Wednesday, April 11, 2007


In Público (11/4/2007)

Tuesday, April 10, 2007


In Público (10/4/2007)

Possível isenção de taxas. Comunicado:

No seguimento das notícias vindas a público sobre a isenção de taxas para o organizador do festival Creamfields, a decorrer no Parque da Bela Vista, no mês de Maio, somos a comunicar o seguinte:

1. Imoral é pouco para se definir o tratamento privilegiado que se pretende dar a alguém (não importa quem nem sobre o quê) que, objectiva e inexoravelmente, irá degradar um espaço público como o Parque da Bela Vista. É uma vergonha colocar-se sequer a discussão a possibilidade de se isentar o promotor do festival Creamfields.

2. Parece-nos caricato que a CML acene com um protocolo como justificação dessa isenção, sabendo-se, como se comprova no local, que semelhante protocolo com o organizador do Rock-in-Rio de 2006, não está, nem estará nos tempos mais próximos, minimamente cumprido pela parte que toca ao promotor.

3. De todas estas cedências a promotores a única coisa certa que resulta - é a experiência que o demonstra - é que o Parque da Bela Vista corre o risco de a muito breve trecho ser cada vez menos um local aprazível para utilização dos lisboetas. E isso é lamentável.


Paulo Ferrero, Carlos Brandão e José Carlos Mendes

Evento no parque da Bela Vista não paga taxas de 3,5 milhões

In Jornal de Notícias (10/4/2007)
Ana Fonseca

«Parque da Bela Vista será mais uma vez, em Maio, palco de um grande evento musical

Tal como tem acontecido aquando da realização dos festivais Rock in Rio, no Parque da Bela Vista, a Câmara de Lisboa prepara-se para apresentar, na reunião de amanhã do Executivo, uma proposta para isentar os promotores do festival Creamfields do pagamento de taxas. Em vez de uma verba de 3,5 milhões de euros pela utilização do espaço verde, os organizadores do evento - a Smart Events - ficam obrigados, mediante um protocolo assinado com a autarquia, ao pagamento de apenas 175 mil euros.

Esta verba destina-se, ainda segundo o documento, a contribuir para a requalificação do local, situado na freguesia de Marvila, e para o pagamento dos encargos logísticos inerentes à iniciativa, que terá lugar no dia 19 de Maio. O parque ficará ao serviço do Smart Events entre o dia 23 de Abril e 31 de Maio.

Segundo o protocolo, a Câmara de Lisboa "permitirá ainda a utilização das infra-estruturas de iluminação, água e contentores de lixo e assegurará a limpeza do recinto durante o evento". A autarquia prestará ainda, através dos seus serviços competentes, apoio à análise dos fluxos de tráfego e disponibilizará a utilização de outdoors em locais a definir.

Por seu turno, a Smart Events compromete-se a "fazer um uso prudente do espaço", e a "contratar um seguro de responsabilidade civil para cobertura dos riscos decorrentes da execução de todos os trabalhos efectuados durante a montagem". O protocolo integra a criação de uma comissão de acompanhamento para fiscalização da utilização adequada do Parque da Bela Vista. Recorde-se que a utilização daquele espaço verde durante as várias edições do Rock in Rio tem sido bastante contestada pelos moradores, ambientalistas e alguns responsáveis autárquicos que se queixam da destruição de que o Parque da Bela Vista tem sido alvo
. (...)
»

Resumindo, trata-se de um protocolo semelhante ao do Rock-in-Rio, de 2006, cujo cumprimento ainda está por ver, pois nada do que lá está escrito foi feito. Isto está mal!

Monday, April 9, 2007

Câmara de Lisboa propõe isenção de 3,5 milhões em taxas para festival na Bela Vista

In Público (9/4/2007)
Inês Boaventura

«Em vez das taxas, o Creamfields terá de contribuir com 175 mil euros para a melhoria do parque

A Câmara Municipal de Lisboa vai votar na quarta-feira uma proposta no sentido de a organização do festival Creamfields, que se realiza em Maio no Parque da Bela Vista, ficar isenta do pagamento de taxas municipais no valor de 3,5 milhões de euros, mas contribuir com 175 mil euros para a requalificação daquele espaço verde e para pagar custos logísticos da iniciativa.
A proposta para a celebração de um protocolo de entendimento entre a autarquia e a promotora do festival é do vereador dos Espaços Verdes, que em comunicado explica que este documento "define os termos e as regras de utilização" do Parque da Bela Vista, de forma a salvaguardar a sua "integridade" durante o evento, marcado para dia 19 de Maio.
O protocolo, que vai ser votado na reunião do executivo camarário de quarta-feira, pressupõe aprovação de isenção de taxas municipais no valor de cerca de 3,5 milhões de euros pela câmara e pela Assembleia Municipal. Esta medida, segundo um comunicado do gabinete do vereador, "é sustentada pelos dividendos que a realização do evento na cidade de Lisboa trará em termos de animação da capital, bem como para a divulgação do nome e da imagem da cidade em Portugal e no mundo".
A proposta subscrita por António Prôa pressupõe no entanto que a promotora do festival contribua com contrapartidas, no valor de cerca de 175 mil euros, que de acordo com o comunicado "serão aplicadas na execução do projecto de requalificação do Parque da Bela Vista, já apresentado pela Câmara Municipal de Lisboa". A construção de um skate parque no espaço verde com mais de 70 hectares é o projecto que a autarquia prevê desenvolver com estas verbas, que se destinam também a suportar custos os logísticos da iniciativa.
A exigência destas contrapartidas, sublinha o gabinete do vereador, "vem na linha de uma política da autarquia que preconiza que as entidades que utilizam o espaço público para a promoção de eventos devem não só garantir a correcta utilização dos mesmos, como participar na sua requalificação". Esta intenção já tinha sido anunciada em Março por António Prôa durante a inauguração do Parque da Bela Vista Sul.
O protocolo de entendimento que vai ser votado prevê ainda a criação de uma comissão de acompanhamento, "que irá fiscalizar o uso adequado do parque durante todas as fases de produção do festival Creamfields", evento que promete trazer a Lisboa mais de 50 artistas portugueses e internacionais, numa maratona de 16 horas ininterruptas de música.
A escolha do espaço verde da freguesia de Marvila para a realização deste festival, que nasceu no final dos anos 90 numa discoteca inglesa e já viajou por países como México, Rússia, Polónia e Turquia, tem merecido algumas críticas, nomeadamente por parte dos autores do blogue Observatório Parque da Bela Vista. Numa carta dirigida a António Prôa, transcrita na Internet, quatro cidadãos manifestam a sua preocupação com o impacto que o evento terá no parque e sublinham que 2007 "é ano de interregno entre edições do Rock in Rio e, por isso, de recuperação do coberto vegetal".
No blogue, os seus fundadores dizem entender que eventos como o Rock in Rio "podem ser um factor de dinamização da cidade de Lisboa, desde que organizados em local apropriado e efectivamente monitorizados por quem de direito, da Câmara Municipal de Lisboa aos cidadãos em geral". Como exemplo positivo a seguir, referem que a primeira edição deste festival na região de Madrid "não será num jardim da cidade, mas antes num parque temático criado de raiz para o efeito
".»

Wednesday, April 4, 2007

Lisboa Cidade e Rock in Rio no Parque


Cidade para «inglês ver»?


Há quase dois anos, em 27 de Maio de 2004, a Direcção do Núcleo de Lisboa da Quercus – Associação Nacional para a Conservação da Natureza publicou no seu «site» uma nota repudiando a esse tempo o projecto da CML / Santana Lopes de «eernizar» o Rock in Rio no Parque da Bela Vista.


E isso por razões bem fortes. Seguem-se algumas delas.


«O Parque da Bela Vista foi previsto como parte integrante da estrutura verde urbana, indissociável dos fluxos ecológicos na cidade, e de forma alguma pode ser encarado como espaço livre para a instalação de novos equipamentos, equipamentos esses aliás perfeitamente supérfluos na cidade de Lisboa. - Depois do sacrifício dos corredores verdes a agrado do sector imobiliário, - Depois das mais do que intenções declaradas para o Parque Florestal do Monsanto, A proposta de afectar este espaço a mais uma "feira de vaidades" e a um inconcebível alargamento de um campo de golfe é mais um acto de vandalismo ambiental ao qual temos o dever de nos opor. Os Espaços Verdes não podem ser olhados como pólos de atracção para turismo. A cidade não pode ser feita "para Inglês ver". A cidade deve ser planeada para garantir a qualidade de vida de todos os que nela vivem e trabalham».

Monday, April 2, 2007

Lisboa: Parque da Bela Vista

Creamfields Lisboa em causa
Recinto dedicado a acção comercial gigante?

No dia 28 de Março pp, sobre este mesmo assunto – mas noutro blog –, o leitor que se identifica como Tiago R., às três da tarde, escreveu... (leia aqui e agora)...
«1 comments:
Tiago R. said...

(Depois de ler algumas notas de informação sobre o evento:)

«E que raio de interesse cultural pode isto ter???
Parece um supermercado de marcas!
Não passa de uma acção comercial gigante que vai deixar sem poder dormir os moradores dos Bairros da Flamenga e do Armador.
Espero que não tenham existido as habituais "isenções" de taxas e de obrigações de reparar o que for estragado. É que desta vez, não há subterfúgios de "caridadezinha", como com o Rock in Rio, SA..»

3:16 PM»

Friday, March 30, 2007

Polémica em crescendo na Bela Vista


In Jornal da Região (30/3/2007)

Thursday, March 29, 2007

Nova preocupação!

Exmo. Sr.Vereador António Prôa

Vem aí o festival «Creamfields», cujo impacte na zona central do Parque da Bela Vista nos parece preocupante tendo em conta a descrição feita por um dos seus responsáveis ao portal Lx-Jovem, que a seguir se transcreve:

«Um Main Stage, com 300 m2 de ecrã de LED; o Dome Stega, uma cúpula geodésica instalada sobre um palco; o Sphere Stegae, uma estrutura elevada de linhas futuristas, que te permite dançar sob uma esfera suspensa; a Stratosphere, uma bolha gigante onde o vídeo se funde com o som; La Isla, um espaço que recria as ilhas tropicais, com palmeiras, areia e piscinas, onde podes dançar ao som de house; o Kubik, um espaço interactivo em que controladores electrónicos recriam os ritmos da música com efeitos de luz; o Silent Club, onde à entrada recebes uns headphones e depois só tens de escolher o som a que queres dançar, sendo que como deves calcular, outras pessoas podem dançar a outro som; a Luminária, um labirinto que proporciona uma experiência visual e artística única, ao som de chill out; o Aerodrome, que te permite voar numa viagem até 30m sobre o Parque; o Organics Styling Zone, onde vais poder mudar de look; o Coca-Cola Dinner in the Sky, que te permite jantar numa mesa suspensa por uma guindaste a uma altura de 50m, com direito a Chef e garçon; e a Área VIP, de acesso exclusivo e com capacidade para 2.000 pessoas; são estas as principais experiências que vais poder desfrutar, estando ainda previstas outras acções pontuais que vão acontecer pelo Parque

Sobretudo porque o ano de 2007 é um ano de interregno entre edições do Rock-in-Rio e, por isso, de recuperação do coberto vegetal na zona usada como recinto central e nas zonas de apoio das edições de 2004 e 2006.

Por isso não compreendemos que havendo um protocolo entre a CML e a organização do RinRio não só não se vislumbre qualquer acção no sentido de o fazer cumprir (recuperando o coberto vegetal, substituindo a vedação metálica, implementando a manutenção do parque com a permanência de 7 funcionários da CML (conforme consta no projecto), instalando video-vigilância, reabilitando a Quinta do Pombeiro (proj. Céu Aberto), etc.), como se permita o agravamento dos efeitos do pós-RinRio com mais este festival.

Chamando a ATENÇÃO da CML para este facto, renovamos o nosso pedido de reunião a fim de sabermos o que de facto pensa a CML sobre este assunto.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, João Pinto Soares, Carlos Moura e Carlos Brandão

Tuesday, March 27, 2007

19 de Maio: música jovem e eventos na Bela Vista

Sim, o Parque vai estar sob pressão, acho eu!

Creamfields. Do que estamos a falar?

«A ideia já tem 10 anos e continua a surpreender. Falamos do Creamfields, um evento outdoor de larga escala que te oferece experiências únicas. O LxJovem conta-te tudo sobre este Festival que se realiza já em Maio».

«Nuno Carvalho, director geral da Smartevents, (diz que,) “sendo a primeira vez que se realiza em Portugal, é fundamental transmitir a cultura e o posicionamento de edição portuguesa do Creamfields. Enquanto evento de novas tendências da música onde as experiências de alto impacto são o grande factor de diferenciação, pareceu-nos adequado optar por uma campanha fortemente gráfica e conceptual. O «muito etc.» representa precisamente uma ideia de uma certa mística. Só quem estiver no evento vai conseguir viver as emoções que vamos trazer para o Parque da Bela Vista no dia 19 de Maio”».

Os espaços a criar

«Um Main Stage, com 300 m2 de ecrã de LED; o Dome Stega, uma cúpula geodésica instalada sobre um palco; o Sphere Stegae, uma estrutura elevada de linhas futuristas, que te permite dançar sob uma esfera suspensa; a Stratosphere, uma bolha gigante onde o vídeo se funde com o som; La Isla, um espaço que recria as ilhas tropicais, com palmeiras, areia e piscinas, onde podes dançar ao som de house; o Kubik, um espaço interactivo em que controladores electrónicos recriam os ritmos da música com efeitos de luz; o Silent Club, onde à entrada recebes uns headphones e depois só tens de escolher o som a que queres dançar, sendo que como deves calcular, outras pessoas podem dançar a outro som; a Luminária, um labirinto que proporciona uma experiência visual e artística única, ao som de chill out; o Aerodrome, que te permite voar numa viagem até 30m sobre o Parque; o Organics Styling Zone, onde vais poder mudar de look; o Coca-Cola Dinner in the Sky, que te permite jantar numa mesa suspensa por uma guindaste a uma altura de 50m, com direito a Chef e garçon; e a Área VIP, de acesso exclusivo e com capacidade para 2.000 pessoas; são estas as principais experiências que vais poder desfrutar, estando ainda previstas outras acções pontuais que vão acontecer pelo Parque».

«“O Creamfields é, sobretudo, música moderna e rock com influência electrónica”, em que se pretende “promover o desenvolvimento de um novo som e novos artistas”»

Há mais ainda no LX Jovem: aqui e aqui.

Vem aí uma coisa chamada Creamfields


Que ninguém parece saber muito bem o que é ... nem sequer eles próprios pois o site parece estar em construção ... mas já todos percebemos o que vão deixar no Parque: mais estragos.

Monday, March 26, 2007

Projecto Céu Aberto

No âmbito deste projecto social, cabe ao organizador recuperar o imóvel da Quinta do Pombeiro, na Zona Sul do Parque (por sinal recentemente inaugurada pelo Sr.Presidente da CML) ... até Novembro de 2007. Estamos em Março e sinais de obra não há. Para quando?

6ª Regra para utilização do espaço para eventos:

«Existirá um acompanhamento permanente por parte de uma "comissão de acompanhamento", composta por elementos da CML e da organização dos eventos, que, antes, durante e depois de cada evento irá detectar os danos resultantes do mesmo, que serão colmatados pela organização. »

Saturday, March 24, 2007

Mais fotos da mesma zona do actual Parque da Bela Vista

A 1ª é de 1946. As restantes, de 60-61

As fotos que aí lhe ficam agora, recolhidas pelo mesmo colaborador que um dia destes ainda há-de dar a cara pelo Parque, espero eu, juntando-se ao Observatório, são todas de Arnaldo Madureira, de 1960/61), excepto a 1ª, que é de Ferreira da Cunha, 1946. «É um ambiente rural, o da Lisboa dos anos sessenta!», dizem-me. Bem se vê. Aqui, aliás, eram os arredores da capital, não é?
Eis uma legenda para cada uma:
1 - Av. Almirante Gago Coutinho (Bela Vista à direita), 1946, Ferreira da Cunha.
2- Terrenos frente à Av. D. Rodrigo da Cunha (Bela Vista), 1960, Arnaldo Madureira.
3 - Terrenos junto ao Colégio Valsassina, 1961, Arnaldo Madureira.
4 - Terrenos da Quinta das Areias, 1961, Arnaldo Madureira.
5 - Quinta da Graça, 1961, Arnaldo Madureira.
6 - Terrenos junto à Azinhaga das Teresinhas, 1960, Arnaldo Madureira.
7 - Azinhaga das Teresinhas, 1961, Arnaldo Madureira.
8- Azinhaga das Teresinhas, junto à avenida Almirante Gago Coutinho, 1960, Arnaldo Madureira.
Estas fotos, encontra-as todas no Arquivo Municipal.

Friday, March 23, 2007

No início do século XX era assim

Há belas fotos de belos locais nesse tempo...

... Sem qualquer ideia de saudosismo bucólico

O local do Parque da Bela Vista! Há quase 100 anos era assim.
Mão amiga carregou as teclas e fez clic. Enviou-me esta foto. É de uma zona contígua ao actual Parque da Bela Vista. A legenda enviada pelo leitor interessado diz assim: «Panorâmica da Quinta da Raposeira ou da Raposeira de Baixo, rodeada de terrenos da Bela Vista, das Areias e da Quinta da Graça. Início do séc XX. Fotógrafo desconhecido. Fonte: Arquivo Municipal.»
E eu corrijo, por ter falado com os lisboetas do local, eles mesmos: a Quinta chamava-se da Raposeira (ou talvez da Raposeira de Baixo, mas os locais não iam além da «Raposeira»). Salvo erro, é desses terrenos que se trata. Mais. Fui informado «in loco» que ali perto havia ainda a Quinta do Pombeiro e a Azinhaga do Valsassina. Todos se lembram ainda do enorme azulejo azul cá em baixo, junto da Avenida Gago Coutinho. E havia a Quinta da Graça, de facto. Era ali onde hoje está o campo de golfe…