In Público (21/10/2010)
Por Inês Boaventura
«O festival Rock in Rio 2012 vai contribuir com "cerca de 400 mil euros" para a Câmara de Lisboa. Será esta a contrapartida pela cedência do Parque da Bela Vista para a realização da próxima edição (em Maio e Junho de 2012). A verba vai ser canalizada para a substituição de parte da vedação daquele espaço verde e à construção de uma ciclovia.
O protocolo que confirma a realização da quinta edição do Rock in Rio em Lisboa - dias 25, 26 e 31 de Maio e 1 e 2 de Junho) foi ontem assinado, numa cerimónia que contou com muitos moradores da zona de Marvila. Alguns aproveitaram a presença da comunicação social para darem conta da sua indignação com as horas de sono que o festival lhes rouba e com o lixo que segundo dizem se acumula no parque. Mas também houve aplausos à iniciativa e sugestões feitas ao vereador José Sá Fernandes, responsável pelos Espaços Verdes, sobre como melhorar este parque.
António Costa sublinhou a importância do Rock in Rio por ter permitido a "descoberta" do parque por muitos lisboetas mas também pelas obras concretas que vai permitir realizar na cidade. Entre elas está a substituição, já em curso, das chapas opacas junto à Avenida Doutor Arlindo Vicente por uma vedação que permite ver o interior do parque.
Ainda este ano, diz Sá Fernandes, avançará a ciclovia que fará a ligação à Avenida Gago Coutinho. Há três semanas arrancou a construção de uma ponte ciclável e pedonal, comparticipada pelo Rock in Rio, para ligar a Bela Vista às Olaias.»
...
Só espero que desta vez a contrapartida da substituição da horrorosa vedação verde seja de facto um ... facto.
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Thursday, October 21, 2010
Monday, October 18, 2010
Assinatura do Protocolo do Rock in Rio-Lisboa 2012
Chegado por e-mail:«Dia 20 de Outubro às 16 horas, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, o vereador do Ambiente Urbano, José Sá Fernandes, e a Vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, vão assinar o Protocolo que confirma a realização da 5ª edição portuguesa do maior evento de música e entretenimento do mundo e estabelece as obrigações e contrapartidas que lhe estão associadas.
Neste momento estarão também presentes os representantes dos parceiros e patrocinadores que já garantiram a sua presença no Rock in Rio-Lisboa 2012.
* Rua Arlindo Vicente – Pórtico Principal
Agradecemos a confirmação de presença para:
Patrícia Gonçalves | 918 655 074 | patricia.goncalves@frontpagecc.com»
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isenção de taxas,
Rock in Rio
Sunday, October 3, 2010
Contrapartidas pela realização do Rock in Rio vão pagar parte de ponte ciclável na Belavista

In Público (2/10/2010)
Por Inês Boaventura
Depois de quatro edições e muitas críticas de cidadãos e eleitos, arrancou ontem a primeira obra em Lisboa financiada pela organização do festival
O Rock in Rio já teve quatro edições em Lisboa, cada uma delas com isenção do pagamento de taxas municipais no valor de vários milhões de euros, mas só agora começam a materializar-se as contrapartidas há muito reclamadas por cidadãos e eleitos da câmara e assembleia municipal junto da organização do festival. Na zona Sul do parque, para onde chegou a estar prevista a deslocação do Instituto Português de Oncologia, foi ontem assinalado o início da construção de uma ponte que vai fazer a ligação às Olaias.
Esta ponte ciclável e pedonal, com quase 177 metros de extensão, terá um custo superior a 1,2 milhões de euros e deverá estar pronta dentro de 182 dias. No protocolo assinado com a organização do Rock in Rio em 2007 dizia-se que esta ia entregar à Câmara de Lisboa 800 mil euros, como contrapartida pela realização das edições de 2008 e de 2010, valor que seria aplicado, "nomeadamente, na construção de uma ponte". Afinal o montante acordado nem para isso foi suficiente, obrigando a autarquia a investir 400 mil euros neste projecto.
Já o protocolo de 2006, que previa uma contrapartida não especificada (mas que oralmente se acordou que seria uma nova vedação para a zona central do Parque da Belavista), nunca saiu do papel. O então vereador dos Espaços Verdes, António Prôa, aponta o dedo ao Rock in Rio, mas também ao executivo liderado por António Costa: "Na minha opinião, a Better World não cumpriu, mas também lamento que não tenha havido a preocupação da câmara em fazer cumprir o compromisso", acusa aquele que é hoje o líder da bancada do PSD na assembleia municipal.
Questionada sobre o assunto, Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, descartou qualquer responsabilidade, dizendo que as contrapartidas acordadas em 2006 não se materializaram porque a câmara não concretizou os projectos respectivos. Já António Costa recusou falar do passado, dizendo apenas que, "desde 2007, tudo o que tem sido combinado tem sido cumprido".
Tanto o presidente da autarquia como o vereador José Sá Fernandes destacaram a importância da ponte ciclável e pedonal para a freguesia de Marvila e para promover a sua ligação às Olaias e daí, através da Alameda D. Afonso Henriques, à Avenida Duque d"Ávila e ao centro da cidade.
Thursday, September 30, 2010
Colocação da primeira pedra da ponte pedonal e ciclável entre Olaias e Bela Vista
«Dia 1 de Outubro às 15 horas, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, o vereador do Ambiente Urbano, José Sá Fernandes, e a Vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, estarão presentes na colocação da primeira pedra da ponte pedonal e ciclável que vai unir as Olaias ao Parque da Bela Vista Sul.* Rua Jorge Amado
Agradecemos a confirmação de presença para os contactos na assinatura deste email: patricia.goncalves@lift.com.pt»
Wednesday, July 14, 2010
Taxas: Rock in Rio 2012 não pagará três milhões
In Público (14/7/2010)
«A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem, por maioria, a isenção de taxas no valor de três milhões de euros à organização do Rock in Rio 2012. A proposta do presidente da Câmara, António Costa (PS), abrangia também a edição de 2014, mas o líder da bancada do PSD, António Prôa, lembrou que em 2014 o município viverá outro mandato e, por isso, seria inconveniente estabelecer um compromisso para outro executivo.»
«A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem, por maioria, a isenção de taxas no valor de três milhões de euros à organização do Rock in Rio 2012. A proposta do presidente da Câmara, António Costa (PS), abrangia também a edição de 2014, mas o líder da bancada do PSD, António Prôa, lembrou que em 2014 o município viverá outro mandato e, por isso, seria inconveniente estabelecer um compromisso para outro executivo.»
Wednesday, June 2, 2010
Tuesday, May 25, 2010
Friday, May 21, 2010
Com o Rock in Rio, além de música, há ruas cortadas e reservadas a transportes públicos
In Público (21/5/2010)
Por Inês Boaventura
«As linhas Verde e Vermelha do metro vão estar abertas até às 4h. Carris, Transtejo e CP reforçaram a oferta e criaram serviços especiais para os dias de concerto
O Rock in Rio arranca hoje, mas os condicionamentos de trânsito começaram já ontem, com o corte da Avenida do Dr. Arlindo Vicente. Com o início dos concertos, ficam também inacessíveis as avenidas de José Régio, do Santo Condestável e do Marechal António de Spínola, havendo ainda uma série de artérias onde só moradores e transportes públicos poderão circular.
"Evite circular nas zonas envolventes ao Parque da Bela Vista", aconselha a Câmara de Lisboa, num comunicado em que enumera os muitos cortes de trânsito, restrições de circulação e proibições de estacionamento de que aquela zona vai ser alvo, nalguns casos até 31 de Maio. Tudo com o objectivo de "melhorar as condições de segurança e facilitar a circulação de viaturas de socorro no decurso do Rock in Rio".
Nas ruas de João Palma Ferreira, Luísa Neto Jorge, Pedro Cruz, Ferreira de Castro, Ricardo Ornelas e Rui Grácio e nas avenidas de Francisco Salgado Zenha e José Régio só será permitida a passagem de moradores e transportes públicos. Isto entre os dias 21 e 23, 27 e 28 e 29 e 31. Já nas avenidas do Dr. Arlindo Vicente, José Régio e Almirante Gago Coutinho (entre a Marechal António de Spínola e a José Régio) será proibido estacionar, nalguns casos entre os dias 20 e 31, noutros por menos tempo.
Assim sendo, a sugestão da Câmara de Lisboa é para que se utilize os transportes públicos. Para tal foi, aliás, estabelecido, com o patrocínio do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, um plano que envolve Metropolitano de Lisboa, Carris, CP e Transtejo.
Nos dias de concerto, o horário de funcionamento do metro será estendido até às 4h, mas apenas nas linhas Vermelha e Verde. Também a Carris promoveu "um reforço dos seus serviços de transporte" em várias carreiras com paragem na zona da Bela Vista e criou serviços especiais para fazer a ligação a Benfica, Belém e Estação do Oriente.
A Transtejo terá carreiras fluviais específicas e os parques de estacionamento da margem sul estarão abertos. Quanto à CP, a novidade desta edição do festival é que também pode usufruir do serviço especial RockCard quem mora no Algarve. Durante a madrugada, os comboios das linhas de Sintra e Cascais terão um horário de funcionamento alargado.»
Por Inês Boaventura
«As linhas Verde e Vermelha do metro vão estar abertas até às 4h. Carris, Transtejo e CP reforçaram a oferta e criaram serviços especiais para os dias de concerto
O Rock in Rio arranca hoje, mas os condicionamentos de trânsito começaram já ontem, com o corte da Avenida do Dr. Arlindo Vicente. Com o início dos concertos, ficam também inacessíveis as avenidas de José Régio, do Santo Condestável e do Marechal António de Spínola, havendo ainda uma série de artérias onde só moradores e transportes públicos poderão circular.
"Evite circular nas zonas envolventes ao Parque da Bela Vista", aconselha a Câmara de Lisboa, num comunicado em que enumera os muitos cortes de trânsito, restrições de circulação e proibições de estacionamento de que aquela zona vai ser alvo, nalguns casos até 31 de Maio. Tudo com o objectivo de "melhorar as condições de segurança e facilitar a circulação de viaturas de socorro no decurso do Rock in Rio".
Nas ruas de João Palma Ferreira, Luísa Neto Jorge, Pedro Cruz, Ferreira de Castro, Ricardo Ornelas e Rui Grácio e nas avenidas de Francisco Salgado Zenha e José Régio só será permitida a passagem de moradores e transportes públicos. Isto entre os dias 21 e 23, 27 e 28 e 29 e 31. Já nas avenidas do Dr. Arlindo Vicente, José Régio e Almirante Gago Coutinho (entre a Marechal António de Spínola e a José Régio) será proibido estacionar, nalguns casos entre os dias 20 e 31, noutros por menos tempo.
Assim sendo, a sugestão da Câmara de Lisboa é para que se utilize os transportes públicos. Para tal foi, aliás, estabelecido, com o patrocínio do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, um plano que envolve Metropolitano de Lisboa, Carris, CP e Transtejo.
Nos dias de concerto, o horário de funcionamento do metro será estendido até às 4h, mas apenas nas linhas Vermelha e Verde. Também a Carris promoveu "um reforço dos seus serviços de transporte" em várias carreiras com paragem na zona da Bela Vista e criou serviços especiais para fazer a ligação a Benfica, Belém e Estação do Oriente.
A Transtejo terá carreiras fluviais específicas e os parques de estacionamento da margem sul estarão abertos. Quanto à CP, a novidade desta edição do festival é que também pode usufruir do serviço especial RockCard quem mora no Algarve. Durante a madrugada, os comboios das linhas de Sintra e Cascais terão um horário de funcionamento alargado.»
Tuesday, March 30, 2010
Mais uma: Vodafone constrói hotel no recinto do Rock in Rio Lisboa
Rock in Rio é o patrocínio com a maior fatia do orçamento de comunicação da operadora: cerca de 10%.Ir ao Rock in Rio e dormir no recinto mas no conforto de um quarto de hotel. É esta a proposta do Vodafone Hotel, a maior novidade com que a operadora de telecomunicações vai estar presente no próximo festival no parque da Bela Vista.
Mas este hotel tem ‘check-in' reservado aos clientes da marca e vencedores de um passatempo que arranca em Abril. A "chave" será entregue a quem encontrar uma carrinha completamente descaracterizada mas que recria no interior um quarto do hotel. Para a encontrar, os concorrentes têm de seguir as pistas dadas ao longo do dia no ‘site' do evento.
Patrocinadora do festival desde a primeira edição, em 2004, uma das preocupações da Vodafone é criar acções diferentes dos outros patrocinadores, para capitalizar o investimento no patrocínio. Dados da Memorandum cedidos pela Vodafone revelam que em 2006, no primeiro fim-de-semana do evento, o ‘top of mind' foi liderado pela Vodafone, com 34%, um valor que se aproximou dos 100% no conjunto dos dois fins-de-semana. Em 2008, e ainda segundo a mesma fonte, a operadora voltou a liderar o ‘ranking' de notoriedade.
António Carriço, director de marca e CRM da Vodafone, não revela o investimento neste patrocínio que se mantém inalterável desde 2004. "É o investimento em que apostamos mais e para onde vai cerca de 10% do orçamento de comunicação. É um investimento pesado mas que compensa muito", garante António Carriço.
A pouco menos de dois meses do Rock in Rio, a Vodafone já definiu a presença dentro do recinto. O Best Seat Vodafone - espaço com vista privilegiada para o palco mundo onde os vencedores da Corrida de Sofás têm tratamento VIP - bem como a Fábrica de Sofás, estão de regresso. E há ainda a Yorn Head, onde os participantes recebem um prémio ou um castigo, uma loja para venda de produtos e demonstração de serviços, bem como seis pontos de ‘bluetooth', que servem de ponto de encontro ou de informação.
Nos planos da operadora está o lançamento de duas campanhas publicitárias - uma para dar a conhecer o Vodafone Hotel com a assinatura "Adormece com o Rock in Rio Lisboa", e outra para a Corrida de Sofás. Será também desenvolvida uma campanha específica associada a equipamentos vocacionados para a música e comercializados em exclusivo pela Vodafone, bem como uma campanha em ‘mupies' nas estações de Metro a assinalar a estação da Bela Vista, que estará decorada com materiais da marca.
Outra das novidades é o serviço de ‘mobile ticketing', que permite comprar e receber os bilhetes no telemóvel, e garante o acesso ao recinto por uma entrada exclusiva.
in Diário Económico
Thursday, March 25, 2010
Transferência do Instituto Português de Oncologia para Chelas está suspensa
In Público (25/3/2010)
Por Ana Henriques
«Razões financeiras ditam permanência da unidade de saúde junto à Praça de Espanha. Quanto ao último troço do túnel do Marquês, falta mais de um ano
Red Bull sem apoio
A anunciada transferência do Instituto Português de Oncologia para o Parque da Bela Vista, em Chelas, está suspensa por questões financeiras, foi ontem anunciado na Câmara de Lisboa. O Ministério da Saúde não confirma. "Não há nenhuma decisão sobre a matéria", assegura a porta-voz deste organismo, Cláudia Borges.
Foi na resposta a uma pergunta do vereador comunista Ruben de Carvalho, durante a reunião de câmara, que o presidente da autarquia, António Costa, deu a novidade. "Perguntei se a realização do Rock in Rio no Parque da Bela Vista até 2014 não iria entrar em conflito com a transferência para ali de instalações hospitalares. Respondeu que o projecto estava suspenso, aparentemente por causa do Programa de Estabilidade e Crescimento", contou o autarca do PCP. O vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, confirma: "Reservámos terreno para o IPO, mas já percebemos que não o vamos ter ali pelo menos nos próximos quatro anos."
A alternativa passará por ampliar e remodelar as instalações de sempre do IPO, junto à Praça de Espanha. Ao final do dia, António Costa emitiu um comunicado segundo o qual "o Governo não comunicou oficialmente à câmara" a suspensão da transferência. "Na sequência de contactos informais com o Ministério da Saúde sobre aquela matéria, o presidente da câmara constatou que se afigura a hipótese de a transferência poder não ocorrer, e que o IPO poderá resolver o seu problema de instalações mantendo-se na sua actual localização, em Palhavã. Contudo, nada passou disso mesmo, hipóteses", refere o mesmo comunicado, acrescentando que "a referência ao PEC evocada [sic] pelo vereador Ruben de Carvalho foi um exercício de ironia".
Tal como no caso do IPO, adiada está também a abertura do último troço do túnel do Marquês, que desemboca na Av. António Augusto de Aguiar. "Falta seguramente mais de um ano para termos a obra concluída", informou também ontem António Costa. Depois de uma série de conflitos, a autarquia e o empreiteiro chegaram a um acordo em que a câmara se compromete a pagar 18,1 milhões de euros relativos aos trabalhos já feitos, mais 356 mil euros pela conclusão da obra. É agora preciso esperar que o tribunal homologue este contrato, para que a empreitada, cujo prazo estimado é de dez meses, possa recomeçar.
Igualmente adiada foi a aprovação de um projecto imobiliário do Grupo Espírito Santo num quarteirão entre a Rua Rosa Araújo e a Avenida da Liberdade, depois de os vereadores do PSD terem alegado que a câmara se preparava para perdoar "milhões de euros" ao promotor do edifício de comércio e serviços, por não lhe estar a exigir as compensações devidas por lei. "Admira-nos muito a incapacidade e falta de conhecimento dos vereadores que têm funções executivas na autarquia", observou o social-democrata Vítor Gonçalves sobre o facto de a decisão que ia prejudicar o município ter estado por um triz.»
...
A não ida do IPO para a Bela Vista é o melhor seguro para que o Rock in Rio não saia de lá tão cedo, mas entre o IPO ou o RinR prefiro o RinR por respeito para com os doentes do IPO: a zona onde querem implantar o IPO é inóspita, de difícil acesso, sem serviços de restauração e afins dignos desse nome e perigosa. Triste sina a do Parque da Bela Vista.
Por Ana Henriques
«Razões financeiras ditam permanência da unidade de saúde junto à Praça de Espanha. Quanto ao último troço do túnel do Marquês, falta mais de um ano
Red Bull sem apoio
A anunciada transferência do Instituto Português de Oncologia para o Parque da Bela Vista, em Chelas, está suspensa por questões financeiras, foi ontem anunciado na Câmara de Lisboa. O Ministério da Saúde não confirma. "Não há nenhuma decisão sobre a matéria", assegura a porta-voz deste organismo, Cláudia Borges.
Foi na resposta a uma pergunta do vereador comunista Ruben de Carvalho, durante a reunião de câmara, que o presidente da autarquia, António Costa, deu a novidade. "Perguntei se a realização do Rock in Rio no Parque da Bela Vista até 2014 não iria entrar em conflito com a transferência para ali de instalações hospitalares. Respondeu que o projecto estava suspenso, aparentemente por causa do Programa de Estabilidade e Crescimento", contou o autarca do PCP. O vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, confirma: "Reservámos terreno para o IPO, mas já percebemos que não o vamos ter ali pelo menos nos próximos quatro anos."
A alternativa passará por ampliar e remodelar as instalações de sempre do IPO, junto à Praça de Espanha. Ao final do dia, António Costa emitiu um comunicado segundo o qual "o Governo não comunicou oficialmente à câmara" a suspensão da transferência. "Na sequência de contactos informais com o Ministério da Saúde sobre aquela matéria, o presidente da câmara constatou que se afigura a hipótese de a transferência poder não ocorrer, e que o IPO poderá resolver o seu problema de instalações mantendo-se na sua actual localização, em Palhavã. Contudo, nada passou disso mesmo, hipóteses", refere o mesmo comunicado, acrescentando que "a referência ao PEC evocada [sic] pelo vereador Ruben de Carvalho foi um exercício de ironia".
Tal como no caso do IPO, adiada está também a abertura do último troço do túnel do Marquês, que desemboca na Av. António Augusto de Aguiar. "Falta seguramente mais de um ano para termos a obra concluída", informou também ontem António Costa. Depois de uma série de conflitos, a autarquia e o empreiteiro chegaram a um acordo em que a câmara se compromete a pagar 18,1 milhões de euros relativos aos trabalhos já feitos, mais 356 mil euros pela conclusão da obra. É agora preciso esperar que o tribunal homologue este contrato, para que a empreitada, cujo prazo estimado é de dez meses, possa recomeçar.
Igualmente adiada foi a aprovação de um projecto imobiliário do Grupo Espírito Santo num quarteirão entre a Rua Rosa Araújo e a Avenida da Liberdade, depois de os vereadores do PSD terem alegado que a câmara se preparava para perdoar "milhões de euros" ao promotor do edifício de comércio e serviços, por não lhe estar a exigir as compensações devidas por lei. "Admira-nos muito a incapacidade e falta de conhecimento dos vereadores que têm funções executivas na autarquia", observou o social-democrata Vítor Gonçalves sobre o facto de a decisão que ia prejudicar o município ter estado por um triz.»
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A não ida do IPO para a Bela Vista é o melhor seguro para que o Rock in Rio não saia de lá tão cedo, mas entre o IPO ou o RinR prefiro o RinR por respeito para com os doentes do IPO: a zona onde querem implantar o IPO é inóspita, de difícil acesso, sem serviços de restauração e afins dignos desse nome e perigosa. Triste sina a do Parque da Bela Vista.
Tuesday, March 9, 2010
Câmara analisa ponte prevista no acordo para o Rock in Rio
In Público (9/3/2010)
«A Câmara de Lisboa analisa amanhã a construção de uma passagem ciclopedonal para ligar o Parque da Bela Vista à zona das Olaias, parte da qual financiada com as contrapartidas do festival Rock in Rio.
De acordo com a proposta dos vereadores Nunes da Silva e Sá Fernandes, o preço-base do contrato ascende a 1.389.760 euros (mais IVA), dos quais 800 mil a financiar através das contrapartidas do Rock in Rio. A ponte não deverá começar a ser construída antes do final da edição deste ano do Rock in Rio, que decorre durante os dias 28 de Maio e 6 de Junho. O prazo máximo de construção da ponte é de sete meses, desde a data de adjudicação.
O protocolo que prevê as contrapartidas do festival foi assinado há dois anos e já previa que os 800 mil euros a pagar pelas edições de 2008 e 2010 fossem aplicados na construção desta ponte. Em contrapartida, a autarquia isentou a Better World, que organiza o festival, do pagamento de todas as licenças camarárias e das taxas de aluguer de equipamentos e materiais da câmara. Lusa»
...
A verdade é que depois de 2 protocolos escritos e um oral, nunca foi nada cumprido do que lá ficou acordado (vigilância, substituição da vedação, recuperação do edificado, etc.). Percebe-se a oportunidade da coisa numa altura em que a campanha de propaganda à volta da ideia mirabolante do RinR ser "amigo do ambiente" está a dar os seus frutos, como seria de esperar, diz bem desse mesmo sentido de oportunidade em prol de uma renovação de protocolo no exacto momento em que esta edição do RinR é/era/seria, até ver, a última.
«A Câmara de Lisboa analisa amanhã a construção de uma passagem ciclopedonal para ligar o Parque da Bela Vista à zona das Olaias, parte da qual financiada com as contrapartidas do festival Rock in Rio.
De acordo com a proposta dos vereadores Nunes da Silva e Sá Fernandes, o preço-base do contrato ascende a 1.389.760 euros (mais IVA), dos quais 800 mil a financiar através das contrapartidas do Rock in Rio. A ponte não deverá começar a ser construída antes do final da edição deste ano do Rock in Rio, que decorre durante os dias 28 de Maio e 6 de Junho. O prazo máximo de construção da ponte é de sete meses, desde a data de adjudicação.
O protocolo que prevê as contrapartidas do festival foi assinado há dois anos e já previa que os 800 mil euros a pagar pelas edições de 2008 e 2010 fossem aplicados na construção desta ponte. Em contrapartida, a autarquia isentou a Better World, que organiza o festival, do pagamento de todas as licenças camarárias e das taxas de aluguer de equipamentos e materiais da câmara. Lusa»
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A verdade é que depois de 2 protocolos escritos e um oral, nunca foi nada cumprido do que lá ficou acordado (vigilância, substituição da vedação, recuperação do edificado, etc.). Percebe-se a oportunidade da coisa numa altura em que a campanha de propaganda à volta da ideia mirabolante do RinR ser "amigo do ambiente" está a dar os seus frutos, como seria de esperar, diz bem desse mesmo sentido de oportunidade em prol de uma renovação de protocolo no exacto momento em que esta edição do RinR é/era/seria, até ver, a última.
Friday, February 12, 2010
Monday, January 11, 2010
Tuesday, June 3, 2008
A propósito da realização do Rock in Rio 2008 no Parque da Bela Vista
O Parque da Bela Vista, na Freguesia de Marvila, em Lisboa, resultado da reconversão de uma antiga quinta de cariz agrícola, foi aberto ao público em 1991, tendo em vista, segundo posição da própria Câmara Municipal de Lisboa, “a qualificação ambiental e paiagística desta área da cidade e o reequilíbrio da estrutura verde de Lisboa”.
Contudo, não foi esta a política seguida pela Câmara Municipal de Lisboa a partir de 2004, quando permitiu a realização do primeiro Rock-in-Rio. A partir daí sucederam-se os mega-espectáculos, numa sequência pré-defenida, sem consulta à população, o que seria democraticamente aconselhável, tudo acontecendo como se de um destino inexorável se tratasse.
Foi assim com os Rock-in-Rio 2004 e 2006, Creamfields 2007 e será agora com o Rock-in-Rio 2008, que deverá acontecer nos próximos dias 30 e 31 de Maio e 6,7 e 8 de Junho.
Tais espectáculos de “massas”, com um impacto brutal sobre ambientes naturais sensíveis não devem realizar-se em espaços verdes, mas sim em Parques temáticos criados de raíz para o efeito. É o que está a acontecer na nossa vizinha Espanha, país que tanto gostamos de usar como termo de comparação, onde, em Arganda del Rey, perto de Madrid, está a nascer a cidade do rock, para albergar o ”Rock in Rio-Madrid” 2008 e outros eventos musicais que, por certo, se lhe seguirão.
Acresce que da realização de tais espectáculos não advém nenhuma vantagem para a cidade, uma vez que a Câmara Municipal de Lisboa isenta os promotores do pagamento das taxas municipais devidas à obtenção das licenças indispensáveis e não têm sido cumpridas as contrapartidas a que estão obrigados pela assinatura dos protocolos com a Câmara Municipal de Lisboa.
É bom realçar que a promessa de um novo gradeamento, permeável à vista, para maior segurança de todos quantos usufruem do parque, nunca foi concretizada desde essa primeira edição. Apesar de representar uma parcela quase insignificante das taxas municipais, se estas tivessem sido cobradas.
Também a população da zona de Marvila, sujeita a um ruído intolerável durante a duração dos Festivais, que lhe impossibilita o descanso a que tem direito e se vê impedida do usufruto integral do Parque, nada lucra com tais eventos.
Conscientes dos factos apontados, e procurando em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa a salvaguarda do Parque da Bela Vista, como zona verde, dada a sua relevante importância para a população da cidade, foi criado, em Março de 2007, o denominado Observatório do Parque da Bela Vista, movimento cívico que engloba Associações ambientalistas e cidadãos em nome individual, que tem acompanhado atenta e activamente tudo o que ao referido Parque diz respeito.
Contudo, a colaboração entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Observatório do Parque da Bela Vista que havia sido estreitada, com proveito para a cidade de Lisboa, quando em 2007, por altura da realização do Creamfields, foi nomeado um seu representante que, integrado na Comissão de Acompanhamento assistiu à montagem e desmontagem do Evento e elaborou um relatório, torna-se agora mais difícil dada a posição assumida pelo actual vereador do Ambiente e Espaços Verdes, que se recusa a reconhecer a nossa existência e portanto em dialogar cnnosco.
É com grande pena que registamos a atitude prepotente e agressiva do titular da actual vereaçâo, demonstrando um recuo muito preocupante no que respeita às relações entre o poder político e os cidadãos que o elegeram, tanto mais partindo de quem já foi um paladino da cidadania.
Não baixaremos, contudo, os braços, na nossa luta por uma Lisboa melhor para os lisboetas. Sabemos que os detentores dos cargos políticos têm uma vida efémera como tal. O Observatório da Bela Vista continuará.
João Pinto Soares
Contudo, não foi esta a política seguida pela Câmara Municipal de Lisboa a partir de 2004, quando permitiu a realização do primeiro Rock-in-Rio. A partir daí sucederam-se os mega-espectáculos, numa sequência pré-defenida, sem consulta à população, o que seria democraticamente aconselhável, tudo acontecendo como se de um destino inexorável se tratasse.
Foi assim com os Rock-in-Rio 2004 e 2006, Creamfields 2007 e será agora com o Rock-in-Rio 2008, que deverá acontecer nos próximos dias 30 e 31 de Maio e 6,7 e 8 de Junho.
Tais espectáculos de “massas”, com um impacto brutal sobre ambientes naturais sensíveis não devem realizar-se em espaços verdes, mas sim em Parques temáticos criados de raíz para o efeito. É o que está a acontecer na nossa vizinha Espanha, país que tanto gostamos de usar como termo de comparação, onde, em Arganda del Rey, perto de Madrid, está a nascer a cidade do rock, para albergar o ”Rock in Rio-Madrid” 2008 e outros eventos musicais que, por certo, se lhe seguirão.
Acresce que da realização de tais espectáculos não advém nenhuma vantagem para a cidade, uma vez que a Câmara Municipal de Lisboa isenta os promotores do pagamento das taxas municipais devidas à obtenção das licenças indispensáveis e não têm sido cumpridas as contrapartidas a que estão obrigados pela assinatura dos protocolos com a Câmara Municipal de Lisboa.
É bom realçar que a promessa de um novo gradeamento, permeável à vista, para maior segurança de todos quantos usufruem do parque, nunca foi concretizada desde essa primeira edição. Apesar de representar uma parcela quase insignificante das taxas municipais, se estas tivessem sido cobradas.
Também a população da zona de Marvila, sujeita a um ruído intolerável durante a duração dos Festivais, que lhe impossibilita o descanso a que tem direito e se vê impedida do usufruto integral do Parque, nada lucra com tais eventos.
Conscientes dos factos apontados, e procurando em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa a salvaguarda do Parque da Bela Vista, como zona verde, dada a sua relevante importância para a população da cidade, foi criado, em Março de 2007, o denominado Observatório do Parque da Bela Vista, movimento cívico que engloba Associações ambientalistas e cidadãos em nome individual, que tem acompanhado atenta e activamente tudo o que ao referido Parque diz respeito.
Contudo, a colaboração entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Observatório do Parque da Bela Vista que havia sido estreitada, com proveito para a cidade de Lisboa, quando em 2007, por altura da realização do Creamfields, foi nomeado um seu representante que, integrado na Comissão de Acompanhamento assistiu à montagem e desmontagem do Evento e elaborou um relatório, torna-se agora mais difícil dada a posição assumida pelo actual vereador do Ambiente e Espaços Verdes, que se recusa a reconhecer a nossa existência e portanto em dialogar cnnosco.
É com grande pena que registamos a atitude prepotente e agressiva do titular da actual vereaçâo, demonstrando um recuo muito preocupante no que respeita às relações entre o poder político e os cidadãos que o elegeram, tanto mais partindo de quem já foi um paladino da cidadania.
Não baixaremos, contudo, os braços, na nossa luta por uma Lisboa melhor para os lisboetas. Sabemos que os detentores dos cargos políticos têm uma vida efémera como tal. O Observatório da Bela Vista continuará.
João Pinto Soares
Uma só noite de Rock in Rio produz 14 toneladas de lixo
In Diário de Notícias (3/6/2008)
LICÍNIO LIMA
«Dia nasce no parque como se nada tivesse acontecido
"Isto, hoje, é uma brincadeira", diz- -nos Jorge Almeida, o responsável operacional da Câmara Municipal de Lisboa (CML) pela limpeza do parque da Bela Vista, onde decorre o Rock in Rio. Eram quase duas da manhã e o concerto Rod Stewart, no domingo, tinha terminado há pouco mais de uma hora. Todo o espaço em volta do Palco do Mundo, a tribuna principal, encontrava-se coberto de lixo. Mas, nem metade era comparado com o final do concerto de Amy Winhouse, na sexta-feira, em que foram recolhidas mais de 14 toneladas, observa o técnico municipal. (...)»
LICÍNIO LIMA
«Dia nasce no parque como se nada tivesse acontecido
"Isto, hoje, é uma brincadeira", diz- -nos Jorge Almeida, o responsável operacional da Câmara Municipal de Lisboa (CML) pela limpeza do parque da Bela Vista, onde decorre o Rock in Rio. Eram quase duas da manhã e o concerto Rod Stewart, no domingo, tinha terminado há pouco mais de uma hora. Todo o espaço em volta do Palco do Mundo, a tribuna principal, encontrava-se coberto de lixo. Mas, nem metade era comparado com o final do concerto de Amy Winhouse, na sexta-feira, em que foram recolhidas mais de 14 toneladas, observa o técnico municipal. (...)»
Monday, June 2, 2008
Câmaras de Lisboa e de Loures avaliam novo espaço para receber a cidade do RockInRio
Público (1/6/2008)
Vítor Belanciano e Catarina Prelhaz
«Com a anunciada construção de uma unidade hospitalar na Bela Vista em 2012, a organização do festival já pensa em mudança. Parque das Nações é solução em cima da mesa
O festival Rock in Rio no Parque da Bela Vista tem os dias contados. Em causa está a instalação do Hospital de Todos-os-Santos nas imediações do recinto em 2012, processo que vai inviabilizar a construção da cidade do rock naquele local.
Embora já tenha garantido a edição de 2010, Lisboa poderá mesmo perder o festival de música para o município vizinho de Loures. O anúncio foi feito anteontem pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, durante uma visita à terceira edição do Rock in Rio.
Confrontada com as afirmações de António Costa, a autarquia de Loures já confirmou que foram estabelecidos contactos entre autarcas para a organização do Rock in Rio, mas negou que tenha sido tomada qualquer decisão. Em cima da mesa está um terreno do Parque das Nações onde se realiza um outro festival de música, o Super Bock Super Rock.
"Já houve contactos ao nível dos vereadores, mas não está nada decidido", sublinhou fonte da Câmara de Loures. Por seu lado, o PCP de Lisboa também apresentou ao executivo uma proposta para que a autarquia venha a negociar a transferência da Feira Popular para o mesmo espaço junto ao Trancão.
O promotor do Rock in Rio, Roberto Medina, reiterou a intenção de construir de raiz um equipamento para o festival, mas admitiu que só pensará em mudanças depois de 6 de Junho, o último dia do evento. "Conheço bem Lisboa, mas ainda não pensei muito nisso. Há Monsanto, há a zona da Expo, várias hipóteses onde colocar essa infra-estrutura", sublinhou, citado pela agência Lusa.
Rock em toada lenta
Misto de parque temático, escaparate para marcas e entretenimento para toda a família, o Rock In Rio apostou este ano também na ecologia, assumindo a responsabilidade de compensar - ou reduzir - as emissões de CO2, através de medidas ambientais.
Mas o primeiro dia do festival acabaria por ficar marcado pela lotação esgotada no recinto. Um aglomerado de pessoas de tal forma numeroso, que as filas foram uma constante no final da tarde e, em especial, à noite. No recinto propriamente dito, apesar da generosa oferta de restauração, só quem se predispunha a passar um tempo considerável nas filas enormes é que conseguia petiscar. Também o acesso aos equipamentos de entretenimento não era fácil, principalmente para quem quisesse tentar a roda ou a pista de neve. Mas, apesar da demora, tudo decorreu sem incidentes.
Com tal multidão, também não foi fácil chegar ao Parque da Bela Vista. Quem optou pelo metro teve que lidar com alguns contratempos ao final da tarde. Na estação da Bela Vista, apesar dos protestos para que fossem abertas as portas laterais, a saída decorria um a um, com grande lentidão. Já depois do concerto de Lenny Kravitz ter encerrado as actuações do palco principal, e quando a maior parte do público abandonou o recinto, também se registaram grande enchentes nos transportes, com inevitáveis demoras. Com L.F.S.
A Brigada de Trânsito da GNR deteve 24 condutores nas principais vias de acesso a Lisboa durante a madrugada de ontem, sobretudo devido ao excesso de álcool (21). Dos 663 condutores testados entre as 3h e as 7h00, 77 apresentaram níveis de alcoolemia acima do permitido, números que a GNR não estranha. "São valores semelhantes aos de operações de rotina", admitiu o oficial de dia da BT, tenente Barreto. A operação Stop abrangeu o IC19, Auto-estrada Lisboa Cascais (A5), Auto-estrada do Norte (A1), Ponte Vasco da Gama e IC2. C.P. »
A questão é: qual dos dois estraga mais o parque, o RinR ou o IPO?
Vítor Belanciano e Catarina Prelhaz
«Com a anunciada construção de uma unidade hospitalar na Bela Vista em 2012, a organização do festival já pensa em mudança. Parque das Nações é solução em cima da mesa
O festival Rock in Rio no Parque da Bela Vista tem os dias contados. Em causa está a instalação do Hospital de Todos-os-Santos nas imediações do recinto em 2012, processo que vai inviabilizar a construção da cidade do rock naquele local.
Embora já tenha garantido a edição de 2010, Lisboa poderá mesmo perder o festival de música para o município vizinho de Loures. O anúncio foi feito anteontem pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, durante uma visita à terceira edição do Rock in Rio.
Confrontada com as afirmações de António Costa, a autarquia de Loures já confirmou que foram estabelecidos contactos entre autarcas para a organização do Rock in Rio, mas negou que tenha sido tomada qualquer decisão. Em cima da mesa está um terreno do Parque das Nações onde se realiza um outro festival de música, o Super Bock Super Rock.
"Já houve contactos ao nível dos vereadores, mas não está nada decidido", sublinhou fonte da Câmara de Loures. Por seu lado, o PCP de Lisboa também apresentou ao executivo uma proposta para que a autarquia venha a negociar a transferência da Feira Popular para o mesmo espaço junto ao Trancão.
O promotor do Rock in Rio, Roberto Medina, reiterou a intenção de construir de raiz um equipamento para o festival, mas admitiu que só pensará em mudanças depois de 6 de Junho, o último dia do evento. "Conheço bem Lisboa, mas ainda não pensei muito nisso. Há Monsanto, há a zona da Expo, várias hipóteses onde colocar essa infra-estrutura", sublinhou, citado pela agência Lusa.
Rock em toada lenta
Misto de parque temático, escaparate para marcas e entretenimento para toda a família, o Rock In Rio apostou este ano também na ecologia, assumindo a responsabilidade de compensar - ou reduzir - as emissões de CO2, através de medidas ambientais.
Mas o primeiro dia do festival acabaria por ficar marcado pela lotação esgotada no recinto. Um aglomerado de pessoas de tal forma numeroso, que as filas foram uma constante no final da tarde e, em especial, à noite. No recinto propriamente dito, apesar da generosa oferta de restauração, só quem se predispunha a passar um tempo considerável nas filas enormes é que conseguia petiscar. Também o acesso aos equipamentos de entretenimento não era fácil, principalmente para quem quisesse tentar a roda ou a pista de neve. Mas, apesar da demora, tudo decorreu sem incidentes.
Com tal multidão, também não foi fácil chegar ao Parque da Bela Vista. Quem optou pelo metro teve que lidar com alguns contratempos ao final da tarde. Na estação da Bela Vista, apesar dos protestos para que fossem abertas as portas laterais, a saída decorria um a um, com grande lentidão. Já depois do concerto de Lenny Kravitz ter encerrado as actuações do palco principal, e quando a maior parte do público abandonou o recinto, também se registaram grande enchentes nos transportes, com inevitáveis demoras. Com L.F.S.
A Brigada de Trânsito da GNR deteve 24 condutores nas principais vias de acesso a Lisboa durante a madrugada de ontem, sobretudo devido ao excesso de álcool (21). Dos 663 condutores testados entre as 3h e as 7h00, 77 apresentaram níveis de alcoolemia acima do permitido, números que a GNR não estranha. "São valores semelhantes aos de operações de rotina", admitiu o oficial de dia da BT, tenente Barreto. A operação Stop abrangeu o IC19, Auto-estrada Lisboa Cascais (A5), Auto-estrada do Norte (A1), Ponte Vasco da Gama e IC2. C.P. »
A questão é: qual dos dois estraga mais o parque, o RinR ou o IPO?
Monday, May 19, 2008
Escolas vão herdar painéis fotovoltaicos que darão energia ao Rock in Rio
In Público (17/5/2008)
Maria Antónia Zacarias
«Vinte escolas portuguesas serão contempladas com o equipamento que será usado no Rock in Rio
A primeira empresa portuguesa a produzir painéis fotovoltaicos, que geram energia a partir da luz solar, é alentejana e vai ser a fornecedora do elemento cenográfico do Palco Mundo do festival musical Roch in Rio. A informação foi avançada pela empresa Lobo Solar, segundo a qual os painéis já estão disponíveis e, após o espectáculo, aqueles mesmos elementos vão para um outro evento musical em Madrid, devendo ser doados posteriormente a 20 escolas portuguesas.
"Uma escola de cada distrito vai receber um painel fotovoltaico", afirmou Rui Lobo, um dos proprietários da empresa, sublinhando que a iniciativa se integra no projecto Escola Solar. No caso concreto do distrito de Évora, o estabelecimento de ensino escolhido foi a Escola Secundária de Montemor-o-Novo, embora ainda não haja data prevista para a instalação da estrutura.
Para além disso, todas as verbas geradas pela venda de energia desses painéis, que foram doados pela organização do festival e por esta empresa, vão ser entregues a instituições de solidariedade social. "Do ponto de vista social, entendemos que é uma acção responsável, visto que é a nossa quota-parte de dever para com o ambiente, e do ponto de vista de promoção da tecnologia também nos é favorável", sublinhou. Segundo as contas feitas pela organização do festival, em Lisboa é esperado um milhão de pessoas e 1,2 milhões em Madrid, para além de 100 milhões de telespectadores.
A empresa exportou no ano passado para 18 nações, produzindo em média 200 mil unidades/ano, o que corresponde a 40 a 45 Mw de energia, a Lobo Solar está igualmente voltada para Portugal. "O mercado português está a despontar", explicou Rui Lobo, salvaguardando que entretanto "há que consagrar esforços nos países onde o mercado já existe, nomeadamente na Alemanha, Estados Unidos e Espanha, que significam 70 por cento da nossa produção, seguindo-se a Itália, Grécia, Suécia e Holanda". A Lobo Solar também já "contribuiu com os seus painéis para alguns países de África e da América Latina".»
Maria Antónia Zacarias
«Vinte escolas portuguesas serão contempladas com o equipamento que será usado no Rock in Rio
A primeira empresa portuguesa a produzir painéis fotovoltaicos, que geram energia a partir da luz solar, é alentejana e vai ser a fornecedora do elemento cenográfico do Palco Mundo do festival musical Roch in Rio. A informação foi avançada pela empresa Lobo Solar, segundo a qual os painéis já estão disponíveis e, após o espectáculo, aqueles mesmos elementos vão para um outro evento musical em Madrid, devendo ser doados posteriormente a 20 escolas portuguesas.
"Uma escola de cada distrito vai receber um painel fotovoltaico", afirmou Rui Lobo, um dos proprietários da empresa, sublinhando que a iniciativa se integra no projecto Escola Solar. No caso concreto do distrito de Évora, o estabelecimento de ensino escolhido foi a Escola Secundária de Montemor-o-Novo, embora ainda não haja data prevista para a instalação da estrutura.
Para além disso, todas as verbas geradas pela venda de energia desses painéis, que foram doados pela organização do festival e por esta empresa, vão ser entregues a instituições de solidariedade social. "Do ponto de vista social, entendemos que é uma acção responsável, visto que é a nossa quota-parte de dever para com o ambiente, e do ponto de vista de promoção da tecnologia também nos é favorável", sublinhou. Segundo as contas feitas pela organização do festival, em Lisboa é esperado um milhão de pessoas e 1,2 milhões em Madrid, para além de 100 milhões de telespectadores.
A empresa exportou no ano passado para 18 nações, produzindo em média 200 mil unidades/ano, o que corresponde a 40 a 45 Mw de energia, a Lobo Solar está igualmente voltada para Portugal. "O mercado português está a despontar", explicou Rui Lobo, salvaguardando que entretanto "há que consagrar esforços nos países onde o mercado já existe, nomeadamente na Alemanha, Estados Unidos e Espanha, que significam 70 por cento da nossa produção, seguindo-se a Itália, Grécia, Suécia e Holanda". A Lobo Solar também já "contribuiu com os seus painéis para alguns países de África e da América Latina".»
Monday, April 21, 2008
Protocolo com Rock in Rio foi assinado na 6ª F pela CML

Comunicado de Imprensa de JSF:
«Parque da Bela Vista será finalmente ligado à cidade
A Câmara Municipal de Lisboa assinou hoje, com a organização do Festival Rock in Rio, o protocolo relativo à próxima edição do evento, em Maio e Junho deste ano, que terá lugar no Parque da Bela Vista.
O acordo alcançado pela autarquia, que contou com o importante contributo do Vereador do Ambiente e Espaços Verdes, José Sá Fernandes, assegura, pela primeira vez, de entre as várias edições deste festival decorridas em Lisboa, um conjunto de contrapartidas financeiras que a organização do festival está obrigada a cumprir.
É de realçar a inversão de uma prática política por parte da CML, que consistiu até agora na simples oferta de terrenos e serviços, sem ser exigida à organização do festival, nenhum tipo de benefício para a cidade, além de se permitir a realização do evento.
Lisboa deixará, nesta edição de ser apenas "palco" deste festival, que tem vindo a acolher, passando a cidade a obter benefícios concretos e permanentes por ter sido permitida a realização deste evento.
Ao abrigo do acordo alcançado será possível a construção de uma ponte pedonal e ciclável, que irá unir a Bela Vista ao resto da cidade, sendo desta forma devolvida à utilização de todos, através desta estrutura permanente, um espaço de lazer único, que até agora se mantém isolado da própria cidade. (Ver foto em anexo)
Estão também asseguradas todas as intervenções em matéria de recuperação do Parque da Bela Vista, após a realização do festival, deixando de ser a CML a arcar com todas as responsabilidades financeiras nesta matéria, tal como até aqui sucedeu.
O Vereador José Sá Fernandes não pode deixar de se congratular com o protocolo hoje assinado, pelos benefícios que este trará a esta zona da cidade e a quem dela irá usufruir, e deseja sinceramente que este evento corra bem.
O Gabinete do Vereador José Sá Fernandes
18 de Abril de 2008»
Esta ponte não compensa o Parque pelo sucessivo incumprimento pelo organizador das cláusulas do protocolo da anterior edição e do acordo verbal da primeira edição, i.e., recuperação do coberto vegetal hoje alcatroado; substituição da horrenda vedação em volta de toda a zona central do Parque da Bela Vista; vigilância; jardineiros a tempo inteiro; etc.
Mas muito menos compensará o Parque pela chegada do complexo hospitalar de Todos-os-Santos, e do IPO que, pelo que já se percebeu, irão esventrar completamente o Parque. Daí a dúvida: será que o Vale de Chelas vai ser um repositório de pontes, dadas as elevadíssimas 'compensações' a ter em conta?
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