Bom Ano!
Monday, December 31, 2007
Wednesday, December 12, 2007
Recomendação Os Verdes aprovada excepto num ponto ...
«Mais concretamente (talvez interesse) a votação na AML, referente à recomendação de Os Verdes sobre festivais de música no Parque da Bela Vista, foi a seguinte:
Pontos 1 a 4: APROVADOS com a abstenção de PS
Ponto 5: REJEITADO com os votos contra de PSD e BE e abstenção de PS e CDS
Ponto 6: APROVADA com a abstenção de PSD e PS»
Curiosa a reprovação do ponto 5, em que se sugeria, à semelhança do que foi feito com o «Creamfields», a criação de uma comissão de acompanhamento do Rock-in-Rio, da qual fizesse parte, entre outros, este observatório. Curiosa a aliança. Temos pena, mas não dispomos de bilhetes para distribuir.
Pontos 1 a 4: APROVADOS com a abstenção de PS
Ponto 5: REJEITADO com os votos contra de PSD e BE e abstenção de PS e CDS
Ponto 6: APROVADA com a abstenção de PSD e PS»
Curiosa a reprovação do ponto 5, em que se sugeria, à semelhança do que foi feito com o «Creamfields», a criação de uma comissão de acompanhamento do Rock-in-Rio, da qual fizesse parte, entre outros, este observatório. Curiosa a aliança. Temos pena, mas não dispomos de bilhetes para distribuir.
Tuesday, December 11, 2007
Votação na Assembleia Municipal de Lisboa esta tarde
Acabo de sair da Assembleia Municipal. A proposta seguinte, apresentada pelos «Verdes» foi aprovada (diz respeito ao Parque da Bela Vista), mas o seu ponto 5 (aí em baixo a vermelho), que se refere concretamente à participação do Observatório, foi rejeitado pelos votos contra do PSD e do BE. PS e CDS abstiveram-se nesse ponto.
É a seguinte a proposta, na íntegra:
.
Partido Ecologista "Os Verdes" - http://pev.am-lisboa.pt
Assembleia Municipal de Lisboa, Av. de Roma, nº 14, P 3 - 1000-265 Lisboa
Tel: 218 170 426 - Fax: 218 170 427 - E-mail: aml.osverdes@cm-lisboa.pt
Recomendação
Festivais de música no Parque da Bela Vista
‘Rock in Rio’ e ‘Creamfields’
Considerando que a Câmara Municipal de Lisboa anunciou ter chegado a acordo com a organização do Festival ‘Rock in Rio Lisboa’ para a assinatura de um protocolo que prevê a realização daquele evento na capital portuguesa em 2008 e 2010, protocolo esse que deverá ir a reunião de Câmara e vir à Assembleia Municipal de Lisboa para aprovação.
Considerando que, segundo a comunicação social, fonte da CML indicou que, nos dois anos em questão, o Festival se realizará, como até agora, no Parque da Bela Vista.
Considerando que a terceira edição deste Festival, agendada para 30 e 31 de Maio e 6, 7 e 8 de Junho de 2008, vai envolver um investimento total de 25 milhões de euros, de acordo com declarações do vice-presidente da organização do evento, e que, dessa verba, a organização vai investir 19 milhões de euros na estratégia de comunicação da edição do próximo ano, dos quais 12,8 milhões são garantidos pelos patrocinadores do evento.
Considerando os actuais impactes do ‘Rock in Rio Lisboa’ no local onde é realizado, quer na qualidade do espaço verde e seu usufruto pelos cidadãos, quer pelo ruído que afecta os moradores das zonas envolventes, perturbando o seu sono e descanso.
Considerando o exemplo de Espanha, em que o “Rock in Rio Madrid” não será organizado num jardim da cidade, mas antes num parque temático criado para o efeito.
Considerando que quando a CML acordou a organização do Festival ‘Creamfields’, também no Parque da Bela Vista, foi estabelecido um protocolo com a Smart Events que colocou a exigência de pagamentos de contrapartidas por parte da promotora do Festival.
Considerando que no âmbito da organização do Festival ‘Creamfields’ foi constituída uma Comissão de Acompanhamento, para fazer um levantamento da situação no local pré e pós evento.
Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da
presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”, recomendar à Câmara
Municipal de Lisboa que:
1. Torne público, desde já, o acordo com a organização do ‘Rock in Rio’ 2008/2010, ponto por ponto;
2. Informe esta Assembleia quanto ao que foi e o que não foi cumprido no âmbito do protocolo de 2004 e 2006 com a organização do ‘Rock in Rio’;
3. Informe esta Assembleia quanto ao que foi e o que não foi cumprido no âmbito do protocolo com a Smart Events para a organização do ‘Creamfields’; Partido Ecologista "Os Verdes";
4. Tome as medidas necessárias ao cumprimento das obrigações decorrentes dos
protocolos anteriores, incluindo a permanência de 7 jardineiros e a instalação de vigilância permanente;
5. Promova a constituição de uma Comissão de Acompanhamento do ‘Rock in Rio Lisboa’, que inclua elementos designados pela Junta de Freguesia, ssociações de moradores, do Observatório do Parque da Bela Vista, entre outros;
6. Proceda ao estudo de locais alternativos para a eventual realização de futuros festivais desta natureza e dimensão, que não passem por jardins e parques da cidade, evitando-se desta forma impactes negativos na qualidade destes espaços e respectivo usufruto pelos cidadãos.
Assembleia Municipal de Lisboa, Av. de Roma, nº 14, P 3 - 1000-265 Lisboa
Tel: 218 170 426 - Fax: 218 170 427 - E-mail: aml.osverdes@cm-lisboa.pt
Recomendação
Festivais de música no Parque da Bela Vista
‘Rock in Rio’ e ‘Creamfields’
Considerando que a Câmara Municipal de Lisboa anunciou ter chegado a acordo com a organização do Festival ‘Rock in Rio Lisboa’ para a assinatura de um protocolo que prevê a realização daquele evento na capital portuguesa em 2008 e 2010, protocolo esse que deverá ir a reunião de Câmara e vir à Assembleia Municipal de Lisboa para aprovação.
Considerando que, segundo a comunicação social, fonte da CML indicou que, nos dois anos em questão, o Festival se realizará, como até agora, no Parque da Bela Vista.
Considerando que a terceira edição deste Festival, agendada para 30 e 31 de Maio e 6, 7 e 8 de Junho de 2008, vai envolver um investimento total de 25 milhões de euros, de acordo com declarações do vice-presidente da organização do evento, e que, dessa verba, a organização vai investir 19 milhões de euros na estratégia de comunicação da edição do próximo ano, dos quais 12,8 milhões são garantidos pelos patrocinadores do evento.
Considerando os actuais impactes do ‘Rock in Rio Lisboa’ no local onde é realizado, quer na qualidade do espaço verde e seu usufruto pelos cidadãos, quer pelo ruído que afecta os moradores das zonas envolventes, perturbando o seu sono e descanso.
Considerando o exemplo de Espanha, em que o “Rock in Rio Madrid” não será organizado num jardim da cidade, mas antes num parque temático criado para o efeito.
Considerando que quando a CML acordou a organização do Festival ‘Creamfields’, também no Parque da Bela Vista, foi estabelecido um protocolo com a Smart Events que colocou a exigência de pagamentos de contrapartidas por parte da promotora do Festival.
Considerando que no âmbito da organização do Festival ‘Creamfields’ foi constituída uma Comissão de Acompanhamento, para fazer um levantamento da situação no local pré e pós evento.
Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da
presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”, recomendar à Câmara
Municipal de Lisboa que:
1. Torne público, desde já, o acordo com a organização do ‘Rock in Rio’ 2008/2010, ponto por ponto;
2. Informe esta Assembleia quanto ao que foi e o que não foi cumprido no âmbito do protocolo de 2004 e 2006 com a organização do ‘Rock in Rio’;
3. Informe esta Assembleia quanto ao que foi e o que não foi cumprido no âmbito do protocolo com a Smart Events para a organização do ‘Creamfields’; Partido Ecologista "Os Verdes";
4. Tome as medidas necessárias ao cumprimento das obrigações decorrentes dos
protocolos anteriores, incluindo a permanência de 7 jardineiros e a instalação de vigilância permanente;
5. Promova a constituição de uma Comissão de Acompanhamento do ‘Rock in Rio Lisboa’, que inclua elementos designados pela Junta de Freguesia, ssociações de moradores, do Observatório do Parque da Bela Vista, entre outros;
6. Proceda ao estudo de locais alternativos para a eventual realização de futuros festivais desta natureza e dimensão, que não passem por jardins e parques da cidade, evitando-se desta forma impactes negativos na qualidade destes espaços e respectivo usufruto pelos cidadãos.
Thursday, November 15, 2007
Rock in Rio/Pedido esclarecimento s/protocolo+comissão acompanhamento
Exmo. Sr. Presidente da CML, Dr. António Costa,
Exmo. Sr. Vereador dos Espaços Verdes, Dr. José Sá Fernandes,
No seguimento do comunicado da CML relativo às edições de 2008 e 2010 do Rock in Rio, e do cocktail de lançamento do mesmo, vimos por este meio solicitar a V.Exas. que;
* Tornem público o acordo CML-organizador, ponto por ponto;
* Tome as medidas necessárias ao cumprimento das obrigações da organização decorrentes dos protocolos anteriores, nomeadamente a colocação de vedação definitiva, a instalação de vigilância ininterrupta, a permanência de 7 jardineiros a full time, etc.;
Mais solicitamos que, à semelhança do que foi feito para o festival Creamfields, também agora seja constituída uma comissão de acompanhamento, que permita fazer um levantamento da situação pré e pós evento, e que nessa comissão, também à semelhança do Creamfields, haja a possibilidade de nela incluir um representante do Observatório do Parque da Bela Vista.
Na expectativa de uma resposta de V.Exas., subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Diogo Moura e José Carlos Mendes
Exmo. Sr. Vereador dos Espaços Verdes, Dr. José Sá Fernandes,
No seguimento do comunicado da CML relativo às edições de 2008 e 2010 do Rock in Rio, e do cocktail de lançamento do mesmo, vimos por este meio solicitar a V.Exas. que;
* Tornem público o acordo CML-organizador, ponto por ponto;
* Tome as medidas necessárias ao cumprimento das obrigações da organização decorrentes dos protocolos anteriores, nomeadamente a colocação de vedação definitiva, a instalação de vigilância ininterrupta, a permanência de 7 jardineiros a full time, etc.;
Mais solicitamos que, à semelhança do que foi feito para o festival Creamfields, também agora seja constituída uma comissão de acompanhamento, que permita fazer um levantamento da situação pré e pós evento, e que nessa comissão, também à semelhança do Creamfields, haja a possibilidade de nela incluir um representante do Observatório do Parque da Bela Vista.
Na expectativa de uma resposta de V.Exas., subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Diogo Moura e José Carlos Mendes
Tuesday, November 13, 2007
Confirmado Rock in Rio no Parque da Bela Vista (???!!)
In Diário XXI (13/11/2007)
«O festival de música Rock in Rio irá permanecer até 2010 no seu local habitual, no Parque da Bela Vista, apesar da construção do IPO naquele local
A organização do festival de música Rock in Rio garantiu ontem que o evento se realizará no Parque da Bela Vista, em Lisboa, “pelo menos até 2010”, apesar de estar a ser considerada a construção naquele local do novo Instituto Português de Oncologia (IPO). “Não existe qualquer obstáculo para a realização do festival. O Rock in Rio está confirmado, se um dia o IPO vier a ser construído ali, temos que pensar num outro local no futuro, mas não agora, pelo menos até 2010”, declarou Rodolfo Medina, vice-presidente do Rock in Rio, em declarações à margem da apresentação da estratégia de comunicação da edição de 2008 do festival. Rodolfo Medina esclareceu que “existem de facto conversações com a Câmara Municipal neste momento, mas para combinar as melhores formas de funcionamento do festival”. A 2 de Novembro o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, revelou estar “à beira de chegar a um acordo” com o ministério da Saúde para a instalação do IPO no Parque da Bela Vista. O terreno oferecido pela Câmara de Lisboa ao ministério da Saúde para a instalação do novo IPO situa-se em Marvila, na zona do Parque da Bela Vista, ocupando uma área de 12,5 hectares. António Costa quis com esta proposta evitar a saída do IPO de Lisboa para Oeiras. »
Como diz JCMendes, e bem, no seu «Lisboa Lisboa», andam a fazer-nos todos de tolos, pois não existe nada concreto sobre as futuras edições do Rock-in-Rio. Costas quentes?
«O festival de música Rock in Rio irá permanecer até 2010 no seu local habitual, no Parque da Bela Vista, apesar da construção do IPO naquele local
A organização do festival de música Rock in Rio garantiu ontem que o evento se realizará no Parque da Bela Vista, em Lisboa, “pelo menos até 2010”, apesar de estar a ser considerada a construção naquele local do novo Instituto Português de Oncologia (IPO). “Não existe qualquer obstáculo para a realização do festival. O Rock in Rio está confirmado, se um dia o IPO vier a ser construído ali, temos que pensar num outro local no futuro, mas não agora, pelo menos até 2010”, declarou Rodolfo Medina, vice-presidente do Rock in Rio, em declarações à margem da apresentação da estratégia de comunicação da edição de 2008 do festival. Rodolfo Medina esclareceu que “existem de facto conversações com a Câmara Municipal neste momento, mas para combinar as melhores formas de funcionamento do festival”. A 2 de Novembro o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, revelou estar “à beira de chegar a um acordo” com o ministério da Saúde para a instalação do IPO no Parque da Bela Vista. O terreno oferecido pela Câmara de Lisboa ao ministério da Saúde para a instalação do novo IPO situa-se em Marvila, na zona do Parque da Bela Vista, ocupando uma área de 12,5 hectares. António Costa quis com esta proposta evitar a saída do IPO de Lisboa para Oeiras. »
Como diz JCMendes, e bem, no seu «Lisboa Lisboa», andam a fazer-nos todos de tolos, pois não existe nada concreto sobre as futuras edições do Rock-in-Rio. Costas quentes?
Tuesday, November 6, 2007
Monday, November 5, 2007
Nota de imprensa:
No seguimento das notícias vindas recentemente a público sobre o Parque da Bela Vista, nomeadamente sobre o Rock-in-Rio e sobre o IPO, somos a comentar o seguinte:
1. Não deixa de ser estranha a "segurança" com que é anunciada a edição de 2008 do Rock-in-Rio, sabendo-se, como se sabe, que não existe qualquer protocolo ou acordo escrito sobre uma nova edição daquele festival.
Mais, desconhece-se completamente se a comissão de acompanhamento CML / Rock-in-Rio continua ou não activa, pelo que se desconhem as contrapartidas por essa eventual nova edição.
Assim, não só se está a anunciar algo que não tem suporte escrito, como se esquecem os compromissos assumidos aquando do protocolo das edições anteriores, que, recorde-se, continuam por cumprir: substituição da vedação, vigilância com 7 elementos, reposição do coberto vegetal da zona central, etc.
2. Até à data não foi esclarecido se foram os serviços florestais da CML a providenciarem as 3 hipóteses de localização do futuro IPO, pelo que continuamos à espera de um esclarecimento por parte da CML.
Sobre as 3 hipóteses aventadas na comunicação social, escolhemos claramente a 1ª, que implica a localização do hotel fora da zona do Parque da Bela Vista.
Ainda sobre esta hipótese, cumpre-nos declarar que não estando em causa mais do que um morro de canavial e um terreno de sequeiro, isso não significa que a área a ser ocupada pelo novo IPO não seja considerada como "verde" e, por isso, objecto de protecção pelo PDM.
Sobre a ocupação da Quinta do Pombeiro, cremos ser uma boa solução, a do Centro de I&D, desde que o projecto arquitectónico não altere significativamente a traça e o desenho do edifício e jardim, hoje ao abandono; e desde que a solução de cariz social que estava prevista para a quinta seja trasladada para a Quinta da Nossa Senhora da Paz, no Lumiar.
3. Até à data não se sabe qual o destino da compensação financeira (175 mil €) decorrente do acordo para a realização do festival Creamfields.
Paulo Ferrero, José Carlos Mendes, Diogo Moura e Carlos Brandão
1. Não deixa de ser estranha a "segurança" com que é anunciada a edição de 2008 do Rock-in-Rio, sabendo-se, como se sabe, que não existe qualquer protocolo ou acordo escrito sobre uma nova edição daquele festival.
Mais, desconhece-se completamente se a comissão de acompanhamento CML / Rock-in-Rio continua ou não activa, pelo que se desconhem as contrapartidas por essa eventual nova edição.
Assim, não só se está a anunciar algo que não tem suporte escrito, como se esquecem os compromissos assumidos aquando do protocolo das edições anteriores, que, recorde-se, continuam por cumprir: substituição da vedação, vigilância com 7 elementos, reposição do coberto vegetal da zona central, etc.
2. Até à data não foi esclarecido se foram os serviços florestais da CML a providenciarem as 3 hipóteses de localização do futuro IPO, pelo que continuamos à espera de um esclarecimento por parte da CML.
Sobre as 3 hipóteses aventadas na comunicação social, escolhemos claramente a 1ª, que implica a localização do hotel fora da zona do Parque da Bela Vista.
Ainda sobre esta hipótese, cumpre-nos declarar que não estando em causa mais do que um morro de canavial e um terreno de sequeiro, isso não significa que a área a ser ocupada pelo novo IPO não seja considerada como "verde" e, por isso, objecto de protecção pelo PDM.
Sobre a ocupação da Quinta do Pombeiro, cremos ser uma boa solução, a do Centro de I&D, desde que o projecto arquitectónico não altere significativamente a traça e o desenho do edifício e jardim, hoje ao abandono; e desde que a solução de cariz social que estava prevista para a quinta seja trasladada para a Quinta da Nossa Senhora da Paz, no Lumiar.
3. Até à data não se sabe qual o destino da compensação financeira (175 mil €) decorrente do acordo para a realização do festival Creamfields.
Paulo Ferrero, José Carlos Mendes, Diogo Moura e Carlos Brandão
Friday, November 2, 2007
Câmara à «beira de chegar acordo» sobre IPO no Parque da Bela Vista
In Sol Online (2/11/2007)
«O presidente da Câmara de Lisboa revelou à Lusa estar «à beira de chegar a um acordo» com o Ministério da Saúde para a instalação do Instituto Português de Oncologia (IPO) no Parque da Bela Vista
«Estamos à beira de chegar a acordo» disse à Lusa o presidente da Câmara, António Costa (PS).
O terreno oferecido pela Câmara de Lisboa ao Ministério da Saúde para a instalação do novo IPO situa-se em Marvila, na zona do Parque da Bela Vista, ocupando uma área de 12,5 hectares.
Prevê-se uma área de construção de 29 mil metros quadrados, dividida em quatro edifícios, um para módulo hospitalar, outro para investigação, um edifício residencial e uma unidade de apoio psicológico.
António Costa quis com esta proposta evitar a saída do IPO de Lisboa, depois de o Município de Oeiras ter disponibilizado terrenos para acolher aquela unidade de saúde.
A Câmara autorizou António Costa a negociar com o Ministério da Saúde através da aprovação de uma proposta na reunião do executivo de dia 26 de Setembro.
Na altura, o autarca explicou que os terrenos em Marvila vão ao encontro do projecto de um "campus hospitalar" pretendido pelo Ministério da Saúde e têm ainda a vantagem de estar perto do futuro Hospital de Todos-os-Santos.
"Permite a instalação nas franjas do Parque da Bela Vista Sul sem interromper a ligação com o Parque da Bela Vista Norte", referiu.
A zona inclui a Quinta do Pombeiro, que a Câmara se havia comprometido a ceder para um centro de acolhimento temporário de crianças, que poderá agora vir a ser instalado noutra propriedade da autarquia, a Quinta da Paz.
O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), destacou na altura os «melhores acessos» oferecidos pela localização em Marvila em comparação com os terrenos disponibilizados pela Câmara de Oeiras.
Para «ganhar área verde», compensando os espaços verdes ocupados no Parque da Bela Vista Sul, a autarquia quer «reformular um loteamento municipal no Vale Vistoso» que ocupa cinco hectares.
A ideia é igualmente fazer uma «ligação pedonal e de ciclovia por cima da linha do caminho-de-ferro para ligar a Belavista à zona das Olaias e do Areeiro».
O vereador dos Espaços Verdes, Sá Fernandes (BE), sublinhou que a proposta, discutida com o mentor do Plano Verde de Lisboa, Gonçalo Ribeiro Telles, contempla um futuro corredor verde até ao Parque Florestal de Monsanto.
Sá Fernandes destacou ainda que a instalação do IPO em Marvila vai beneficiar uma «zona da cidade guetizada».
Lusa/SOL»
O grande problema aqui nem sequer é a área que o IPO vai ocupar na zona sul do Parque da Bela Vista, que, a bem dizer, é um barranco com canas e pouco e árvores palito, plantadas, para inglês ver, dias antes da anterior vereação cair.
O problema aqui é outro e tem duas vertentes:
1. Que vão fazer com os terrenos do IPO em Sete-Rios? Porque não se faz o que a administração anterior do IPO sugeriu a este mesmo ministro quando ele era ministro do governo de Gueterres: recicle-se o actual IPO no mesmo espaço, de forma gradual.
2. Os doentes que futuramente forem ao IPO, na Bela Vista, irão sofrer imenso, sob o ponto de vista psíquico. Aquela zona é altamente problemática, basta sair naquelas bocas de Metro, em descampado, com vento e coisas feias por todo o lado. Carros em alta velocidade, passadeiras e passeios inexistentes. Enfim, uma Lisboa de 2ª, ou 3ª, nem bem sei.
Por isso, antes de haver IPO tem que haver dignidade naquele espaço. Senão, melhor seria Oeiras...
«O presidente da Câmara de Lisboa revelou à Lusa estar «à beira de chegar a um acordo» com o Ministério da Saúde para a instalação do Instituto Português de Oncologia (IPO) no Parque da Bela Vista
«Estamos à beira de chegar a acordo» disse à Lusa o presidente da Câmara, António Costa (PS).
O terreno oferecido pela Câmara de Lisboa ao Ministério da Saúde para a instalação do novo IPO situa-se em Marvila, na zona do Parque da Bela Vista, ocupando uma área de 12,5 hectares.
Prevê-se uma área de construção de 29 mil metros quadrados, dividida em quatro edifícios, um para módulo hospitalar, outro para investigação, um edifício residencial e uma unidade de apoio psicológico.
António Costa quis com esta proposta evitar a saída do IPO de Lisboa, depois de o Município de Oeiras ter disponibilizado terrenos para acolher aquela unidade de saúde.
A Câmara autorizou António Costa a negociar com o Ministério da Saúde através da aprovação de uma proposta na reunião do executivo de dia 26 de Setembro.
Na altura, o autarca explicou que os terrenos em Marvila vão ao encontro do projecto de um "campus hospitalar" pretendido pelo Ministério da Saúde e têm ainda a vantagem de estar perto do futuro Hospital de Todos-os-Santos.
"Permite a instalação nas franjas do Parque da Bela Vista Sul sem interromper a ligação com o Parque da Bela Vista Norte", referiu.
A zona inclui a Quinta do Pombeiro, que a Câmara se havia comprometido a ceder para um centro de acolhimento temporário de crianças, que poderá agora vir a ser instalado noutra propriedade da autarquia, a Quinta da Paz.
O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), destacou na altura os «melhores acessos» oferecidos pela localização em Marvila em comparação com os terrenos disponibilizados pela Câmara de Oeiras.
Para «ganhar área verde», compensando os espaços verdes ocupados no Parque da Bela Vista Sul, a autarquia quer «reformular um loteamento municipal no Vale Vistoso» que ocupa cinco hectares.
A ideia é igualmente fazer uma «ligação pedonal e de ciclovia por cima da linha do caminho-de-ferro para ligar a Belavista à zona das Olaias e do Areeiro».
O vereador dos Espaços Verdes, Sá Fernandes (BE), sublinhou que a proposta, discutida com o mentor do Plano Verde de Lisboa, Gonçalo Ribeiro Telles, contempla um futuro corredor verde até ao Parque Florestal de Monsanto.
Sá Fernandes destacou ainda que a instalação do IPO em Marvila vai beneficiar uma «zona da cidade guetizada».
Lusa/SOL»
O grande problema aqui nem sequer é a área que o IPO vai ocupar na zona sul do Parque da Bela Vista, que, a bem dizer, é um barranco com canas e pouco e árvores palito, plantadas, para inglês ver, dias antes da anterior vereação cair.
O problema aqui é outro e tem duas vertentes:
1. Que vão fazer com os terrenos do IPO em Sete-Rios? Porque não se faz o que a administração anterior do IPO sugeriu a este mesmo ministro quando ele era ministro do governo de Gueterres: recicle-se o actual IPO no mesmo espaço, de forma gradual.
2. Os doentes que futuramente forem ao IPO, na Bela Vista, irão sofrer imenso, sob o ponto de vista psíquico. Aquela zona é altamente problemática, basta sair naquelas bocas de Metro, em descampado, com vento e coisas feias por todo o lado. Carros em alta velocidade, passadeiras e passeios inexistentes. Enfim, uma Lisboa de 2ª, ou 3ª, nem bem sei.
Por isso, antes de haver IPO tem que haver dignidade naquele espaço. Senão, melhor seria Oeiras...
Wednesday, October 31, 2007
Perguntar não ofende:
A propósito do último post, acho que já é tempo de esclarecer junto da CML o seguinte:
1. Que se saiba, a edição do RinR 2008 não está «protocolizada». Sendo assim, estamos a ser tratados como burros, pois estão-nos a impingir um facto consumado.
2. O que é feito da Comissão de Acompanhamento CML/RinR?
3. As verbas provenientes do acordo com o Creamfields, já foram cobradas?
1. Que se saiba, a edição do RinR 2008 não está «protocolizada». Sendo assim, estamos a ser tratados como burros, pois estão-nos a impingir um facto consumado.
2. O que é feito da Comissão de Acompanhamento CML/RinR?
3. As verbas provenientes do acordo com o Creamfields, já foram cobradas?
Rock In Rio entre Lisboa e Madrid
In SIC Online (31/10/2007)
«Ivete Sangalo e Alejandro Sanz confirmados para o festival
No próximo ano, o Rock In Rio regressa a Portugal mas chega, pela primeira vez, a Madrid. O festival foi apresentado na capital espanhola.
PLAY"Portugal Internacionalizou o evento"
A praça de touros de Las Ventas trocou a corrida pela música. Por uma noite um conceito que nasceu no Brasil e que Portugal já assumiu como seu, tornou-se, pela primeira vez, espanhol. O Rock In Rio chegou a Madrid.
Em 2008, o Rock In Rio faz-se em dois países: Portugal e Espanha. Arganda del Rey, nos arredores de Madrid, verá nascer a cidade do rock com alguns elementos importados do Parque da Bela Vista em Lisboa.
Esperam-se 100 mil pessoas por dia e 70 músicos.
Como sempre, no Rock In Rio, juntam-se outras actividades à música. Há um espaço radical, um espaço infantil e, uma novidade, um espaço de moda onde as pessoas podem criar a própria roupa. O mapa da cidade do rock já está traçado.
No palco, só estão confirmados Alejandro Sanz e Ivete Sangalo, mas é possível que a música portuguesa atravesse a fronteira para cantar em Espanha. Antes de fechar o cartaz, a organização terá de dar a conhecer um festival que fala apenas português.
A frase do festival já está no ouvido de toda a gente e é compreendida nas duas línguas: “por um mundo melhor” ou “por um mundo mejor”.»
«Ivete Sangalo e Alejandro Sanz confirmados para o festival
No próximo ano, o Rock In Rio regressa a Portugal mas chega, pela primeira vez, a Madrid. O festival foi apresentado na capital espanhola.
PLAY"Portugal Internacionalizou o evento"
A praça de touros de Las Ventas trocou a corrida pela música. Por uma noite um conceito que nasceu no Brasil e que Portugal já assumiu como seu, tornou-se, pela primeira vez, espanhol. O Rock In Rio chegou a Madrid.
Em 2008, o Rock In Rio faz-se em dois países: Portugal e Espanha. Arganda del Rey, nos arredores de Madrid, verá nascer a cidade do rock com alguns elementos importados do Parque da Bela Vista em Lisboa.
Esperam-se 100 mil pessoas por dia e 70 músicos.
Como sempre, no Rock In Rio, juntam-se outras actividades à música. Há um espaço radical, um espaço infantil e, uma novidade, um espaço de moda onde as pessoas podem criar a própria roupa. O mapa da cidade do rock já está traçado.
No palco, só estão confirmados Alejandro Sanz e Ivete Sangalo, mas é possível que a música portuguesa atravesse a fronteira para cantar em Espanha. Antes de fechar o cartaz, a organização terá de dar a conhecer um festival que fala apenas português.
A frase do festival já está no ouvido de toda a gente e é compreendida nas duas línguas: “por um mundo melhor” ou “por um mundo mejor”.»
Saturday, September 29, 2007
Discordo totalmente da deslocalização do IPO para o Parque
... E explico bem porquê aqui. Tenha a pachora de ler.
Friday, September 28, 2007
Nota de JSF sobre IPO / Belavista (*)
Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
Parque da Bela Vista estará finalmente ligado à cidade A Câmara Municipal de Lisboa irá negociar com o Ministério da Saúde a instalação do novo Instituto Português de Oncologia, em terrenos que a autarquia irá ceder, em Marvila, de acordo com a proposta aprovada ontem, na sessão da CML, com os votos favoráveis do PS, BE e PSD.
O Vereador José Sá Fernandes, que desde sempre defendeu a manutenção do IPO no concelho de Lisboa, não pode deixar de se congratular com a aprovação desta proposta e com a solução encontrada para a localização deste equipamento fundamental para a cidade.
O terreno em causa, situa-se em Marvila e ocupará uma área total de 12,5 hectares. A área prevista de construção será de cerca de 29 mil metros quadrados, sendo que grande parte desta área se encontra fora dos limites geográficos do parque denominado Bela Vista Sul, nomeadamente na zona do cabeço confinante, sendo que se prevê, no entanto, o aproveitamento do casario existente no parque, para instalação do centro de investigação do novo IPO (edifícios degradados da chamada Quinta do Pombeiro).
Assim, ao contrário do que tem sido afirmado, a instalação do IPO neste local, não compromete o Parque da Bela Vista, ainda para mais porque existirá uma expansão dos seus terrenos, no sentido da cidade já consolidada, na área das Olaias e do Areeiro, para onde estava aprovado um inacreditável loteamento no Vale Vistoso e previsto um viaduto de 4 faixas por cima do parque.
Refira-se também que não existe qualquer ameaça em termos de conforto bioclimático, uma vez que o equipamento irá localizar-se sobre uma área de sistema seco/cabeço fora do Parque, beneficiando de ausência de humidade do solo e excelentes condições de exposição solar, adequadas a um equipamento desta natureza.
É certo que o pólo hospitalar integrará como área zona verde (entre o cabeço e o casario) uma área de cerca de 4 hectares do Parque da Bela Vista Sul, mas será garantido que esta área será de circulação colectiva e acesso livre pelo menos até às 24 horas.
Por outro lado, os limites do parque serão re-alinhados, mantendo as áreas de encosta e de vale encaixado em redor disponíveis para receber a sua expansão, nomeadamente o Vale da Montanha que permitirá uma ligação verde contínua entre o Areeiro, Av. Gago Coutinho e Av. Dos Estados Unidos da América com o Parque da Bela Vista.
A estruturação destas novas áreas assenta em percursos exclusivamente pedonais e cicláveis, partindo das Olaias, Casal Vistoso e Areeiro / Av. Gago Coutinho, ligando-se assim, pela primeira vez, a cidade ao Parque da Bela Vista, actualmente sem facilidades de acesso, o que tem contribuído para lhe retirar visitantes e para a sua desertificação.
Uma das ligações fundamentais efectuar-se-á através de um passadiço pedonal e ciclável sobre o Vale da Montanha, numa extensão de aproximadamente de 170m.
Com a instalação do novo equipamento garante-se assim uma maior utilização e revitalização do Parque da Bela Vista e a sua expansão, e a permanência de um equipamento essencial na cidade principalmente numa zona (Chelas) que precisa de ser revitalizada e tem que deixar de ser guetizada.
O Gabinete do Vereador José Sá Fernandes
Parque da Bela Vista estará finalmente ligado à cidade A Câmara Municipal de Lisboa irá negociar com o Ministério da Saúde a instalação do novo Instituto Português de Oncologia, em terrenos que a autarquia irá ceder, em Marvila, de acordo com a proposta aprovada ontem, na sessão da CML, com os votos favoráveis do PS, BE e PSD.
O Vereador José Sá Fernandes, que desde sempre defendeu a manutenção do IPO no concelho de Lisboa, não pode deixar de se congratular com a aprovação desta proposta e com a solução encontrada para a localização deste equipamento fundamental para a cidade.
O terreno em causa, situa-se em Marvila e ocupará uma área total de 12,5 hectares. A área prevista de construção será de cerca de 29 mil metros quadrados, sendo que grande parte desta área se encontra fora dos limites geográficos do parque denominado Bela Vista Sul, nomeadamente na zona do cabeço confinante, sendo que se prevê, no entanto, o aproveitamento do casario existente no parque, para instalação do centro de investigação do novo IPO (edifícios degradados da chamada Quinta do Pombeiro).
Assim, ao contrário do que tem sido afirmado, a instalação do IPO neste local, não compromete o Parque da Bela Vista, ainda para mais porque existirá uma expansão dos seus terrenos, no sentido da cidade já consolidada, na área das Olaias e do Areeiro, para onde estava aprovado um inacreditável loteamento no Vale Vistoso e previsto um viaduto de 4 faixas por cima do parque.
Refira-se também que não existe qualquer ameaça em termos de conforto bioclimático, uma vez que o equipamento irá localizar-se sobre uma área de sistema seco/cabeço fora do Parque, beneficiando de ausência de humidade do solo e excelentes condições de exposição solar, adequadas a um equipamento desta natureza.
É certo que o pólo hospitalar integrará como área zona verde (entre o cabeço e o casario) uma área de cerca de 4 hectares do Parque da Bela Vista Sul, mas será garantido que esta área será de circulação colectiva e acesso livre pelo menos até às 24 horas.
Por outro lado, os limites do parque serão re-alinhados, mantendo as áreas de encosta e de vale encaixado em redor disponíveis para receber a sua expansão, nomeadamente o Vale da Montanha que permitirá uma ligação verde contínua entre o Areeiro, Av. Gago Coutinho e Av. Dos Estados Unidos da América com o Parque da Bela Vista.
A estruturação destas novas áreas assenta em percursos exclusivamente pedonais e cicláveis, partindo das Olaias, Casal Vistoso e Areeiro / Av. Gago Coutinho, ligando-se assim, pela primeira vez, a cidade ao Parque da Bela Vista, actualmente sem facilidades de acesso, o que tem contribuído para lhe retirar visitantes e para a sua desertificação.
Uma das ligações fundamentais efectuar-se-á através de um passadiço pedonal e ciclável sobre o Vale da Montanha, numa extensão de aproximadamente de 170m.
Com a instalação do novo equipamento garante-se assim uma maior utilização e revitalização do Parque da Bela Vista e a sua expansão, e a permanência de um equipamento essencial na cidade principalmente numa zona (Chelas) que precisa de ser revitalizada e tem que deixar de ser guetizada.
O Gabinete do Vereador José Sá Fernandes
(*) Retirado do blogue Gente de Lisboa
IPO muda planos para Bela Vista
In Jornal de Notícias (28/9/2007)
Gina Pereira
«Centro de acolhimento infantil previsto para a Quinta do Pombeiro vai ter de ser deslocalizado
Aaprovação da proposta de António Costa que visa ceder ao Governo um terreno de 12,5 hectares em Marvila, quatro dos quais no parque da Bela Vista Sul, para instalar o futuro Centro Regional de Oncologia de Lisboa (CROL) - a construir na sequência do encerramento das instalações do Instituto Português de Oncologia (IPO) na Praça de Espanha - vai obrigar a várias alterações nos planos que existiam para aquela zona. Ontem mesmo, teve de ser adiado o lançamento da primeira pedra de um centro de acolhimento de crianças e jovens em risco, que estava projectado para a Quinta do Pombeiro, um conjunto de edifícios abandonados dentro do parque.
A iniciativa do Movimento ao Serviço da Vida (MSV), com o patrocínio do projecto "Mundo Perfeito" da "Swatch", ia ser apadrinhada pela mulher do presidente da República, Maria Cavaco Silva, e acabou por ser cancelada. Em comunicado, a Câmara de Lisboa agradeceu a compreensão do MSV e dos restantes parceiros e lembrou que está em causa um "objectivo de interesse público".
Segundo a Câmara, o MSV aceitou ponderar outras localizações para a construção do centro de acolhimento temporário, entre elas a Quinta de Nossa Senhora da Paz, no Lumiar, um espaço municipal ao abandono que, no anterior mandato, esteve para ser vendido em hasta pública.
A Câmara compromete-se a tentar não atrasar os prazos já estabelecidos pelo MSV, de abrir o centro em 2008.
Outra das alterações que será feita é a "reformulação completa" de um loteamento municipal que está projectado para o Casal Vistoso. Segundo o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, esta alteração "vai permitir ganhar uma área verde de cinco hectares" e "compensar" o que se "perde" na Bela Vista. No fim de contas, Salgado garante que o parque terá um "saldo positivo de dois hectares em área verde".
Ao que o JN apurou, o presidente da Câmara de Lisboa já pediu ao ministro da Saúde que seja marcada uma reunião, o mais rapidamente possível, para que possam apreciar esta solução, que visa fazer frente à oferta de um terreno em Leceia por parte da Câmara de Oeiras.
Na reunião de Câmara de anteontem, onde Costa conseguiu que o PSD viabilizasse a sua proposta de cedência do terreno, o presidente da Câmara explicou que existem três estudos de implantação alternativos para os quatro edifícios que o Ministério Saúde pretende construir, mas admitiu que pode ainda haver alterações. O CROL ficará inserido numa ampla área verde, de uso público, que só fechará à noite.
O projecto é apoiado por Paulo Ferrero, membro do Observatório do Parque da Bela Vista, que se congratula pela possibilidade de o IPO não sair de Lisboa e admite que o projecto possa ajudar a inserir na cidade uma zona hoje afastada (...)»
Gina Pereira
«Centro de acolhimento infantil previsto para a Quinta do Pombeiro vai ter de ser deslocalizado
Aaprovação da proposta de António Costa que visa ceder ao Governo um terreno de 12,5 hectares em Marvila, quatro dos quais no parque da Bela Vista Sul, para instalar o futuro Centro Regional de Oncologia de Lisboa (CROL) - a construir na sequência do encerramento das instalações do Instituto Português de Oncologia (IPO) na Praça de Espanha - vai obrigar a várias alterações nos planos que existiam para aquela zona. Ontem mesmo, teve de ser adiado o lançamento da primeira pedra de um centro de acolhimento de crianças e jovens em risco, que estava projectado para a Quinta do Pombeiro, um conjunto de edifícios abandonados dentro do parque.
A iniciativa do Movimento ao Serviço da Vida (MSV), com o patrocínio do projecto "Mundo Perfeito" da "Swatch", ia ser apadrinhada pela mulher do presidente da República, Maria Cavaco Silva, e acabou por ser cancelada. Em comunicado, a Câmara de Lisboa agradeceu a compreensão do MSV e dos restantes parceiros e lembrou que está em causa um "objectivo de interesse público".
Segundo a Câmara, o MSV aceitou ponderar outras localizações para a construção do centro de acolhimento temporário, entre elas a Quinta de Nossa Senhora da Paz, no Lumiar, um espaço municipal ao abandono que, no anterior mandato, esteve para ser vendido em hasta pública.
A Câmara compromete-se a tentar não atrasar os prazos já estabelecidos pelo MSV, de abrir o centro em 2008.
Outra das alterações que será feita é a "reformulação completa" de um loteamento municipal que está projectado para o Casal Vistoso. Segundo o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, esta alteração "vai permitir ganhar uma área verde de cinco hectares" e "compensar" o que se "perde" na Bela Vista. No fim de contas, Salgado garante que o parque terá um "saldo positivo de dois hectares em área verde".
Ao que o JN apurou, o presidente da Câmara de Lisboa já pediu ao ministro da Saúde que seja marcada uma reunião, o mais rapidamente possível, para que possam apreciar esta solução, que visa fazer frente à oferta de um terreno em Leceia por parte da Câmara de Oeiras.
Na reunião de Câmara de anteontem, onde Costa conseguiu que o PSD viabilizasse a sua proposta de cedência do terreno, o presidente da Câmara explicou que existem três estudos de implantação alternativos para os quatro edifícios que o Ministério Saúde pretende construir, mas admitiu que pode ainda haver alterações. O CROL ficará inserido numa ampla área verde, de uso público, que só fechará à noite.
O projecto é apoiado por Paulo Ferrero, membro do Observatório do Parque da Bela Vista, que se congratula pela possibilidade de o IPO não sair de Lisboa e admite que o projecto possa ajudar a inserir na cidade uma zona hoje afastada (...)»
Thursday, September 27, 2007
Costa mandatado para negociar IPO
In Sol Online (27/9/2007)
Por Margarida Davim
«A Câmara de Lisboa aprovou, esta quarta-feira, a proposta de António Costa que autoriza o presidente a negociar com o Ministério da Saúde a cedência a título gratuito de terrenos no Parque da Bela Vista para a instalação do novo IPO
António Costa vai poder negociar com o Ministério da Saúde a cedência de terrenos para manter as instalações do Instituto Português de Oncologia em Lisboa.
O presidente da Câmara apresentou, esta quarta-feira, uma proposta que disse considerar essencial para se sentir «mandatado» para negociar com o Governo em nome do município.
«Eu diria que é uma autorização intercalar para saber se tenho luz verde para prosseguir as negociações», explicou Costa, lembrando que depois desta fase a Câmara e a Assembleia Municipal terão ainda de se pronunciar sobre a cedência propriamente dita.
A proposta – votada favoravelmente pelo PS, BE e PSD – acabou, contudo, por ser votada em alternativa com um outro texto apresentado por Helena Roseta.
A proposta dos Cidadãos por Lisboa só conseguiu, porém, o apoio dos vereadores do movimento Lisboa com Carmona, optando o PCP por não participar na votação.
Helena Roseta explicou a sua oposição ao texto apresentado por Costa e Sá Fernandes, dizendo que não se conforma com a ideia de o IPO abandonar as instalações que agora ocupa em Palhavã, mostrando-se preocupada com o futuro que a Câmara e o Governo irão dar ao espaço e com a «perda de identidade» daquela zona da cidade.
Manuel Salgado, vereador do Urbanismo, lembrou durante a apresentação do projecto que o que está a acontecer é «uma competição entre ofertas de terrenos» feitas pelas Câmaras de Lisboa e Oeiras. Recorde-se que Isaltino Morais já se disponibilizou para ceder gratuitamente terrenos em Oeiras para receber o IPO.
Para Sá Fernandes, «o ganho de manter o IPO na cidade é inquestionável», pelo que a solução encontrada «é a melhor», sobretudo porqueo vereador do BE com o pelouro dos Espaços Verdes garante que a cedência de uma parte do Parque da Bela Vista «não vai fazer a cidade perder área verde» e que tem ainda a vantagem de «permitir ligar Chelas ao resto da cidade através de uma ponte pedonal e de uma ciclovia».
Manuel Salgado considera que Chelas vai ganhar com a construção do novo parque da saúde que acolherá o IPO – mas também uma unidade hoteleira, um centro de apoio psicológico e um centro de investigação –, já que «aquela zona necessita de equipamentos de alto valor».
O arquitecto recorda ainda que o local é o ideal, por ter «acessos de excepção», que incluem o metro, o comboio e futuramente também o TGV.
Sem querer avançar com o destino que será dado aos terrenos onde actualmente está o IPO, junto à Praça de Espanha, Salgado admite apenas que «não se exclui a possibilidade de os mesmos vierem a ser urbanizados»
Estas últumas afirmações é que são para pensar: «urbanizados»? «TGV»?
Por Margarida Davim
«A Câmara de Lisboa aprovou, esta quarta-feira, a proposta de António Costa que autoriza o presidente a negociar com o Ministério da Saúde a cedência a título gratuito de terrenos no Parque da Bela Vista para a instalação do novo IPO
António Costa vai poder negociar com o Ministério da Saúde a cedência de terrenos para manter as instalações do Instituto Português de Oncologia em Lisboa.
O presidente da Câmara apresentou, esta quarta-feira, uma proposta que disse considerar essencial para se sentir «mandatado» para negociar com o Governo em nome do município.
«Eu diria que é uma autorização intercalar para saber se tenho luz verde para prosseguir as negociações», explicou Costa, lembrando que depois desta fase a Câmara e a Assembleia Municipal terão ainda de se pronunciar sobre a cedência propriamente dita.
A proposta – votada favoravelmente pelo PS, BE e PSD – acabou, contudo, por ser votada em alternativa com um outro texto apresentado por Helena Roseta.
A proposta dos Cidadãos por Lisboa só conseguiu, porém, o apoio dos vereadores do movimento Lisboa com Carmona, optando o PCP por não participar na votação.
Helena Roseta explicou a sua oposição ao texto apresentado por Costa e Sá Fernandes, dizendo que não se conforma com a ideia de o IPO abandonar as instalações que agora ocupa em Palhavã, mostrando-se preocupada com o futuro que a Câmara e o Governo irão dar ao espaço e com a «perda de identidade» daquela zona da cidade.
Manuel Salgado, vereador do Urbanismo, lembrou durante a apresentação do projecto que o que está a acontecer é «uma competição entre ofertas de terrenos» feitas pelas Câmaras de Lisboa e Oeiras. Recorde-se que Isaltino Morais já se disponibilizou para ceder gratuitamente terrenos em Oeiras para receber o IPO.
Para Sá Fernandes, «o ganho de manter o IPO na cidade é inquestionável», pelo que a solução encontrada «é a melhor», sobretudo porqueo vereador do BE com o pelouro dos Espaços Verdes garante que a cedência de uma parte do Parque da Bela Vista «não vai fazer a cidade perder área verde» e que tem ainda a vantagem de «permitir ligar Chelas ao resto da cidade através de uma ponte pedonal e de uma ciclovia».
Manuel Salgado considera que Chelas vai ganhar com a construção do novo parque da saúde que acolherá o IPO – mas também uma unidade hoteleira, um centro de apoio psicológico e um centro de investigação –, já que «aquela zona necessita de equipamentos de alto valor».
O arquitecto recorda ainda que o local é o ideal, por ter «acessos de excepção», que incluem o metro, o comboio e futuramente também o TGV.
Sem querer avançar com o destino que será dado aos terrenos onde actualmente está o IPO, junto à Praça de Espanha, Salgado admite apenas que «não se exclui a possibilidade de os mesmos vierem a ser urbanizados»
Estas últumas afirmações é que são para pensar: «urbanizados»? «TGV»?
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