In Público (25/3/2010)
Por Ana Henriques
«Razões financeiras ditam permanência da unidade de saúde junto à Praça de Espanha. Quanto ao último troço do túnel do Marquês, falta mais de um ano
Red Bull sem apoio
A anunciada transferência do Instituto Português de Oncologia para o Parque da Bela Vista, em Chelas, está suspensa por questões financeiras, foi ontem anunciado na Câmara de Lisboa. O Ministério da Saúde não confirma. "Não há nenhuma decisão sobre a matéria", assegura a porta-voz deste organismo, Cláudia Borges.
Foi na resposta a uma pergunta do vereador comunista Ruben de Carvalho, durante a reunião de câmara, que o presidente da autarquia, António Costa, deu a novidade. "Perguntei se a realização do Rock in Rio no Parque da Bela Vista até 2014 não iria entrar em conflito com a transferência para ali de instalações hospitalares. Respondeu que o projecto estava suspenso, aparentemente por causa do Programa de Estabilidade e Crescimento", contou o autarca do PCP. O vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, confirma: "Reservámos terreno para o IPO, mas já percebemos que não o vamos ter ali pelo menos nos próximos quatro anos."
A alternativa passará por ampliar e remodelar as instalações de sempre do IPO, junto à Praça de Espanha. Ao final do dia, António Costa emitiu um comunicado segundo o qual "o Governo não comunicou oficialmente à câmara" a suspensão da transferência. "Na sequência de contactos informais com o Ministério da Saúde sobre aquela matéria, o presidente da câmara constatou que se afigura a hipótese de a transferência poder não ocorrer, e que o IPO poderá resolver o seu problema de instalações mantendo-se na sua actual localização, em Palhavã. Contudo, nada passou disso mesmo, hipóteses", refere o mesmo comunicado, acrescentando que "a referência ao PEC evocada [sic] pelo vereador Ruben de Carvalho foi um exercício de ironia".
Tal como no caso do IPO, adiada está também a abertura do último troço do túnel do Marquês, que desemboca na Av. António Augusto de Aguiar. "Falta seguramente mais de um ano para termos a obra concluída", informou também ontem António Costa. Depois de uma série de conflitos, a autarquia e o empreiteiro chegaram a um acordo em que a câmara se compromete a pagar 18,1 milhões de euros relativos aos trabalhos já feitos, mais 356 mil euros pela conclusão da obra. É agora preciso esperar que o tribunal homologue este contrato, para que a empreitada, cujo prazo estimado é de dez meses, possa recomeçar.
Igualmente adiada foi a aprovação de um projecto imobiliário do Grupo Espírito Santo num quarteirão entre a Rua Rosa Araújo e a Avenida da Liberdade, depois de os vereadores do PSD terem alegado que a câmara se preparava para perdoar "milhões de euros" ao promotor do edifício de comércio e serviços, por não lhe estar a exigir as compensações devidas por lei. "Admira-nos muito a incapacidade e falta de conhecimento dos vereadores que têm funções executivas na autarquia", observou o social-democrata Vítor Gonçalves sobre o facto de a decisão que ia prejudicar o município ter estado por um triz.»
...
A não ida do IPO para a Bela Vista é o melhor seguro para que o Rock in Rio não saia de lá tão cedo, mas entre o IPO ou o RinR prefiro o RinR por respeito para com os doentes do IPO: a zona onde querem implantar o IPO é inóspita, de difícil acesso, sem serviços de restauração e afins dignos desse nome e perigosa. Triste sina a do Parque da Bela Vista.
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Thursday, March 25, 2010
Monday, June 2, 2008
Câmaras de Lisboa e de Loures avaliam novo espaço para receber a cidade do RockInRio
Público (1/6/2008)
Vítor Belanciano e Catarina Prelhaz
«Com a anunciada construção de uma unidade hospitalar na Bela Vista em 2012, a organização do festival já pensa em mudança. Parque das Nações é solução em cima da mesa
O festival Rock in Rio no Parque da Bela Vista tem os dias contados. Em causa está a instalação do Hospital de Todos-os-Santos nas imediações do recinto em 2012, processo que vai inviabilizar a construção da cidade do rock naquele local.
Embora já tenha garantido a edição de 2010, Lisboa poderá mesmo perder o festival de música para o município vizinho de Loures. O anúncio foi feito anteontem pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, durante uma visita à terceira edição do Rock in Rio.
Confrontada com as afirmações de António Costa, a autarquia de Loures já confirmou que foram estabelecidos contactos entre autarcas para a organização do Rock in Rio, mas negou que tenha sido tomada qualquer decisão. Em cima da mesa está um terreno do Parque das Nações onde se realiza um outro festival de música, o Super Bock Super Rock.
"Já houve contactos ao nível dos vereadores, mas não está nada decidido", sublinhou fonte da Câmara de Loures. Por seu lado, o PCP de Lisboa também apresentou ao executivo uma proposta para que a autarquia venha a negociar a transferência da Feira Popular para o mesmo espaço junto ao Trancão.
O promotor do Rock in Rio, Roberto Medina, reiterou a intenção de construir de raiz um equipamento para o festival, mas admitiu que só pensará em mudanças depois de 6 de Junho, o último dia do evento. "Conheço bem Lisboa, mas ainda não pensei muito nisso. Há Monsanto, há a zona da Expo, várias hipóteses onde colocar essa infra-estrutura", sublinhou, citado pela agência Lusa.
Rock em toada lenta
Misto de parque temático, escaparate para marcas e entretenimento para toda a família, o Rock In Rio apostou este ano também na ecologia, assumindo a responsabilidade de compensar - ou reduzir - as emissões de CO2, através de medidas ambientais.
Mas o primeiro dia do festival acabaria por ficar marcado pela lotação esgotada no recinto. Um aglomerado de pessoas de tal forma numeroso, que as filas foram uma constante no final da tarde e, em especial, à noite. No recinto propriamente dito, apesar da generosa oferta de restauração, só quem se predispunha a passar um tempo considerável nas filas enormes é que conseguia petiscar. Também o acesso aos equipamentos de entretenimento não era fácil, principalmente para quem quisesse tentar a roda ou a pista de neve. Mas, apesar da demora, tudo decorreu sem incidentes.
Com tal multidão, também não foi fácil chegar ao Parque da Bela Vista. Quem optou pelo metro teve que lidar com alguns contratempos ao final da tarde. Na estação da Bela Vista, apesar dos protestos para que fossem abertas as portas laterais, a saída decorria um a um, com grande lentidão. Já depois do concerto de Lenny Kravitz ter encerrado as actuações do palco principal, e quando a maior parte do público abandonou o recinto, também se registaram grande enchentes nos transportes, com inevitáveis demoras. Com L.F.S.
A Brigada de Trânsito da GNR deteve 24 condutores nas principais vias de acesso a Lisboa durante a madrugada de ontem, sobretudo devido ao excesso de álcool (21). Dos 663 condutores testados entre as 3h e as 7h00, 77 apresentaram níveis de alcoolemia acima do permitido, números que a GNR não estranha. "São valores semelhantes aos de operações de rotina", admitiu o oficial de dia da BT, tenente Barreto. A operação Stop abrangeu o IC19, Auto-estrada Lisboa Cascais (A5), Auto-estrada do Norte (A1), Ponte Vasco da Gama e IC2. C.P. »
A questão é: qual dos dois estraga mais o parque, o RinR ou o IPO?
Vítor Belanciano e Catarina Prelhaz
«Com a anunciada construção de uma unidade hospitalar na Bela Vista em 2012, a organização do festival já pensa em mudança. Parque das Nações é solução em cima da mesa
O festival Rock in Rio no Parque da Bela Vista tem os dias contados. Em causa está a instalação do Hospital de Todos-os-Santos nas imediações do recinto em 2012, processo que vai inviabilizar a construção da cidade do rock naquele local.
Embora já tenha garantido a edição de 2010, Lisboa poderá mesmo perder o festival de música para o município vizinho de Loures. O anúncio foi feito anteontem pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, durante uma visita à terceira edição do Rock in Rio.
Confrontada com as afirmações de António Costa, a autarquia de Loures já confirmou que foram estabelecidos contactos entre autarcas para a organização do Rock in Rio, mas negou que tenha sido tomada qualquer decisão. Em cima da mesa está um terreno do Parque das Nações onde se realiza um outro festival de música, o Super Bock Super Rock.
"Já houve contactos ao nível dos vereadores, mas não está nada decidido", sublinhou fonte da Câmara de Loures. Por seu lado, o PCP de Lisboa também apresentou ao executivo uma proposta para que a autarquia venha a negociar a transferência da Feira Popular para o mesmo espaço junto ao Trancão.
O promotor do Rock in Rio, Roberto Medina, reiterou a intenção de construir de raiz um equipamento para o festival, mas admitiu que só pensará em mudanças depois de 6 de Junho, o último dia do evento. "Conheço bem Lisboa, mas ainda não pensei muito nisso. Há Monsanto, há a zona da Expo, várias hipóteses onde colocar essa infra-estrutura", sublinhou, citado pela agência Lusa.
Rock em toada lenta
Misto de parque temático, escaparate para marcas e entretenimento para toda a família, o Rock In Rio apostou este ano também na ecologia, assumindo a responsabilidade de compensar - ou reduzir - as emissões de CO2, através de medidas ambientais.
Mas o primeiro dia do festival acabaria por ficar marcado pela lotação esgotada no recinto. Um aglomerado de pessoas de tal forma numeroso, que as filas foram uma constante no final da tarde e, em especial, à noite. No recinto propriamente dito, apesar da generosa oferta de restauração, só quem se predispunha a passar um tempo considerável nas filas enormes é que conseguia petiscar. Também o acesso aos equipamentos de entretenimento não era fácil, principalmente para quem quisesse tentar a roda ou a pista de neve. Mas, apesar da demora, tudo decorreu sem incidentes.
Com tal multidão, também não foi fácil chegar ao Parque da Bela Vista. Quem optou pelo metro teve que lidar com alguns contratempos ao final da tarde. Na estação da Bela Vista, apesar dos protestos para que fossem abertas as portas laterais, a saída decorria um a um, com grande lentidão. Já depois do concerto de Lenny Kravitz ter encerrado as actuações do palco principal, e quando a maior parte do público abandonou o recinto, também se registaram grande enchentes nos transportes, com inevitáveis demoras. Com L.F.S.
A Brigada de Trânsito da GNR deteve 24 condutores nas principais vias de acesso a Lisboa durante a madrugada de ontem, sobretudo devido ao excesso de álcool (21). Dos 663 condutores testados entre as 3h e as 7h00, 77 apresentaram níveis de alcoolemia acima do permitido, números que a GNR não estranha. "São valores semelhantes aos de operações de rotina", admitiu o oficial de dia da BT, tenente Barreto. A operação Stop abrangeu o IC19, Auto-estrada Lisboa Cascais (A5), Auto-estrada do Norte (A1), Ponte Vasco da Gama e IC2. C.P. »
A questão é: qual dos dois estraga mais o parque, o RinR ou o IPO?
Monday, November 5, 2007
Nota de imprensa:
No seguimento das notícias vindas recentemente a público sobre o Parque da Bela Vista, nomeadamente sobre o Rock-in-Rio e sobre o IPO, somos a comentar o seguinte:
1. Não deixa de ser estranha a "segurança" com que é anunciada a edição de 2008 do Rock-in-Rio, sabendo-se, como se sabe, que não existe qualquer protocolo ou acordo escrito sobre uma nova edição daquele festival.
Mais, desconhece-se completamente se a comissão de acompanhamento CML / Rock-in-Rio continua ou não activa, pelo que se desconhem as contrapartidas por essa eventual nova edição.
Assim, não só se está a anunciar algo que não tem suporte escrito, como se esquecem os compromissos assumidos aquando do protocolo das edições anteriores, que, recorde-se, continuam por cumprir: substituição da vedação, vigilância com 7 elementos, reposição do coberto vegetal da zona central, etc.
2. Até à data não foi esclarecido se foram os serviços florestais da CML a providenciarem as 3 hipóteses de localização do futuro IPO, pelo que continuamos à espera de um esclarecimento por parte da CML.
Sobre as 3 hipóteses aventadas na comunicação social, escolhemos claramente a 1ª, que implica a localização do hotel fora da zona do Parque da Bela Vista.
Ainda sobre esta hipótese, cumpre-nos declarar que não estando em causa mais do que um morro de canavial e um terreno de sequeiro, isso não significa que a área a ser ocupada pelo novo IPO não seja considerada como "verde" e, por isso, objecto de protecção pelo PDM.
Sobre a ocupação da Quinta do Pombeiro, cremos ser uma boa solução, a do Centro de I&D, desde que o projecto arquitectónico não altere significativamente a traça e o desenho do edifício e jardim, hoje ao abandono; e desde que a solução de cariz social que estava prevista para a quinta seja trasladada para a Quinta da Nossa Senhora da Paz, no Lumiar.
3. Até à data não se sabe qual o destino da compensação financeira (175 mil €) decorrente do acordo para a realização do festival Creamfields.
Paulo Ferrero, José Carlos Mendes, Diogo Moura e Carlos Brandão
1. Não deixa de ser estranha a "segurança" com que é anunciada a edição de 2008 do Rock-in-Rio, sabendo-se, como se sabe, que não existe qualquer protocolo ou acordo escrito sobre uma nova edição daquele festival.
Mais, desconhece-se completamente se a comissão de acompanhamento CML / Rock-in-Rio continua ou não activa, pelo que se desconhem as contrapartidas por essa eventual nova edição.
Assim, não só se está a anunciar algo que não tem suporte escrito, como se esquecem os compromissos assumidos aquando do protocolo das edições anteriores, que, recorde-se, continuam por cumprir: substituição da vedação, vigilância com 7 elementos, reposição do coberto vegetal da zona central, etc.
2. Até à data não foi esclarecido se foram os serviços florestais da CML a providenciarem as 3 hipóteses de localização do futuro IPO, pelo que continuamos à espera de um esclarecimento por parte da CML.
Sobre as 3 hipóteses aventadas na comunicação social, escolhemos claramente a 1ª, que implica a localização do hotel fora da zona do Parque da Bela Vista.
Ainda sobre esta hipótese, cumpre-nos declarar que não estando em causa mais do que um morro de canavial e um terreno de sequeiro, isso não significa que a área a ser ocupada pelo novo IPO não seja considerada como "verde" e, por isso, objecto de protecção pelo PDM.
Sobre a ocupação da Quinta do Pombeiro, cremos ser uma boa solução, a do Centro de I&D, desde que o projecto arquitectónico não altere significativamente a traça e o desenho do edifício e jardim, hoje ao abandono; e desde que a solução de cariz social que estava prevista para a quinta seja trasladada para a Quinta da Nossa Senhora da Paz, no Lumiar.
3. Até à data não se sabe qual o destino da compensação financeira (175 mil €) decorrente do acordo para a realização do festival Creamfields.
Paulo Ferrero, José Carlos Mendes, Diogo Moura e Carlos Brandão
Friday, November 2, 2007
Câmara à «beira de chegar acordo» sobre IPO no Parque da Bela Vista
In Sol Online (2/11/2007)
«O presidente da Câmara de Lisboa revelou à Lusa estar «à beira de chegar a um acordo» com o Ministério da Saúde para a instalação do Instituto Português de Oncologia (IPO) no Parque da Bela Vista
«Estamos à beira de chegar a acordo» disse à Lusa o presidente da Câmara, António Costa (PS).
O terreno oferecido pela Câmara de Lisboa ao Ministério da Saúde para a instalação do novo IPO situa-se em Marvila, na zona do Parque da Bela Vista, ocupando uma área de 12,5 hectares.
Prevê-se uma área de construção de 29 mil metros quadrados, dividida em quatro edifícios, um para módulo hospitalar, outro para investigação, um edifício residencial e uma unidade de apoio psicológico.
António Costa quis com esta proposta evitar a saída do IPO de Lisboa, depois de o Município de Oeiras ter disponibilizado terrenos para acolher aquela unidade de saúde.
A Câmara autorizou António Costa a negociar com o Ministério da Saúde através da aprovação de uma proposta na reunião do executivo de dia 26 de Setembro.
Na altura, o autarca explicou que os terrenos em Marvila vão ao encontro do projecto de um "campus hospitalar" pretendido pelo Ministério da Saúde e têm ainda a vantagem de estar perto do futuro Hospital de Todos-os-Santos.
"Permite a instalação nas franjas do Parque da Bela Vista Sul sem interromper a ligação com o Parque da Bela Vista Norte", referiu.
A zona inclui a Quinta do Pombeiro, que a Câmara se havia comprometido a ceder para um centro de acolhimento temporário de crianças, que poderá agora vir a ser instalado noutra propriedade da autarquia, a Quinta da Paz.
O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), destacou na altura os «melhores acessos» oferecidos pela localização em Marvila em comparação com os terrenos disponibilizados pela Câmara de Oeiras.
Para «ganhar área verde», compensando os espaços verdes ocupados no Parque da Bela Vista Sul, a autarquia quer «reformular um loteamento municipal no Vale Vistoso» que ocupa cinco hectares.
A ideia é igualmente fazer uma «ligação pedonal e de ciclovia por cima da linha do caminho-de-ferro para ligar a Belavista à zona das Olaias e do Areeiro».
O vereador dos Espaços Verdes, Sá Fernandes (BE), sublinhou que a proposta, discutida com o mentor do Plano Verde de Lisboa, Gonçalo Ribeiro Telles, contempla um futuro corredor verde até ao Parque Florestal de Monsanto.
Sá Fernandes destacou ainda que a instalação do IPO em Marvila vai beneficiar uma «zona da cidade guetizada».
Lusa/SOL»
O grande problema aqui nem sequer é a área que o IPO vai ocupar na zona sul do Parque da Bela Vista, que, a bem dizer, é um barranco com canas e pouco e árvores palito, plantadas, para inglês ver, dias antes da anterior vereação cair.
O problema aqui é outro e tem duas vertentes:
1. Que vão fazer com os terrenos do IPO em Sete-Rios? Porque não se faz o que a administração anterior do IPO sugeriu a este mesmo ministro quando ele era ministro do governo de Gueterres: recicle-se o actual IPO no mesmo espaço, de forma gradual.
2. Os doentes que futuramente forem ao IPO, na Bela Vista, irão sofrer imenso, sob o ponto de vista psíquico. Aquela zona é altamente problemática, basta sair naquelas bocas de Metro, em descampado, com vento e coisas feias por todo o lado. Carros em alta velocidade, passadeiras e passeios inexistentes. Enfim, uma Lisboa de 2ª, ou 3ª, nem bem sei.
Por isso, antes de haver IPO tem que haver dignidade naquele espaço. Senão, melhor seria Oeiras...
«O presidente da Câmara de Lisboa revelou à Lusa estar «à beira de chegar a um acordo» com o Ministério da Saúde para a instalação do Instituto Português de Oncologia (IPO) no Parque da Bela Vista
«Estamos à beira de chegar a acordo» disse à Lusa o presidente da Câmara, António Costa (PS).
O terreno oferecido pela Câmara de Lisboa ao Ministério da Saúde para a instalação do novo IPO situa-se em Marvila, na zona do Parque da Bela Vista, ocupando uma área de 12,5 hectares.
Prevê-se uma área de construção de 29 mil metros quadrados, dividida em quatro edifícios, um para módulo hospitalar, outro para investigação, um edifício residencial e uma unidade de apoio psicológico.
António Costa quis com esta proposta evitar a saída do IPO de Lisboa, depois de o Município de Oeiras ter disponibilizado terrenos para acolher aquela unidade de saúde.
A Câmara autorizou António Costa a negociar com o Ministério da Saúde através da aprovação de uma proposta na reunião do executivo de dia 26 de Setembro.
Na altura, o autarca explicou que os terrenos em Marvila vão ao encontro do projecto de um "campus hospitalar" pretendido pelo Ministério da Saúde e têm ainda a vantagem de estar perto do futuro Hospital de Todos-os-Santos.
"Permite a instalação nas franjas do Parque da Bela Vista Sul sem interromper a ligação com o Parque da Bela Vista Norte", referiu.
A zona inclui a Quinta do Pombeiro, que a Câmara se havia comprometido a ceder para um centro de acolhimento temporário de crianças, que poderá agora vir a ser instalado noutra propriedade da autarquia, a Quinta da Paz.
O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), destacou na altura os «melhores acessos» oferecidos pela localização em Marvila em comparação com os terrenos disponibilizados pela Câmara de Oeiras.
Para «ganhar área verde», compensando os espaços verdes ocupados no Parque da Bela Vista Sul, a autarquia quer «reformular um loteamento municipal no Vale Vistoso» que ocupa cinco hectares.
A ideia é igualmente fazer uma «ligação pedonal e de ciclovia por cima da linha do caminho-de-ferro para ligar a Belavista à zona das Olaias e do Areeiro».
O vereador dos Espaços Verdes, Sá Fernandes (BE), sublinhou que a proposta, discutida com o mentor do Plano Verde de Lisboa, Gonçalo Ribeiro Telles, contempla um futuro corredor verde até ao Parque Florestal de Monsanto.
Sá Fernandes destacou ainda que a instalação do IPO em Marvila vai beneficiar uma «zona da cidade guetizada».
Lusa/SOL»
O grande problema aqui nem sequer é a área que o IPO vai ocupar na zona sul do Parque da Bela Vista, que, a bem dizer, é um barranco com canas e pouco e árvores palito, plantadas, para inglês ver, dias antes da anterior vereação cair.
O problema aqui é outro e tem duas vertentes:
1. Que vão fazer com os terrenos do IPO em Sete-Rios? Porque não se faz o que a administração anterior do IPO sugeriu a este mesmo ministro quando ele era ministro do governo de Gueterres: recicle-se o actual IPO no mesmo espaço, de forma gradual.
2. Os doentes que futuramente forem ao IPO, na Bela Vista, irão sofrer imenso, sob o ponto de vista psíquico. Aquela zona é altamente problemática, basta sair naquelas bocas de Metro, em descampado, com vento e coisas feias por todo o lado. Carros em alta velocidade, passadeiras e passeios inexistentes. Enfim, uma Lisboa de 2ª, ou 3ª, nem bem sei.
Por isso, antes de haver IPO tem que haver dignidade naquele espaço. Senão, melhor seria Oeiras...
Friday, September 28, 2007
Nota de JSF sobre IPO / Belavista (*)
Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
Parque da Bela Vista estará finalmente ligado à cidade A Câmara Municipal de Lisboa irá negociar com o Ministério da Saúde a instalação do novo Instituto Português de Oncologia, em terrenos que a autarquia irá ceder, em Marvila, de acordo com a proposta aprovada ontem, na sessão da CML, com os votos favoráveis do PS, BE e PSD.
O Vereador José Sá Fernandes, que desde sempre defendeu a manutenção do IPO no concelho de Lisboa, não pode deixar de se congratular com a aprovação desta proposta e com a solução encontrada para a localização deste equipamento fundamental para a cidade.
O terreno em causa, situa-se em Marvila e ocupará uma área total de 12,5 hectares. A área prevista de construção será de cerca de 29 mil metros quadrados, sendo que grande parte desta área se encontra fora dos limites geográficos do parque denominado Bela Vista Sul, nomeadamente na zona do cabeço confinante, sendo que se prevê, no entanto, o aproveitamento do casario existente no parque, para instalação do centro de investigação do novo IPO (edifícios degradados da chamada Quinta do Pombeiro).
Assim, ao contrário do que tem sido afirmado, a instalação do IPO neste local, não compromete o Parque da Bela Vista, ainda para mais porque existirá uma expansão dos seus terrenos, no sentido da cidade já consolidada, na área das Olaias e do Areeiro, para onde estava aprovado um inacreditável loteamento no Vale Vistoso e previsto um viaduto de 4 faixas por cima do parque.
Refira-se também que não existe qualquer ameaça em termos de conforto bioclimático, uma vez que o equipamento irá localizar-se sobre uma área de sistema seco/cabeço fora do Parque, beneficiando de ausência de humidade do solo e excelentes condições de exposição solar, adequadas a um equipamento desta natureza.
É certo que o pólo hospitalar integrará como área zona verde (entre o cabeço e o casario) uma área de cerca de 4 hectares do Parque da Bela Vista Sul, mas será garantido que esta área será de circulação colectiva e acesso livre pelo menos até às 24 horas.
Por outro lado, os limites do parque serão re-alinhados, mantendo as áreas de encosta e de vale encaixado em redor disponíveis para receber a sua expansão, nomeadamente o Vale da Montanha que permitirá uma ligação verde contínua entre o Areeiro, Av. Gago Coutinho e Av. Dos Estados Unidos da América com o Parque da Bela Vista.
A estruturação destas novas áreas assenta em percursos exclusivamente pedonais e cicláveis, partindo das Olaias, Casal Vistoso e Areeiro / Av. Gago Coutinho, ligando-se assim, pela primeira vez, a cidade ao Parque da Bela Vista, actualmente sem facilidades de acesso, o que tem contribuído para lhe retirar visitantes e para a sua desertificação.
Uma das ligações fundamentais efectuar-se-á através de um passadiço pedonal e ciclável sobre o Vale da Montanha, numa extensão de aproximadamente de 170m.
Com a instalação do novo equipamento garante-se assim uma maior utilização e revitalização do Parque da Bela Vista e a sua expansão, e a permanência de um equipamento essencial na cidade principalmente numa zona (Chelas) que precisa de ser revitalizada e tem que deixar de ser guetizada.
O Gabinete do Vereador José Sá Fernandes
Parque da Bela Vista estará finalmente ligado à cidade A Câmara Municipal de Lisboa irá negociar com o Ministério da Saúde a instalação do novo Instituto Português de Oncologia, em terrenos que a autarquia irá ceder, em Marvila, de acordo com a proposta aprovada ontem, na sessão da CML, com os votos favoráveis do PS, BE e PSD.
O Vereador José Sá Fernandes, que desde sempre defendeu a manutenção do IPO no concelho de Lisboa, não pode deixar de se congratular com a aprovação desta proposta e com a solução encontrada para a localização deste equipamento fundamental para a cidade.
O terreno em causa, situa-se em Marvila e ocupará uma área total de 12,5 hectares. A área prevista de construção será de cerca de 29 mil metros quadrados, sendo que grande parte desta área se encontra fora dos limites geográficos do parque denominado Bela Vista Sul, nomeadamente na zona do cabeço confinante, sendo que se prevê, no entanto, o aproveitamento do casario existente no parque, para instalação do centro de investigação do novo IPO (edifícios degradados da chamada Quinta do Pombeiro).
Assim, ao contrário do que tem sido afirmado, a instalação do IPO neste local, não compromete o Parque da Bela Vista, ainda para mais porque existirá uma expansão dos seus terrenos, no sentido da cidade já consolidada, na área das Olaias e do Areeiro, para onde estava aprovado um inacreditável loteamento no Vale Vistoso e previsto um viaduto de 4 faixas por cima do parque.
Refira-se também que não existe qualquer ameaça em termos de conforto bioclimático, uma vez que o equipamento irá localizar-se sobre uma área de sistema seco/cabeço fora do Parque, beneficiando de ausência de humidade do solo e excelentes condições de exposição solar, adequadas a um equipamento desta natureza.
É certo que o pólo hospitalar integrará como área zona verde (entre o cabeço e o casario) uma área de cerca de 4 hectares do Parque da Bela Vista Sul, mas será garantido que esta área será de circulação colectiva e acesso livre pelo menos até às 24 horas.
Por outro lado, os limites do parque serão re-alinhados, mantendo as áreas de encosta e de vale encaixado em redor disponíveis para receber a sua expansão, nomeadamente o Vale da Montanha que permitirá uma ligação verde contínua entre o Areeiro, Av. Gago Coutinho e Av. Dos Estados Unidos da América com o Parque da Bela Vista.
A estruturação destas novas áreas assenta em percursos exclusivamente pedonais e cicláveis, partindo das Olaias, Casal Vistoso e Areeiro / Av. Gago Coutinho, ligando-se assim, pela primeira vez, a cidade ao Parque da Bela Vista, actualmente sem facilidades de acesso, o que tem contribuído para lhe retirar visitantes e para a sua desertificação.
Uma das ligações fundamentais efectuar-se-á através de um passadiço pedonal e ciclável sobre o Vale da Montanha, numa extensão de aproximadamente de 170m.
Com a instalação do novo equipamento garante-se assim uma maior utilização e revitalização do Parque da Bela Vista e a sua expansão, e a permanência de um equipamento essencial na cidade principalmente numa zona (Chelas) que precisa de ser revitalizada e tem que deixar de ser guetizada.
O Gabinete do Vereador José Sá Fernandes
(*) Retirado do blogue Gente de Lisboa
IPO muda planos para Bela Vista
In Jornal de Notícias (28/9/2007)
Gina Pereira
«Centro de acolhimento infantil previsto para a Quinta do Pombeiro vai ter de ser deslocalizado
Aaprovação da proposta de António Costa que visa ceder ao Governo um terreno de 12,5 hectares em Marvila, quatro dos quais no parque da Bela Vista Sul, para instalar o futuro Centro Regional de Oncologia de Lisboa (CROL) - a construir na sequência do encerramento das instalações do Instituto Português de Oncologia (IPO) na Praça de Espanha - vai obrigar a várias alterações nos planos que existiam para aquela zona. Ontem mesmo, teve de ser adiado o lançamento da primeira pedra de um centro de acolhimento de crianças e jovens em risco, que estava projectado para a Quinta do Pombeiro, um conjunto de edifícios abandonados dentro do parque.
A iniciativa do Movimento ao Serviço da Vida (MSV), com o patrocínio do projecto "Mundo Perfeito" da "Swatch", ia ser apadrinhada pela mulher do presidente da República, Maria Cavaco Silva, e acabou por ser cancelada. Em comunicado, a Câmara de Lisboa agradeceu a compreensão do MSV e dos restantes parceiros e lembrou que está em causa um "objectivo de interesse público".
Segundo a Câmara, o MSV aceitou ponderar outras localizações para a construção do centro de acolhimento temporário, entre elas a Quinta de Nossa Senhora da Paz, no Lumiar, um espaço municipal ao abandono que, no anterior mandato, esteve para ser vendido em hasta pública.
A Câmara compromete-se a tentar não atrasar os prazos já estabelecidos pelo MSV, de abrir o centro em 2008.
Outra das alterações que será feita é a "reformulação completa" de um loteamento municipal que está projectado para o Casal Vistoso. Segundo o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, esta alteração "vai permitir ganhar uma área verde de cinco hectares" e "compensar" o que se "perde" na Bela Vista. No fim de contas, Salgado garante que o parque terá um "saldo positivo de dois hectares em área verde".
Ao que o JN apurou, o presidente da Câmara de Lisboa já pediu ao ministro da Saúde que seja marcada uma reunião, o mais rapidamente possível, para que possam apreciar esta solução, que visa fazer frente à oferta de um terreno em Leceia por parte da Câmara de Oeiras.
Na reunião de Câmara de anteontem, onde Costa conseguiu que o PSD viabilizasse a sua proposta de cedência do terreno, o presidente da Câmara explicou que existem três estudos de implantação alternativos para os quatro edifícios que o Ministério Saúde pretende construir, mas admitiu que pode ainda haver alterações. O CROL ficará inserido numa ampla área verde, de uso público, que só fechará à noite.
O projecto é apoiado por Paulo Ferrero, membro do Observatório do Parque da Bela Vista, que se congratula pela possibilidade de o IPO não sair de Lisboa e admite que o projecto possa ajudar a inserir na cidade uma zona hoje afastada (...)»
Gina Pereira
«Centro de acolhimento infantil previsto para a Quinta do Pombeiro vai ter de ser deslocalizado
Aaprovação da proposta de António Costa que visa ceder ao Governo um terreno de 12,5 hectares em Marvila, quatro dos quais no parque da Bela Vista Sul, para instalar o futuro Centro Regional de Oncologia de Lisboa (CROL) - a construir na sequência do encerramento das instalações do Instituto Português de Oncologia (IPO) na Praça de Espanha - vai obrigar a várias alterações nos planos que existiam para aquela zona. Ontem mesmo, teve de ser adiado o lançamento da primeira pedra de um centro de acolhimento de crianças e jovens em risco, que estava projectado para a Quinta do Pombeiro, um conjunto de edifícios abandonados dentro do parque.
A iniciativa do Movimento ao Serviço da Vida (MSV), com o patrocínio do projecto "Mundo Perfeito" da "Swatch", ia ser apadrinhada pela mulher do presidente da República, Maria Cavaco Silva, e acabou por ser cancelada. Em comunicado, a Câmara de Lisboa agradeceu a compreensão do MSV e dos restantes parceiros e lembrou que está em causa um "objectivo de interesse público".
Segundo a Câmara, o MSV aceitou ponderar outras localizações para a construção do centro de acolhimento temporário, entre elas a Quinta de Nossa Senhora da Paz, no Lumiar, um espaço municipal ao abandono que, no anterior mandato, esteve para ser vendido em hasta pública.
A Câmara compromete-se a tentar não atrasar os prazos já estabelecidos pelo MSV, de abrir o centro em 2008.
Outra das alterações que será feita é a "reformulação completa" de um loteamento municipal que está projectado para o Casal Vistoso. Segundo o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, esta alteração "vai permitir ganhar uma área verde de cinco hectares" e "compensar" o que se "perde" na Bela Vista. No fim de contas, Salgado garante que o parque terá um "saldo positivo de dois hectares em área verde".
Ao que o JN apurou, o presidente da Câmara de Lisboa já pediu ao ministro da Saúde que seja marcada uma reunião, o mais rapidamente possível, para que possam apreciar esta solução, que visa fazer frente à oferta de um terreno em Leceia por parte da Câmara de Oeiras.
Na reunião de Câmara de anteontem, onde Costa conseguiu que o PSD viabilizasse a sua proposta de cedência do terreno, o presidente da Câmara explicou que existem três estudos de implantação alternativos para os quatro edifícios que o Ministério Saúde pretende construir, mas admitiu que pode ainda haver alterações. O CROL ficará inserido numa ampla área verde, de uso público, que só fechará à noite.
O projecto é apoiado por Paulo Ferrero, membro do Observatório do Parque da Bela Vista, que se congratula pela possibilidade de o IPO não sair de Lisboa e admite que o projecto possa ajudar a inserir na cidade uma zona hoje afastada (...)»
Thursday, September 27, 2007
Costa mandatado para negociar IPO
In Sol Online (27/9/2007)
Por Margarida Davim
«A Câmara de Lisboa aprovou, esta quarta-feira, a proposta de António Costa que autoriza o presidente a negociar com o Ministério da Saúde a cedência a título gratuito de terrenos no Parque da Bela Vista para a instalação do novo IPO
António Costa vai poder negociar com o Ministério da Saúde a cedência de terrenos para manter as instalações do Instituto Português de Oncologia em Lisboa.
O presidente da Câmara apresentou, esta quarta-feira, uma proposta que disse considerar essencial para se sentir «mandatado» para negociar com o Governo em nome do município.
«Eu diria que é uma autorização intercalar para saber se tenho luz verde para prosseguir as negociações», explicou Costa, lembrando que depois desta fase a Câmara e a Assembleia Municipal terão ainda de se pronunciar sobre a cedência propriamente dita.
A proposta – votada favoravelmente pelo PS, BE e PSD – acabou, contudo, por ser votada em alternativa com um outro texto apresentado por Helena Roseta.
A proposta dos Cidadãos por Lisboa só conseguiu, porém, o apoio dos vereadores do movimento Lisboa com Carmona, optando o PCP por não participar na votação.
Helena Roseta explicou a sua oposição ao texto apresentado por Costa e Sá Fernandes, dizendo que não se conforma com a ideia de o IPO abandonar as instalações que agora ocupa em Palhavã, mostrando-se preocupada com o futuro que a Câmara e o Governo irão dar ao espaço e com a «perda de identidade» daquela zona da cidade.
Manuel Salgado, vereador do Urbanismo, lembrou durante a apresentação do projecto que o que está a acontecer é «uma competição entre ofertas de terrenos» feitas pelas Câmaras de Lisboa e Oeiras. Recorde-se que Isaltino Morais já se disponibilizou para ceder gratuitamente terrenos em Oeiras para receber o IPO.
Para Sá Fernandes, «o ganho de manter o IPO na cidade é inquestionável», pelo que a solução encontrada «é a melhor», sobretudo porqueo vereador do BE com o pelouro dos Espaços Verdes garante que a cedência de uma parte do Parque da Bela Vista «não vai fazer a cidade perder área verde» e que tem ainda a vantagem de «permitir ligar Chelas ao resto da cidade através de uma ponte pedonal e de uma ciclovia».
Manuel Salgado considera que Chelas vai ganhar com a construção do novo parque da saúde que acolherá o IPO – mas também uma unidade hoteleira, um centro de apoio psicológico e um centro de investigação –, já que «aquela zona necessita de equipamentos de alto valor».
O arquitecto recorda ainda que o local é o ideal, por ter «acessos de excepção», que incluem o metro, o comboio e futuramente também o TGV.
Sem querer avançar com o destino que será dado aos terrenos onde actualmente está o IPO, junto à Praça de Espanha, Salgado admite apenas que «não se exclui a possibilidade de os mesmos vierem a ser urbanizados»
Estas últumas afirmações é que são para pensar: «urbanizados»? «TGV»?
Por Margarida Davim
«A Câmara de Lisboa aprovou, esta quarta-feira, a proposta de António Costa que autoriza o presidente a negociar com o Ministério da Saúde a cedência a título gratuito de terrenos no Parque da Bela Vista para a instalação do novo IPO
António Costa vai poder negociar com o Ministério da Saúde a cedência de terrenos para manter as instalações do Instituto Português de Oncologia em Lisboa.
O presidente da Câmara apresentou, esta quarta-feira, uma proposta que disse considerar essencial para se sentir «mandatado» para negociar com o Governo em nome do município.
«Eu diria que é uma autorização intercalar para saber se tenho luz verde para prosseguir as negociações», explicou Costa, lembrando que depois desta fase a Câmara e a Assembleia Municipal terão ainda de se pronunciar sobre a cedência propriamente dita.
A proposta – votada favoravelmente pelo PS, BE e PSD – acabou, contudo, por ser votada em alternativa com um outro texto apresentado por Helena Roseta.
A proposta dos Cidadãos por Lisboa só conseguiu, porém, o apoio dos vereadores do movimento Lisboa com Carmona, optando o PCP por não participar na votação.
Helena Roseta explicou a sua oposição ao texto apresentado por Costa e Sá Fernandes, dizendo que não se conforma com a ideia de o IPO abandonar as instalações que agora ocupa em Palhavã, mostrando-se preocupada com o futuro que a Câmara e o Governo irão dar ao espaço e com a «perda de identidade» daquela zona da cidade.
Manuel Salgado, vereador do Urbanismo, lembrou durante a apresentação do projecto que o que está a acontecer é «uma competição entre ofertas de terrenos» feitas pelas Câmaras de Lisboa e Oeiras. Recorde-se que Isaltino Morais já se disponibilizou para ceder gratuitamente terrenos em Oeiras para receber o IPO.
Para Sá Fernandes, «o ganho de manter o IPO na cidade é inquestionável», pelo que a solução encontrada «é a melhor», sobretudo porqueo vereador do BE com o pelouro dos Espaços Verdes garante que a cedência de uma parte do Parque da Bela Vista «não vai fazer a cidade perder área verde» e que tem ainda a vantagem de «permitir ligar Chelas ao resto da cidade através de uma ponte pedonal e de uma ciclovia».
Manuel Salgado considera que Chelas vai ganhar com a construção do novo parque da saúde que acolherá o IPO – mas também uma unidade hoteleira, um centro de apoio psicológico e um centro de investigação –, já que «aquela zona necessita de equipamentos de alto valor».
O arquitecto recorda ainda que o local é o ideal, por ter «acessos de excepção», que incluem o metro, o comboio e futuramente também o TGV.
Sem querer avançar com o destino que será dado aos terrenos onde actualmente está o IPO, junto à Praça de Espanha, Salgado admite apenas que «não se exclui a possibilidade de os mesmos vierem a ser urbanizados»
Estas últumas afirmações é que são para pensar: «urbanizados»? «TGV»?
Tuesday, September 25, 2007
Ainda a proposta de António Costa para o IPO:
Estes são os 3 «bonecos» possíveis da dita proposta, que, independentemente dos problemas colaterais que suscitam e que são matéria para outra discussão, quiçá noutro fórum - que destino dar aos terrenos do actual IPO? será lícito dar ao Governo um terreno inscrito como «verde» no PDM? - ; não nos parecem afectar minimamente a zona central do Parque da Bela Vista, e duvidamos que afectem a zona sul, «inaugurada» recentemente pela anterior Vereação ... em breve, será feita visita ao local para aquilatarmos o real impacto dessa possibilidade.
Seja como for, talvez a 1ª solução esquemática talvez seja a melhor, uma vez que se coloca o hotel fora do perímetro hospitalar, e as restantes unidades parecem bem espaçadas.
Fonte; mão amiga de LJ
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