora da conferência de imprensa (18:30), a organização não dispunha ainda de estatíticas.
Câmaras de Lisboa e de Loures avaliam novo espaço para receber a cidade do RockInRio
Vítor Belanciano e Catarina Prelhaz
«Com a anunciada construção de uma unidade hospitalar na Bela Vista em 2012, a organização do festival já pensa em mudança. Parque das Nações é solução em cima da mesa
O festival Rock in Rio no Parque da Bela Vista tem os dias contados. Em causa está a instalação do Hospital de Todos-os-Santos nas imediações do recinto em 2012, processo que vai inviabilizar a construção da cidade do rock naquele local.
Embora já tenha garantido a edição de 2010, Lisboa poderá mesmo perder o festival de música para o município vizinho de Loures. O anúncio foi feito anteontem pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, durante uma visita à terceira edição do Rock in Rio.
Confrontada com as afirmações de António Costa, a autarquia de Loures já confirmou que foram estabelecidos contactos entre autarcas para a organização do Rock in Rio, mas negou que tenha sido tomada qualquer decisão. Em cima da mesa está um terreno do Parque das Nações onde se realiza um outro festival de música, o Super Bock Super Rock.
"Já houve contactos ao nível dos vereadores, mas não está nada decidido", sublinhou fonte da Câmara de Loures. Por seu lado, o PCP de Lisboa também apresentou ao executivo uma proposta para que a autarquia venha a negociar a transferência da Feira Popular para o mesmo espaço junto ao Trancão.
O promotor do Rock in Rio, Roberto Medina, reiterou a intenção de construir de raiz um equipamento para o festival, mas admitiu que só pensará em mudanças depois de 6 de Junho, o último dia do evento. "Conheço bem Lisboa, mas ainda não pensei muito nisso. Há Monsanto, há a zona da Expo, várias hipóteses onde colocar essa infra-estrutura", sublinhou, citado pela agência Lusa.
Rock em toada lenta
Misto de parque temático, escaparate para marcas e entretenimento para toda a família, o Rock In Rio apostou este ano também na ecologia, assumindo a responsabilidade de compensar - ou reduzir - as emissões de CO2, através de medidas ambientais.
Mas o primeiro dia do festival acabaria por ficar marcado pela lotação esgotada no recinto. Um aglomerado de pessoas de tal forma numeroso, que as filas foram uma constante no final da tarde e, em especial, à noite. No recinto propriamente dito, apesar da generosa oferta de restauração, só quem se predispunha a passar um tempo considerável nas filas enormes é que conseguia petiscar. Também o acesso aos equipamentos de entretenimento não era fácil, principalmente para quem quisesse tentar a roda ou a pista de neve. Mas, apesar da demora, tudo decorreu sem incidentes.
Com tal multidão, também não foi fácil chegar ao Parque da Bela Vista. Quem optou pelo metro teve que lidar com alguns contratempos ao final da tarde. Na estação da Bela Vista, apesar dos protestos para que fossem abertas as portas laterais, a saída decorria um a um, com grande lentidão. Já depois do concerto de Lenny Kravitz ter encerrado as actuações do palco principal, e quando a maior parte do público abandonou o recinto, também se registaram grande enchentes nos transportes, com inevitáveis demoras. Com L.F.S.
A Brigada de Trânsito da GNR deteve 24 condutores nas principais vias de acesso a Lisboa durante a madrugada de ontem, sobretudo devido ao excesso de álcool (21). Dos 663 condutores testados entre as 3h e as 7h00, 77 apresentaram níveis de alcoolemia acima do permitido, números que a GNR não estranha. "São valores semelhantes aos de operações de rotina", admitiu o oficial de dia da BT, tenente Barreto. A operação Stop abrangeu o IC19, Auto-estrada Lisboa Cascais (A5), Auto-estrada do Norte (A1), Ponte Vasco da Gama e IC2. C.P. »
A questão é: qual dos dois estraga mais o parque, o RinR ou o IPO?
Wednesday, May 28, 2008
Madonna em Lisboa a 14 de Setembro
Por Gonçalo Frota
«Cantora apresenta Hard Candy no Parque da Bela Vista, em Lisboa. Bilhetes à venda este sábado (...)»
Decididamente, o Parque da Bela Vista tornou-se o parque de diversões de Lisboa. Imagino que o concerto de Madonna (de quem gosto bastante) seja também isento de taxas, e que o sr. Vereador construa nova ponte como contrapartida. Pintando-a de verde, eis o 'corredor verde' para Monsanto. Haja dó.
Monday, May 19, 2008
O Sr.Vereador Sá Fernandes há-de passar, mas o Observatório fica!



No seguimento da resposta do Sr. Vereador dos Espaços Verdes à Assembleia Municipal de Lisboa a uma exposição feita naquele fórum por um dos membros deste Observatório, alusiva à isenção de taxas do festival Rock-in-Rio, cumpre-nos, pelo teor da resposta:
1. Divulgar junto da opinião pública o respectivo teor, que nos parece provocatório e pouco digno de um Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, mais a mais tendo em conta o comportamento da antiga Vereação para connosco, ao integrar-nos na Comissão de Acompanhamento do 'Festival Creamfields'.
2. Estranhar a referência que é feita a eventuais 'outros grupos de pessoas' e respectivos 'representantes', e 'várias entidades com a mesma designação de OPBL', e EXIGIR que o Sr. Vereador esclareça a opinião pública sobre quem são essas pessoas e essas entidades, sob pena de estarmos perante uma invenção do Sr. Vereador, na linha do que tem dito recentemente, aliás, e que nos levou na altura a emitir um comunicado.
3. Lamentar profundamente a metamorfose de que parece padecer o Sr. Vereador, que se nos afigura diametralmente oposto ao cidadão e paladino José Sá Fernandes, nomeadamente no que ao Parque da Bela Vista diz respeito.
Paulo Ferrero, Carlos Moura, João Pinto Soares, Diogo Moura, Carlos Brandão e José Carlos Mendes
Escolas vão herdar painéis fotovoltaicos que darão energia ao Rock in Rio
Maria Antónia Zacarias
«Vinte escolas portuguesas serão contempladas com o equipamento que será usado no Rock in Rio
A primeira empresa portuguesa a produzir painéis fotovoltaicos, que geram energia a partir da luz solar, é alentejana e vai ser a fornecedora do elemento cenográfico do Palco Mundo do festival musical Roch in Rio. A informação foi avançada pela empresa Lobo Solar, segundo a qual os painéis já estão disponíveis e, após o espectáculo, aqueles mesmos elementos vão para um outro evento musical em Madrid, devendo ser doados posteriormente a 20 escolas portuguesas.
"Uma escola de cada distrito vai receber um painel fotovoltaico", afirmou Rui Lobo, um dos proprietários da empresa, sublinhando que a iniciativa se integra no projecto Escola Solar. No caso concreto do distrito de Évora, o estabelecimento de ensino escolhido foi a Escola Secundária de Montemor-o-Novo, embora ainda não haja data prevista para a instalação da estrutura.
Para além disso, todas as verbas geradas pela venda de energia desses painéis, que foram doados pela organização do festival e por esta empresa, vão ser entregues a instituições de solidariedade social. "Do ponto de vista social, entendemos que é uma acção responsável, visto que é a nossa quota-parte de dever para com o ambiente, e do ponto de vista de promoção da tecnologia também nos é favorável", sublinhou. Segundo as contas feitas pela organização do festival, em Lisboa é esperado um milhão de pessoas e 1,2 milhões em Madrid, para além de 100 milhões de telespectadores.
A empresa exportou no ano passado para 18 nações, produzindo em média 200 mil unidades/ano, o que corresponde a 40 a 45 Mw de energia, a Lobo Solar está igualmente voltada para Portugal. "O mercado português está a despontar", explicou Rui Lobo, salvaguardando que entretanto "há que consagrar esforços nos países onde o mercado já existe, nomeadamente na Alemanha, Estados Unidos e Espanha, que significam 70 por cento da nossa produção, seguindo-se a Itália, Grécia, Suécia e Holanda". A Lobo Solar também já "contribuiu com os seus painéis para alguns países de África e da América Latina".»
Monday, April 21, 2008
Protocolo com Rock in Rio foi assinado na 6ª F pela CML

Comunicado de Imprensa de JSF:
«Parque da Bela Vista será finalmente ligado à cidade
A Câmara Municipal de Lisboa assinou hoje, com a organização do Festival Rock in Rio, o protocolo relativo à próxima edição do evento, em Maio e Junho deste ano, que terá lugar no Parque da Bela Vista.
O acordo alcançado pela autarquia, que contou com o importante contributo do Vereador do Ambiente e Espaços Verdes, José Sá Fernandes, assegura, pela primeira vez, de entre as várias edições deste festival decorridas em Lisboa, um conjunto de contrapartidas financeiras que a organização do festival está obrigada a cumprir.
É de realçar a inversão de uma prática política por parte da CML, que consistiu até agora na simples oferta de terrenos e serviços, sem ser exigida à organização do festival, nenhum tipo de benefício para a cidade, além de se permitir a realização do evento.
Lisboa deixará, nesta edição de ser apenas "palco" deste festival, que tem vindo a acolher, passando a cidade a obter benefícios concretos e permanentes por ter sido permitida a realização deste evento.
Ao abrigo do acordo alcançado será possível a construção de uma ponte pedonal e ciclável, que irá unir a Bela Vista ao resto da cidade, sendo desta forma devolvida à utilização de todos, através desta estrutura permanente, um espaço de lazer único, que até agora se mantém isolado da própria cidade. (Ver foto em anexo)
Estão também asseguradas todas as intervenções em matéria de recuperação do Parque da Bela Vista, após a realização do festival, deixando de ser a CML a arcar com todas as responsabilidades financeiras nesta matéria, tal como até aqui sucedeu.
O Vereador José Sá Fernandes não pode deixar de se congratular com o protocolo hoje assinado, pelos benefícios que este trará a esta zona da cidade e a quem dela irá usufruir, e deseja sinceramente que este evento corra bem.
O Gabinete do Vereador José Sá Fernandes
18 de Abril de 2008»
Esta ponte não compensa o Parque pelo sucessivo incumprimento pelo organizador das cláusulas do protocolo da anterior edição e do acordo verbal da primeira edição, i.e., recuperação do coberto vegetal hoje alcatroado; substituição da horrenda vedação em volta de toda a zona central do Parque da Bela Vista; vigilância; jardineiros a tempo inteiro; etc.
Mas muito menos compensará o Parque pela chegada do complexo hospitalar de Todos-os-Santos, e do IPO que, pelo que já se percebeu, irão esventrar completamente o Parque. Daí a dúvida: será que o Vale de Chelas vai ser um repositório de pontes, dadas as elevadíssimas 'compensações' a ter em conta?
Monday, March 17, 2008
Comunicado: Sim, o Observatório existe
O Observatório é uma entidade de carácter informal juntando cidadãos vindos das mais diversas áreas políticas, de associações com carácter cívico e ambiental, de áreas académicas ou simplesmente, e não é dizer pouco, do mero gosto e curiosidade pelas questões que se prendem com a defesa do ambiente e da qualidade de vida em meio urbano.
Não, não tem uma sede pois não se trata de um organismo formal. Se o senhor Vereador desconhece ou se agasta com organizações de carácter informal, basta relembrá-lo da Plataforma do Túnel do Marquês, onde foi então mandatário pelo referendo, e que se constituiu ao redor de uma questão comum, sem se formalizar quanto tal e com a intervenção individual de muitos cidadãos, entre os quais o Sr. Vereador se contava. Ou então relembrá-lo da luta pelo Parque das Conchas e dos Lilases, em que os cidadãos se uniram e se organizaram em prol de um objectivo comum, sem terem sequer organização ou sede. Então tal informalidade não parecia incomodar o nosso actual responsável dos Espaços Verdes.
Nunca então pediu o Sr. Vereador nomes de integrantes, como se um movimento tivesse de identificar os seus membros para lhe conferir legitimidade. Os nossos elementos presentes na reunião com os responsáveis autárquicos, estes ou outros, não são informantes, nem o Sr. Vereador é, tanto quanto sabemos, árbitro de cidadania nem lhe compete certificar da boa conduta cívica das organizações. Quanto a insinuações insidiosas, preferimos deixá-las na mente de quem as formulou, pois que a compreensão da dignidade do cargo ocupado era também aí que as deveria ter deixado.
Bom seria que o Sr. Vereador se lembre que não é Vereador, está Vereador. O poder que hoje detém é, pelo próprio processo democrático, transitório. Logo, o facto de ter pelouros não lhe confere o direito de tratar com desdém, ou sobranceria os cidadãos que consigo não comungam nas visões do espaço ou nas opções por si definidas.
Nenhuma obrigação tínhamos ou temos de lhe dar nomes, mas como somos cidadãos, maiores, no perfeito gozo das nossas capacidades, civicamente activos, e sem receio de o confrontar com as nossas críticas e discordâncias, de forma transparente, urbana e digna, aqui subscrevemos este manifesto.
Paulo Ferrero António Prôa
Carlos Brandão Diogo Moura
João Pinto Soares José Carlos Mendes
Carlos Moura Rui Valada
Lisboa, 17 de Março de 2008
Sunday, February 24, 2008
Quem ganha sempre, quem é?
Friday, February 22, 2008
Para a posteridade, aqui fica a votação sobre as taxas do RinR:
Favor: PS e PSD
Contra: CDS-PP, PCP, PEV
Abstenção: BE
Ou seja, a CML está em crise mas dispensa taxas a mega-concertos. Curiosidades: o PS que tinha votado contra a isenção nas edições passadas
Mas, em 30 de Maio de 2006 tinha sido:
Favor: PSD e CDS
Contra: PCP, PEV e BE
Abstenção: PS
Descubra as diferenças, ao sabor das conveniências.
Thursday, February 21, 2008
Rock in Rio: CDS-PP vota contra
A sessão da Assembleia Municipal de Lisboa da passada terça-feira discutiu o protocolo da Câmara Municipal com a Better World, empresa responsável pela organização do Rock in Rio 2008 e 2010.
Pelo CDS-PP, o líder da bancada José Rui Roque manifestou que o "protocolo não traz nada de novo em relação a 2006", afirmando que o actual documento estipula uma contrapartida para o município no valor de 800 mil euros, classificando-o como valor baixo em comparação ao valor que a CML isentará para o evento.
Mais, o deputado interroga a CML o porquê de não se quantificarem os valores de isenção em taxas e licenças, bem como em serviços prestados, valor esse que deverá ascender na casa dos milhões de euros. Dirigindo-se ao PS, partido ora no executivo camarário, afirma-se surpreso em como é que em 2006 exigiam saber o valor das isenções e agora nem sequer interrogam o valor das mesmas.
No seguimento das linhas orientadoras da bancada do CDS-PP, o Partido votou contra, lembrando que sempre alertou a edilidade para o facto de não haver regras para a isenção de taxas.
Quanto à Better World, solicitou à CML informações sobre o cumprimento das cláusulas contratuais de 2006, nomeadamente no que respeita à recuperação dos espaços verdes do Parque da Bela Vista danificados pela montagem de estruturas de apoio ao evento.
A proposta foi aprovada com os votos do PS e PSD, os votos contra do CDS, PCP e PEV e a asbtenção do BE.
in CDS Lisboa